Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação - PPGBC/Altamira
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9260
Surge em 2014 diante da necessidade de formar profissionais capacitados para lidar com os aspectos ambientais, econômicos e sociais que permeiam a biodiversidade brasileira e, em especial, a da região amazônica. O PPGBC está vinculado ao Campus Universitário de Altamira, da Universidade Federal do Pará (UFPA), suprindo uma importante demanda do ensino superior na região Transamazônica e Xingu.
Área de conhecimento: Ciências Biológicas (Ecologia, Zoologia, Fisiologia, Morfologia, Genética, Botânica, Sistemática, Taxonomia, Filogenia, Microbiologia), as Ciências Exatas e Naturais (Geologia, Matemática e Estatística), e às Ciências Sociais Aplicadas (Economia e Sociologia).
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação - PPGBC/Altamira por Orientadores "SILVA, Karina Dias da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção socioambiental dos alunos de escolas públicas em Altamira-Pa(Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) PIMENTEL, Andria Jaizza dos Santos; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995A educação ambiental é o meio por onde se percebe as interações entre sociedade e meio ambiente. A educação ambiental adquirida na escola é vantajosa, pois promove comportamentos reflexivos acerca da relevância do desenvolvimento sustentável. Este estudo tem como objetivo analisar a percepção da educação ambiental no Ensino Médio de escolas públicas. A pesquisa examinou a visão dos estudantes por meio da aplicação de questionários em sala de aula, visando identificar a implementação da educação ambiental e a transmissão desses saberes. Constatou-se que, mesmo a educação ambiental sendo amplamente debatida, ainda existem poucos projetos fixos sendo desenvolvidos especificamente sobre o tema. Além disso, é notória a dificuldade de alunos em identificar problemas socioambientais, impactos e o contexto ambiental que vivem. Conclui-se que a participação ativa das escolas é fundamental para a formação do conhecimento e da consciência humana sobre a importância da disseminação da educação ambiental. Nesse sentido, como forma de apoiar a rede escolar na formação de novos cidadãos conscientes do seu papel no mundo, elaborou-se uma cartilha orientadora contendo teoria, jogos, atividades, visitas guiadas e um quiz para apoiar da dinamização da aplicação da temática.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resposta da comunidade de Odonata ao gradiente ambiental em igarapés da Volta Grande do Xingu(Universidade Federal do Pará, 2024-12-18) CHAVES, Esiene da Costa; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; SILVA, Tatiana Pereira da; BRASIL, Leandro Schlemmer; SANTOS, Lenize Batista Calvão; GIEHL, Núbia França da Silva; BRITO, Joás da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1908629101039803; http://lattes.cnpq.br/2859350745554286; http://lattes.cnpq.br/1561280535072922; http://lattes.cnpq.br/6013054034235293O aumento das atividades antrópicas na Amazônia tem causado impactos significativos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. O desmatamento, as queimadas e a construção de hidrelétricas, entre outras atividades, contribuem para a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas aquáticos, resultando na destruição de habitats e na redução de espécies aquáticas, como os Odonata, que são fundamentais para manter o equilíbrio desses ecossistemas. Os Odonata respondem rapidamente às mudanças no ambiente e são amplamente utilizados como bioindicadores de alterações ambientais devido à sua alta sensibilidade à qualidade do habitat e da água. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças nas comunidades de Odonata em resposta às variáveis ambientais em igarapés da Volta Grande do Xingu. As coletas foram realizadas em 19 igarapés da região, abrangendo os municípios de Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, em setembro de 2019, durante a estação seca amazônica. Para a captura dos insetos, utilizou-se o método de varredura em zonas fixas e rede entomológica (puçá), em100 metros em cada igarapé. Foram mensuradas as variáveis: pH, condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez e oxigênio dissolvido. Em todos os igarapés, foi aplicado o Índice de Integridade de Habitat (IIH), que avalia o estado de conservação do habitat, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor o estado de conservação do igarapé; quanto mais próximo de 0, mais degradado o ambiente. Utilizamos o TITAN (Threshold Indicator Taxa Analysis) para avaliar o limiar do gradiente em que a comunidade apresenta ganho ou perda de espécies. No total, coletamos 526 indivíduos, distribuídos em duas subordens (Zygoptera e Anisoptera), 6 famílias, 26 gêneros e 43 espécies. A comunidade de Odonata apresentou mudança na sua composição nos valores a partir de 0,64 para o gradiente ambiental de IIH, tendo ganho de espécies em ambientes mais preservados. Em relação às outras variáveis ambientais, não tivemos mudanças para composição da comunidade de Odonata. A espécie A. fumigata Hagen, 1865, da subordem Zygoptera, destacou-se como espécie bioindicadora da qualidade de igarapés amazônicos, evidenciando assim que indivíduos desta subordem estão comumente associados a ambientes mais íntegros e preservados com vegetação densa, em razão das suas exigências ecofisiológicas. Nossos resultados demonstram que as alterações ambientais causadas pela ação antrópica alteram a qualidade do habitat nos igarapés e consequentemente afetam espécies que dependem desses ambientes. A presença de espécies bioindicadoras como Argia fumigata em ambientes preservados reforça a importância de conservar a integridade desses habitats para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados.
