Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2604
O Mestrado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica (PPGG) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Geologia e Geoquímica (Mestrado) - PPGG/IG por Orientadores "EL-ROBRINI, Maâmar"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica morfo-sedimentar da praia da Marieta – Ilha do Marco-Maracanã (NE do Pará)(Universidade Federal do Pará, 2010-04-19) GUERREIRO, Juliana de Sá; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429O objetivo principal desta dissertação é analisar as variações morfológicas e sedimentares ocorridas na Praia da Marieta - ilha do Marco (NE do Pará) durante o período chuvoso (março) e menos chuvoso (novembro) do ano de 2007, buscando identificar os principais fatores responsáveis por estas variações. A praia da Marieta possui 3 km de extensão, com direção NW-SE, e é sustentada pelos sedimentos do Grupo Barreiras, Pós-Barreiras e pelos sedimentos recentes que fornecem boa parte dos sedimentos na desembocadura do estuário de Urindeua. Foram realizados 6 perfis topográficos nas seguintes subdivisões da praia da Marieta: Setor esporão arenoso - perfis I e II (tgβ = 0,0015); setor central - perfis III, IV (tgβ = 0,0017) e setor NW - perfis V e VI (tgβ =0,005). Foram aplicados nesta praia os seguintes modelos morfológicos: de Guza & Inmam (1975), Esporão Arenoso - no período chuvoso e no período menos chuvoso, Setor Central - 12 no período chuvoso e no período menos chuvoso. Estes resultados mostram uma forte reflexão com alguma dissipação, sendo caracterizada como Intermediário de Barra e Calha Longitudinal com no setor NW, que indicou um comportamento Dissipativo durante os dois períodos estudados; Para Wright & Short (1984) toda a praia teve um comportamento Dissipativo durante os dois períodos estudados - no período chuvoso e no período menos chuvoso; Para Masselink & Short (1993) os perfis mostraram ser modificados por marés, dissipativos embarreirados com RTR=4 no período chuvoso e RTR=3,6 no período menos chuvoso. A praia é predominantemente recoberta por areia muito fina, muito bem selecionada a moderadamente selecionada, com curtose mesocúrtica e platicúrtica com assimetria negativa nas zonas de supramaré durante o período chuvoso e nas zonas de inframaré no período menos chuvoso, nas demais zonas da praia da Marieta foram aproximadamente simétricas e com assimetrias positivas. A praia da Marieta teve seu perfil morfo-sedimentar influenciado pelo deslocamento da Zona de Convergência Inter-Tropical (ZCIT), no período chuvoso (1.736,6 mm) e no período menos chuvoso (2,4 mm). A velocidade dos ventos foi mais fraca durante o período chuvoso com média de 6,7 nós enquanto que no período menos chuvoso a velocidade média foi de 11,3 nós com direção preferencial NE, e conseqüentemente, formaram ondas com maior energia (Hb = 1,5 m no período chuvoso em março). Aliados a uma amplitude de 5,5 m de maré alcançando as zonas mais internas da praia. Já no período menos chuvoso, as ondas foram menores, se comparadas ao período chuvoso, que alcançaram 1,2 m aliados a uma amplitude de 4,8 m de maré. Através destes parâmetros observou-se que as maiores variações no perfil praial estiveram associadas principalmente à interação dos efeitos de ventos, ondas e marés e, mostrando a forte relação entre a forma da praia e a orientação e incidência desses agentes.Dissertação Desconhecido Análise morfoestratigráfica do estuário do Rio Marapanim - NE do Pará(Universidade Federal do Pará, 1998-12-20) SILVA, Cléa Araújo da; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429O Estuário do Rio Marapanim está estabelecido sobre os sedimentos terciário-quaternários da Formação Barreiras e Pós-Barreiras, inserido no litoral de "rias" do nordeste do Estado do Pará, o qual foi submetido à transgressão marinha, a partir do Pleistoceno Superior, que afogou paleolinhas de costa e no máximo da Trangressão Holocênica atingiu o Planalto Costeiro. Este setor da costa sofre influência da maré dinâmica que atinge amplitude máxima de 5,3m (macromarés) e da maré salina que apresenta salinidade média entre a enchente e vazante, para os períodos de baixa e alta descarga fluvial com valores de 896o e 0%0 (Marudazinho), 24%o e 3%o (Marapanim), respectivamente. Entretanto, na parte externa do funil estuarino (Marudá), a salinidade apresenta valor constante de 35%0, não ocorrendo influência significativa da descarga fluvial na foz do estuário. A geomorfologia da área está compartimentada • em 3 domínios geomorfológicos: (1) Planície Costeira com as unidades de Planície de Cristas de Praia, Paleoduna, Duna costeira Atual (Fixa e Móvel), Pântano Salino (Interno e Externo), Planície de Maré (Arenosa e Lamosa), Praia Flecha-Barreira, Lago e Palco-Córrego de Maré; (2) Planície Estuarina com as unidades de Canal Estuarino (compartimentado em Funil Estuarino, Segmento Meandrante Sinuoso, Segmento Meandrante em Cúspide e Canal de Curso Superior), Canal de Maré e Planície de Inundação (Pântano Salino e Pântano de Água Doce) e; (3) Planície Aluvial com as unidades de Canal Meandrante (Meandro Abandonado), Depósito de Canal (Depósito de Fundo de Canal), Depósito de Margem de Canal (Dique Marginal, Depósito de Recobrimento e Planície de Inundação) e Depósito de Preenchimento de Canal. Com base na estratigrafia subsuperficial aliada às características sedimentológicas e geometria superficial foram identificadas 14 unidades morfoestratigráficas: Planície de Inundação, Dique Marginal, Meandro Abandonado, Pântano de Água Doce, Planície de Maré Lamosa, Barra de Maré Arenosa e Lamosa (Vegetada), Barra em Pontal Lamosa, Planície de Cristas de Praia, Paleoduna, Dunas Atuais, Praia Flecha-Barreira, Planície Arenosa e Pântano Salino. E, através de análise subsuperficial (testemunhagem à vibração), associada à análise sedimentológica identificou-se 6 fácies estratigráficos: areia e lama de barra em pontal, areia marinha, areia e lama estuarina, lama estuarina, areia fluvial e areia mosqueada. A partir de dados levantados, á respeito da morfologia e estratigrafia dos depósitos encontrados na área, foi possível identificar 3 seqüências estratigráficas: Seqüência Marinha Transgressiva Basal (S1) com ambiente Fuvial, Parálico e de Face Praial; Seqüência Marinha Regressiva (S2) com canal meandrante influenciado por maré (ambiente fluvial), Pântano de Água Doce, Planície de Maré, Pântano Salino e Planície de Crista de Praia e; Seqüência Marinha Transgressiva Atual (S3) com Ambiente Estuarino (Barra de Maré e Barra em Pontal) e Litorâneo (Praia Flecha-Barreira, Planície de Cristas de Praia e Duna Atual). A evolução do Estuário do Rio Marapanim foi controlada pelas oscilações do nível do mar, durante o Holoceno, que se manifestaram em ciclos progradacionais e retrogradacionais, o qual no máximo da Transgressão Holocênica provocou erosão do Planalto costeiro. Em condições de nível de mar estável houve regressão do mar o que propiciou a progradação lamosa sobre depósitos arenosos marinhos. Atualmente, observa-se a transgressão de depósitos arenosos sobre a planície lamosa, propiciando o preenchimento. parcial da foz do estuário por barras arenosas.Dissertação Desconhecido Aplicação da modelagem hidrodinâmica na circulação do estuário do rio Maracanã (NE do Pará)(Universidade Federal do Pará, 2017-10-16) BARBOSA, Leandro Patrick Ferreira; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429O litoral do NE do Pará apresenta uma configuração recortada e um grande número de sistemas estuarinos, bastante ativos com amplitudes de maré entre 5-7m. Nesta região, está inserido o estuário do rio Maracanã - estuário de planície costeira e do tipo bem misturado - com uma extensão de 101 Km a partir do igarapé do Tubo até a ilha do Cumaru. O perfil deste é tipicamente meandrante, de baixa declividade que permite escoamento superficial, e possibilita um padrão de drenagem com grande quantidade de cursos d’água em várias direções e uma ordem de vazão de 103 a 104 m3 s-1. Este estuário sofre a influência do regime de macro-marés (>4m), de natureza semi-diurna, com influência de ventos (média de 6 m/s) e correntes de maré (média de 69,53 cm/s). O clima é do tipo Am (Tropical Úmido), que é caracterizado por ser quente e úmido (Clima Equatorial Amazônico), com temperatura entre 25°C e 28°C e pluviosidade de 2.500 mm/ano a 3.000 mm/ano, e dois períodos distintos, um seco (de junho a novembro) e outro chuvoso (dezembro a maio). O trabalho teve como objetivo a aplicação da modelagem hidrodinâmica na circulação do estuário do rio Maracanã (NE do Pará), utilizando como ferramenta a modelagem (Programa de Modelagem SisBAHIA – Sistema Base de Hidrodinâmica Ambiental), com base na interpretação dos dados coletados em campo e trabalhos experimentais realizados em laboratório. Os procedimentos metodológicos consistiram em três etapas básicas: levantamento bibliográfico, trabalhos de campo e de laboratório. No campo, foram realizados: (1) um levantamento ecobatimétrico de semi-detalhe, empregando-se uma Ecossonda DGPS/PLOTTER/SONAR FURUNO GP-1850 F, onde foram feitos transectos ecobatimétricos transversais e longitudinais no estuário, durante a maré cheia; (2) medição de correntes de maré, para obtenção de medidas de intensidade e direção das correntes em um ponto (00° 45,187’ S e 47° 26,712’ W), durante um período de amostragem contínuo de 8 dias (preamar e baixamar) (04/02/07 à 11/02/07), abrangendo a sizígia. Para tal, foi utilizado um Correntógrafo Falmouth Scientific 2DACM; (3) o monitoramento vertical da maré foi baseado nos Marégrafos Orphirmedes da marca OTT-Hidrometrie, que registraram o nível d'água simultaneamente, próximo à foz e na parte interna do estuário, durante um período de 8 dias contínuos a cada 20 minutos. No laboratório: (1) o processamento dos dados ecobatimétricos em ambiente Excel para correção em relação ao nível de maré. Ainda, o Surfer foi utilizado para digitalização dos dados de entrada para o modelo hidrodinâmico do Programa Sisbahia; (2) as séries temporais de Corrente e nível de maré foram submetidas a rotinas de processamento de dados elaboradas em ambiente Excel (3) Para vazão foi realizada uma estimativa baseada em método simples e racional. Os dados processados foram submetidos em seguida a análises: (1) Na implementação do modelo, foram reunidos todos os dados coletados na área de estudo e esses dados foram fornecidos ao modelo dentro de um domínio pré-definido; (2) Para calibração do modelo foram realizados ajustes na tentativa de fusão dos dados coletados em campo e o modelo; (3) a validação do modelo, que foi a precisão dos resultados computacionais do modelo em relação aos seus propósitos, e do sistema natural que o mesmo representa, a fim de reproduzir os fenômenos reais. Em seguida, colocou-se o modelo pra “rodar”, isto é, o modelo passa a gerar cenários de maré vazante, enchente, quadratura e sizígia. Com isso, puderam-se descrever os padrões da circulação estuarina do rio Maracanã e compreender os aspectos de sua complexa hidrodinâmica. Desta maneira, obtiveramse, mapas caracterizando padrões de correntes médias na vertical, ao longo de um ciclo de maré de sizígia e de quadratura (,meia maré vazante, meia maré enchente, estofa de preamar e estofa de baixamar). Observou-se que durante as marés de sizígia, as velocidades são maiores se comparadas com as marés de quadratura. A geometria do estuário é responsável pela restrição da penetração das águas costeiras e contribui para elevação da maré no interior do mesmo. Os resultados gerados pelo modelo não foram iguais aos medidos em campo, em virtude da complexidade da área e da quantidade de dados adquiridos.Dissertação Desconhecido Aplicação do modelo hidrodinâmico no estuário do rio Caeté (NE do Pará)(Universidade Federal do Pará, 2007-10-17) ABREU, Marcelo Wanderley Matos de; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429A costa norte do Brasil é recortada por uma grande e complexa rede hidrográfica, onde o principal rio é o Amazonas. Este rio, assim como outros menores, desembocam no Oceano Atlântico formando os estuários, que são freqüentemente definidos como um trecho do rio, onde ocorre a interação das águas fluviais e oceânicas (zona de transição). No NE do Pará está inserido o estuário do rio Caeté (00º43’18” – 00º04’17” S e 46º32’16” – 46º55’11” W) que sofre influência de macro-marés semi-diurnas com amplitude média de 5,6 m, correntes costeiras (aproximadamente 0,75 m/s de velocidade média), ondas de 0,7 m e ventos alísios, que possuem direção preferencialmente NE com velocidade média de 6 m/s. Esse estuário situa-se numa região tropical de clima úmido, com temperatura média anual de 27ºC e elevada pluviosidade com média anual de 2500 mm/ano. Na região, observa-se também, a existência de épocas com características distintas: chuvosa (dezembro a maio), seca (junho a novembro) e intermediária. O estuário do rio Caeté se enquadra num estuário dominado por marés (quanto aos processos físicos), do tipo formado em planície costeira (quanto à geomorfologia) e do tipo bem misturado (quanto à circulação das águas). A circulação hidrodinâmica em estuários é considerada como um importante processo que vem sendo continuamente estudado, porém na região Norte do Brasil, ainda são poucos os estudos de modelagem estuarina. Sendo assim, adotou-se para este trabalho o uso do modelo hidrodinâmico do programa de Modelagem SisBAHIA (Sistema Base de Hidrodinâmica Ambiental), visando observar os aspectos gerais da circulação hidrodinâmica em diferentes fases de maré (preamar, baixamar, enchente e vazante) no estuário do rio Caeté (PA) e assim validar, através da modelagem, os dados (correntes, marés e amplitude de maré) coletados no estuário do rio Caeté. A metodologia foi executada em duas etapas (campo e laboratório). A etapa de campo consistiu em: (1) levantamento ecobatimétrico, vinculado ao Projeto de Pesquisa do PROGRAMA SET/CT-Hidro que utilizou uma base cartográfica georeferenciada previamente digitalizada, tendo como base uma imagem de radar LANDSAT-ETM+7, além de uma sonda ecobatimétrica analógico-digital/ODEC e um DGPS (Differential Global Positionning System); (2) registros de elevação do mar, através da fixação de dois marégrafos digitais Orphimedes da marca OTT-Hidrometrie, localizados na vila de Bacuriteua e na ponte sobre o Furo do Maguary, onde se obtiveram valores diários a cada 20 minutos durante 7 dias consecutivos com resultados variando de um mínimo de 0,01 m a um máximo de 5,08 m e de 0,42 a 5,18 no ponto situado na ponte sobre o furo do Maguary e na vila de Bacuriteua, respectivamente; e (3) medir a velocidade das correntes utilizando um correntógrafo Falmouth 2D ACM em um ponto do estuário dentro do domínio do modelo, que ficou acoplado ao barco durante sete dias consecutivos e que apresentou valores para as correntes variando de um mínimo de 2,95 cm/s a um máximo de 154,59 cm/s. Na etapa de laboratório, foi realizado o processo de calibração entre os dados do modelo e os medidos no campo. Foram geradas simulações das condições hidrodinâmicas durante a enchente, vazante, meia maré enchente, meia maré vazante, estofas de preamar e baixamar, para marés de quadratura e sizígia. Através dessas simulações foram gerados mapas superficiais de correntes para observar os diferentes padrões de circulação.Dissertação Desconhecido Aspecto geoquímicos do material particulado da pluma estuarina do rio Amazonas: fatores que controlam as interações com as águas oceânicas(Universidade Federal do Pará, 2000-02-10) PEREIRA, Simone Baía; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217Os aspectos geoquímicos abordados nesta investigação são a determinação da composição química do material em suspensão em águas costeiras sob influência da foz do rio Amazonas, indicando a localização possível da fonte de material em suspensão, assim como as influências que este sofre ao longo da transição continente-oceano. A análise de difração de raios-X indicou a predominância dos argilominerais caulinita, illita e, ainda, de quartzo, sobre os demais componentes inorgânicos identificados, observando-se a presença de clorita, ora como mineral subordinado em alguma amostras, ora como traço, e esmectita em teores-traço, que assim como a clorita está presente também como mineral subordinado. Estimou-se a composição mineralógica centesimal do material particulado, associando-se os resultados analíticos a dados de difração de raios-X, utilizando-se de cálculo estequiométrico, com base na literatura científica. Os resultados obtidos através do cálculo estequiométrico confirmam a tendência mostrada pelos difratogramas. Observa-se que os argilominerais dominantes são caulinita (máximo em 51,19%), associada a altos teores de alumínio distinguindo-se o domínio desse argilomineral na amostra em que este fato ocorre, e illita (máximo em 42,43%) associada aos teores elevados de potássio, quando ocorre o domínio deste argilomineral nas amostras, admitiu-se ainda a presença de colóides de ferro e titânio. Efetuou-se a avaliação do conteúdo e da natureza da matéria orgânica associadas aos sedimentos em suspensão, utilizando-se da análise elementar para carbono, nitrogênio e hidrogênio, de registros de termogramas e espectros de absorção na região do infravermelho. Nos sedimentos predominam os compostos orgânicos (argilominerais, sílica, colóides de ferro), ficando a matéria orgânica com conteúdo sempre abaixo de 3,6%. Portanto, na interpretação dos registros de espectros de absorção na região do infravermelho, as bandas mais intensas estão relacionadas com os argilominerais dominantes no material, ou seja, a mistura illita e caulinita. As bandas relativas às ligações químicas nos argilominerais dominam nos espectros do infravermelho. A nítida e intensa banda de vibração do estiramento Si-O, que se estendem desde 1200 a 1000 cm-1, com seus desdobramentos mais significativos às proximidades de 1180 e 1034 cm-1 é bem representativa de estruturas do tipo illita e caulinita. E há ainda, uma nítida banda, com fracos dobramentos em torno de 950 a 915 cm-1, relativa à ligação Al-OH; as bandas às proximidades de 790-800, 750-780, 640-690 cm-1; ou no intervalo de 400 - 600 cm-1, as intensas bandas de absorção registradas no intervalo de 4000 - 3400 cm-1, com seus vários desdobramentos, relacionadas com as ligações com hidroxila, –OH, tão comuns em argilominerais e uma intensa e média banda registrada às proximidades de 1640 cm-1 correspondente à deformação angular da ligação HOH, característica de água de constituição presente nos argilominerais. Os espectros de absorção na região do infravermelho de ácidos húmicos e fúlvicos, de diferentes origens, são semelhantes, porém não são idênticos. As diferenças (sutis) são resultantes de breves alterações em suas composições. Talvez a característica mais interessante do espectro de ácidos húmicos seja o aparecimento de intensas e largas bandas de absorção relacionadas com as vibrações de estiramento da ligação C=O de vários grupos funcionais orgânicos (ácidos carboxílicos e seus derivados, aldeídos, cetonas), no intervalo de 1709 a 1715 cm-1 e de vibrações de compostos aromáticos às proximidades de 1600 a 1613 cm-1. As bandas registradas às proximidades de 1698 a 1701 cm-1 e em torno de 1400 cm-1 indicam a presença de grupo de grupos de carboxila e carbonila. Os aspectos mais interessantes dos espectros registrados dizem respeito ao aparecimento de nítidas (porém fracas) bandas de absorção no intervalo de 2959-2885 cm-1, atribuídas aos grupos metileno –CH2- de hidrocarbonetos; e á presença de fraca (porém nítida) banda em torno de 1385 cm-1 referentes aos grupos carboxila e/ou carbonila. Levando a conclusão de tratar-se de material húmico presente na matéria orgânica oriunda de lixiviações e drenagem de solos amazônicos típicos, tais como podzólicos e latossólicos. Os teores de carbono orgânico elementar se estendem de 1,27% a 2,05%, enquanto que os de nitrogênio, de 0,03% a 0,13%. Esses teores produzem índices de relação C/N elevadas (mínimo em 12,7% e máximo em 68,3%) de material rico em produtos de decomposição de celulose, de origem vegetal. A integração de dados de análise química da matéria em suspensão com parâmetros físico-químicos de águas costeiras e a da variação de teores de fósforo (mínimo em 0,06% até o máximo de 0,71%, expressos em P2O5), associado a variação de salinidade (mínimo em 24,31‰ e máximo de 39,19‰), utilizados como parâmetros limitantes definiu a existência de três zonas características de origem de material em suspensão: uma predominantemente terrígena, uma de transição e outra predominantemente biogênica oceânica.Dissertação Desconhecido Avaliação multitemporal da dinâmica costeira da Praia do Pescador: Bragança (Norte do Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2001-11-26) SILVA, Marcos Gleidson Lima da; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429Dissertação Desconhecido Caracterização morfossedimentar durante o ano de 2007 das praias estuarinas da ilha de Cotijuba (Baía do Marajó) no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2008-08-22) OLIVEIRA, Gheisa Karla Martins de; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429A ilha de Cotijuba situada a 90 km da foz do rio Pará está inserida em uma zona de maré do rio, onde a salinidade é zero, e a condutividade média é de 65,70 μS. A ilha pertencente ao município de Belém está localizada a 33 km desta, com 15 km2 de extensão e forma alongada na direção NE-SW. A ilha é sustentada pelos: (1) sedimentos da Formação Barreiras, aflorando sob forma de falésias expostas e plataformas de abrasão, na parte oeste, (2) Sedimentos Pós-Barreiras, que se encontram sobrejacentes e separados por uma discordância erosiva (SÁ, 1969 apud SANTOS, 1996) e (3) Sedimentos Recentes (mangues, terraços marinhos, barras e praias). O estudo da caracterização morfossedimentar das praias estuarinas da Saudade e do Vai-quem-quer durante o ano de 2007 (janeiro, março e agosto), mostrou evidentes transformações sazonais destas praias. Foram executados perfis topográficos: nove na praia da Saudade e doze na praia do Vai-quem-quer utilizando uma Estação Total, além das coletas sedimentológicas. A praia da Saudade possui 800 m de comprimento e encontra-se na parte sul da ilha, com gradiente topográfico elevado variando de tg d = 0,030 a tg d = 0,286. Na parte norte da ilha está a praia do Vai-quem-quer com 1 km de comprimento, que possui um gradiente topográfico menor em comparação à praia da Saudade, variando de tg d = 0,069 a tg d = 0,143. Foram aplicados nas praias os modelos morfológicos de Guza & Inmam (1975), Wright; Short (1984) e Masselink & Short (1993) elaborados para praias oceânicas. Através dos parâmetros usados a praia da Saudade exibiu estado refletivo (b = 0,10 – 2,38) e barra e calha longitudinal (b = 2,70 – 12,90), no período chuvoso e apenas refletivo (b = 0,05 – 1,84), no período seco pelo método de Guza & Inmam (op. cit.). Através do parâmetro de Wright & Short (op. cit.) a praia comportou-se como refletiva (a = 1,08 e 0,86, em janeiro e março, respectivamente; e a = 0,43 em agosto) nos dois períodos. A praia do Vai-quem-quer apresentou pelo parâmetro de Guza & Inmam (op. cit.) estados dissipativo (b = 20,05 – 31,28) e barra e calha longitudinal (b = 9,21 – 18,23), no período chuvoso. No período seco, exibiu os estados refletivo (b = 1,61 – 2,46) e barra e calha longitudinal (b = 2,63 – 3,44). Pelo parâmetro de Wright & Short (op. cit.) foi classificada como dissipativa (a = 4,12), em janeiro; barra e calha longitudinal (a = 2,64), em março; e terraço de maré baixa (a = 2,38), em agosto. O parâmetro RTR de Masselink & Short (1993) indicou que em janeiro a praia da Saudade foi influenciada por ondas e marés (RTR = 5,2) e em março por marés (RTR = 14,5). Já a praia do Vai-quem-quer em janeiro foi influenciada por ondas (RTR = 2,15) e em março por ondas e marés (RTR = 4,80). No período seco, as duas praias foram influenciadas por ondas e marés (RTR = 10,5 e RTR = 3,16 para a praia da Saudade e Vai-quem-quer, respectivamente). As praias são recobertas predominantemente por areia média (65%), moderadamente selecionada (59%), com curtose mesocúrtica (53%) e assimetria negativa (54%) na praia da Saudade e aproximadamente simétrica (43%) na praia do Vai-quem-quer. Houve evidências da sazonalidade através de perfis de acresção e de erosão, respectivamente, nos períodos seco e chuvoso. Na praia da Saudade ocorreu erosão, durante o período chuvoso e acresção, durante o período seco. Esta praia foi dividida em dois setores: Norte e Sul. O Setor Sul não apresentou grandes modificações, entretanto no Setor Norte ocorreu o desenvolvimento de um sistema de crista e calha (“ridge and runnel”) e este sofreu intensas variações com as alterações das medidas das zonas de supramaré e intermaré. Na praia do Vai-quem-quer, não houve alterações notáveis no período chuvoso. Todavia, no período seco foi notada acresção nas zonas de intermaré superior e supramaré, devido a influência eólica sobre os sedimentos que encontram-se enxutos neste período. A caracterização morfossedimentar das praias da Saudade e do Vai-quem-quer sofreu influência da Zona de Convergência Inter-Tropical (ZCIT), no período chuvoso. Este sistema intensifica os ventos neste período, os quais alcançaram velocidade máxima de 7,5 m/s e direção preferencial NE, e conseqüentemente, formaram ondas com maior energia (Hb = 1,3 m em Janeiro na praia do Vai-quem-quer) e contribuíram para o processo erosivo praial. Além das maiores amplitudes de maré (Hm = 2,9 m em Março) que alcançaram as zonas mais internas das praias.Dissertação Desconhecido Dinâmica dos parâmetros abióticos na zona de mistura do estuário do rio Paracauari, ilha do Marajó-Pa(Universidade Federal do Pará, 2009-09-09) MONTEIRO, Sury de Moura; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217O objetivo deste trabalho e avaliar a dinâmica sazonal (2008) e longitudinal dos parâmetros abióticos na coluna d’agua da Zona de Mistura do estuário do rio Paracauari (Ilha do Marajó-PA). Esse estuário situa-se na porção leste da ilha do Marajó – PA, e é influenciado por um clima tropical úmido, com temperatura media anual de 27oC, pluviosidade média de 2.566 mm/ano e dois períodos sazonais distintos (chuvoso que ocorre de dezembro a maio e menos chuvoso de julho a novembro); e apresenta um regime de meso a macromarés (3 a 5m), semi-diurna. Foram realizadas três campanhas adotando uma malha de 15 estações distribuídas ao longo deste estuário, e uma estação fixa na foz durante meio ciclo de maré. As campanhas foram realizadas nos períodos: chuvoso (março), intermediário (junho) e menos chuvoso (setembro). Realizou-se medições in situ dos paramêtros físico-químicos: temperatura, pH, OD, salinidade, CE e TDS utilizando uma sonda multiparâmetro, transparência através do disco de Secchi e coletou-se amostras de água para análise em laboratório de nutrientes através de métodos espectofotométricos e MPS através do método gravimétrico. Na estação fixa, os resultados analíticos estão em função da variação da maré, em geral, apresentando um comportamento senoidal, com exceção da temperatura da água que se relaciona ao horário da coleta. Tanto no período chuvoso e intermediário, quanto no menos chuvoso, o pH, o OD e o PO4 3- apresentaram uma relação direta com a variação da maré, sendo os índices máximos ocorridos durante a maré enchente. A CE, TDS e a salinidade, durante o período chuvoso, apresentaram os máximos na baixamar; já durante o intermediário e menos chuvoso, os máximos ocorreram na maré enchente, em decorrência da penetração das aguas marinhas. O NO3 -, o NO2 - e o Si(OH)4, entretanto, apresentaram as concentrações mínimas durante maré enchente nos períodos analisados, visto que as águas marinhas são empobrecidas nesses compostos. O MPS apresentou os máximos durante a maré vazante e os mínimos na enchente durante os períodos chuvoso, intermediário e menos chuvoso, porem a transparência não apresentou relação direta com a variação da maré e sim com o horário da coleta. Os resultados analíticos das amostras coletadas ao longo do estuário do rio Paracauari demonstram que as águas deste estuário não apresentam amplas variações sazonais nas concentrações dos parâmetros estudados. A temperatura da agua mostrou-se constante com media de 28,70oC e variação de 1,5oC nos três períodos, confirmando a homogeneidade térmica dessas aguas. O pH foi ácido, com medias de 5,87 e 6,77 durante o período chuvoso e intermediário, respectivamente, e alcalino durante o período menos chuvoso (7,37) refletindo a influencia das aguas marinhas no estuário. A transparência dessas águas apresentou media de 10 cm durante o período chuvoso em consequência da grande carga de material em suspensão, na ordem de 93,72 mg/L, que produz um aspecto barrento nas aguas dessa região; já durante o intermediário e menos chuvoso, a concentração de material em suspensão foi menor, o que ocasionou medias de transparências mais elevadas, em torno de 43 cm. A concentração de OD revelou que as águas estuarinas são mal oxigenadas durante o período chuvoso e intermediário, com teores médios de 3,11 e 4,32 mg/L, respectivamente, e bem oxigenadas durante o menos chuvoso (média de 6,30 mg/L). Todos os nutrientes dissolvidos analisados apresentaram médias mais elevadas durante o período chuvoso, devido ao aporte natural proveniente das áreas adjacentes, sendo a média de: NO2 - de 0,08 μM/L; de NO3 - de 6,52 μM/L; de Namoniacal de 0,46 μM/L; de PO4 3- de 0,89 μM/L; e de Si(OH)4 de 60,14 μM/L. Ja no período intermediário e menos chuvoso, há uma redução significativa nesses valores principalmente na foz, onde ocorre maior influência das águas marinhas. A CE, os TDS e a salinidade apresentaram nítida variação sazonal, com valores mínimos respectivos durante o período chuvoso de 256 μS/cm, 125,66 mg/L e 0,12 e máximos no menos chuvoso de 11002 μS/cm, 5505,03 mg/L e 6,18, sendo que nos três períodos, os valores máximos ocorreram na foz, onde ha maior influência marinha. As alterações longitudinais nos parâmetros analisados no estuário do rio Paracauari são controladas principalmente pela descarga dos rios, precipitação, vento e maré. O que permite sugerir que este estuário e influenciado por águas continentais durante o período chuvoso e intermediário, e por oceânicas durante o menos chuvoso, sendo que neste ultimo as águas do oceano penetram no estuário cerca de 40 km em relação a foz.Dissertação Desconhecido Estratigrafia holocênica morfodinâmica atual da planície costeira da Ilha de Algodoal e Marudá(Universidade Federal do Pará, 1996-11-08) SANTOS, Valdenira Ferreira dos; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217A Planície Costeira da Ilha de Algodoal e Marudá está localizada na Plataforma Bragantina, no litoral de "rias" do NE do Estado do Pará. Esta planície está limitada pelo Planalto Costeiro, elaborado sobre sedimentos tercio-quaternários da Formação Barreiras e do Pós-Barreiras. Geomorfologicamente a Planície Costeira da Ilha de Algodão e Marudá foi compartimentada em 7 unidades morfogenéticas: canal estuarino, cordões praia-duna, planície de maré, praia, dunas, pântanos salinos e "cheniers". Esta compartimentação revela a existência de um sistema de cordões praia-duna concomitante a um sistema de planície de maré. Os estudos estratigráficos permitiram a identificação de 9 unidades morfoestratigráficas: cordões praia-duna, paleodunas, dunas costeiras, praia, planície de supramaré, planície de intermaré, barra arenosa de maré, barra em pontal e pântano salino; as quais em parte estão relacionadas com as unidades morfogenéticas da planície. Foram ainda definidos 10 fácies estratigráficos: lama de intermaré, areia de canais de escavamento de maré, areia e lama de barras, lama de planície de supramaré, areia e lama marinha, lama estuarina, areia marinha, argila siltosa bioturbada, sedimentos indiferenciados e areia mosqueada. A integração dos dados morfológicos e estratigráficos permitiu a identificação de duas sequências estratigráficas: sequência transgressiva (S1) com ambientes estuarino e de face praial e ; sequência regressiva (S2) caracterizada por um sistema de cordões praia-duna, interdigitado a um sistema de planície de maré. Estas sequências apontam para uma evolução desta planície dentro de um ciclo transgressivo-regressivo iniciado provavelmente no final do Pleistoceno Superior. A análise morfodinâmica indica que o sistema tem sido constantemente modificado nos últimos 19 anos. As ondas e marés são os maiores agentes erosionais que agem em setores restritos da planície costeira, enquanto que as maiores mudanças resultam da acreção costeira a NE da Ilha de Algodoal e de Marudá. Os resultados deste trabalho mostram a influência dos parâmetros hidro e aerodinâmicos (marés, ondas, correntes, vento e clima), variações do nível do mar e aporte de sedimentos como fatores preponderantes na evolução do sistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo da morfodinâmica sazonal e quantificação de transporte sedimentar costeiro nas praias de Fortalezinha e Princesa, Algodoal/Maiandeua (nordeste do estado do Pará)(Universidade Federal do Pará, 2015-02-03) SILVA, Paulo Victor Magno; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429O entendimento dos processos responsáveis pela morfodinâmica dos ambientes costeiros e de transporte sedimentar costeiro é necessário tendo em vista que tais processos assumem um importante papel na conformação e estabilização do ambiente praial. A zona costeira é uma faixa complexa, dinâmica e instável, na qual está sujeita a contínuas alterações morfodinâmicas geradas por processos meteorológicos (ventos) e hidrodinâmicos (ondas, maré e correntes associadas). Este trabalho mostra a morfodinâmica e quantifica o transporte sedimentar nas praias de macromaré da Princesa e de Fortalezinha, ambas localizadas na costa nordeste do Estado do Pará e inseridas na faixa arenosa da Ilha de Algodoal/Maiandeua (município de Maracanã), no setor costeiro da Costa Atlântica do Salgado Paraense. Foram realizadas duas campanhas de coleta de dados: (i) no período seco (15 - 19/10/2012) e; (ii) chuvoso (13 - 16/03/2013) para analisar a variação morfológica das praias e suas tendências erosivas e/ou de acreção, através de 8 perfis topográficos, sendo 4 em cada praia. Concomitantemente ao levantamento dos perfis, foram realizadas amostragem de sedimentos e medições de parâmetros hidrodinâmicos (ondas e correntes). Para quantificar o transporte de sedimento costeiro foram utilizadas: (1) armadilhas de sedimentos para o transporte eólico em cada perfil e (2) armadilhas na zona de surfe, em três setores distintos das praias para o transporte longitudinal. Estas praias são compostas predominantemente por areia fina e bem selecionadas. As praias exibiram baixa declividade (< 2°) para os dois períodos. No período seco foi possível observar na praia da Princesa um sistema calha-barra bem desenvolvido na zona de intermaré média, característico de praias dissipativas, enquanto que no período chuvoso ocorreu perda de sedimentos nesta zona, permitindo a exposição de um terraço lamoso de paleomangue no setor central. Na praia de Fortalezinha o período chuvoso foi marcado por características erosivas no setor NW, com ausência de calhas e barras, somente o setor SE apresentou características típicas de praias dissipativas. Em geral, as praias da Princesa e Fortalezinha estão submetidas a um regime de macromaré semi-diurna, com ondas dominantes do tipo deslizante de baixo período, com direção NE. A corrente costeira tem direção preferencial de NW, com variações durante o ciclo de maré. Os ventos atuantes têm direção preferencial de E no período menos chuvoso e NE no período chuvoso. Durante o período seco as praias tiveram características de praias intermediárias, com Ω entre 4,322 a 4,579 na praia da Princesa e de 4,074 a 4,668 na Praia de Fortalezinha. No período chuvoso foram caracterizadas como dissipativas, com valores de Ω variando de 5,088 a 6,763 na praia da Princesa e 5,790 a 6,174 na praia de Fortalezinha, tendo apenas o setor NE da praia da Princesa com características intermediárias. A praia da Princesa passou do estado de praia ultradissipativa (75) (período chuvoso). Entretanto, a praia de Fortalezinha teve seu estado como intermediário com sistema de calha-barra de baixa-mar (35), no período chuvoso. Nas praias ocorre transporte longitudinal bidirecional, com resultante para NW. A direção da corrente longitudinal e da deriva litorânea é influenciada, respectivamente, pela direção e intensidade dos ventos alísios de NE (período seco) e correntes de maré (período chuvoso). O transporte eólico se dá em função da intensidade e duração dos ventos e principalmente por chuvas, entretanto, no período seco este é elevado, devido aos fortes ventos, e a ausência de chuvas deixa os sedimentos da zona de espraiamento menos coesos e mais fáceis de serem transportados. A dinâmica costeira nas praias é influenciada pelas drenagens adjacentes (rios e canais de maré) principalmente durante a vazante da maré. Durante o período chuvoso, a vazão dos rios Marapanim e Maracanã é alta devido ao aumento das chuvas nas cabeceiras dos rios, que aumenta a exportação de sedimentos continentais (silte e argila) para a região costeira, e são incorporados a deriva litorânea e depositados nas praias durante os momentos de baixa energia, juntamente com os sedimentos arenosos provenientes principalmente da plataforma continental adjacente, através das correntes de maré.
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