Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira por Orientadores "MENEZES, Moirah Paula Machado de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) As roças e o extrativismo vegetal em comunidades rurais de Parintins, Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) PIEDADE, Louise Cristine Alves; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; SILVA, Marivana Borges; ROMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295O trabalho investiga as práticas tradicionais de cultivo e extrativismo vegetal em duas comunidades rurais localizadas no município de Parintins, estado do Amazonas, visando compreender a relevância dessas atividades para a subsistência, segurança alimentar e renda das famílias locais, destacando a interação entre o conhecimento local e as mudanças socioambientais observadas na região. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 42 moradores, complementadas por observação direta, passeios guiados e coleta de material botânico sempre que possível. Foram identificadas 43 espécies vegetais distribuídas em 38 gêneros e 26 famílias botânicas, com predominância das palmeiras da família Arecaceae. A mandioca (Manihot esculenta Crantz), o tucumã (Astrocaryum aculeatum G.Mey) e o açaí (Euterpe sp.) destacam-se como as espécies mais citadas, tanto pelo uso alimentar quanto pela importância econômica. Os resultados indicaram que a roça permanece como uma atividade agrícola mais significativa, sendo realizada majoritariamente em sistema familiar, sem o uso de agrotóxicos, e com forte influência dos conhecimentos transmitidos entre gerações. A produção, baseada no cultivo de mandioca, banana, cana-de-açúcar, milho e demais espécies de ciclo curto, é destinada, em grande parte, ao consumo próprio, com o excedente utilizado para a comercialização. A farinha de mandioca se revelou o principal produto comercializado, sendo fundamental para a renda familiar. O extrativismo vegetal, por sua vez, tem se tornado uma atividade secundária, com uma redução obrigatória na frequência de coleta devido a diminuição da disponibilidade de algumas espécies e alterações nos ciclos de frutificação, atribuídas a mudanças ambientais. A coleta de frutos como o tucumã, a castanha-do-pará e a bacaba ainda persistem, mas os comunitários relatando que espécies antes comuns já não são mais encontradas com a mesma facilidade. Embora ambas as atividades sejam essenciais para a subsistência das comunidades, há um evidente distanciamento das práticas tradicionais, impulsionado pela introdução de hábitos alimentares externos e pela dificuldade de escoamento da produção. Além disso, a ausência de incentivos governamentais e o acesso limitado à assistência técnica foram apontados como fatores que dificultam a manutenção dessas práticas. Concluiu-se que o manejo tradicional da roça e o extrativismo vegetal, além de garantir a subsistência e a renda familiar, desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade local e na manutenção do conhecimento tradicional associado. Diante das mudanças observadas, o estudo destaca a importância de políticas públicas que incentivem práticas agroextrativistas sustentáveis, promovam o fortalecimento das comunidades e valorizem o conhecimento que elas acumulam, garantindo, assim, a continuidade dessas práticas no contexto amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) PANC na visão dos estudantes de ciências biológicas da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2022-04-26) DUARTE, Larissa Rodrigues Ferreira; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940As plantas alimentícias não convencionais são todas aquelas plantas ou partes de plantas que possuem aproveitamento para alimentação humana, no entanto muitas vezes são inexploradas ou subutilizadas. O presente trabalho verificou o conhecimento e a utilização de plantas alimentícias não convencionais por estudantes de Ciências Biológicas da região Amazônica. A coleta das respostas foi realizada de março a junho de 2022 por meio de formulário eletrônico no Google Forms®. Obteve-se um número de 82 participantes de 10 Universidades Públicas Federais, sendo prevalente o gênero feminino. O conhecimento do termo PANC (plantas alimentícias não convencionais) foi relatado por 56% dos participantes. Foram registradas 112 espécies de plantas, dessas a maioria nativa com alto percentual de consumo (71%) dentre as espécies mais citadas apareceram: Manihot esculenta Crantz (mandioca), Xanthosoma sagittifolium (taioba), Acmella oleracea (jambu) e Physalis angulata (camapu) onde os principais lugares de obtenção foram: quintais, hortas, sítios e feiras. As partes vegetais mais utilizadas por categorias foram os frutos (77%), raízes e caules (76%), folhas (68%) e flores ou sementes (61%). O potencial alimentício é elevado na forma in natura para frutos, flores e sementes. A origem do conhecimento sobre as PANC é predominantemente familiar (42%) seguida de professores (22%). A relevância desse conhecimento para área de estudo segundo os estudantes se dá pelas questões de qualidade de vida e possibilidades de ensino uma vez que as consideram mais importantes do ponto de vista alimentar e científico. Apesar de conhecidas, ainda são negligenciadas em algumas regiões e carecem de melhor divulgação e popularização.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Plantas úteis em comunidades quilombolas no municipio de Mocajuba-Pa(Universidade Federal do Pará, 2026-04-29) CONCEIÇÃO, Maria do Rosário da Silva; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; ARRUDA, Cinthya Cristina Bulhões; SILVA, Marivana Borges; SEREJO, Rachel Macedo da Silva; RAMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/9782320172037124; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/4108811268950247; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295O estudo fundamenta-se na etnobotânica, ciência que investiga as relações entre as populações humanas e os recursos vegetais, considerado os conhecimentos tradicionais associados ao uso de plantas. O presente estudo foi realizado nas comunidades quilombolas de Porto Grande, Mangabeira e São José do Icatu, localizada no Municipio de Mocajuba-Pá. Nas comunidades quilombolas, esses saberes são transmitidos principalmente de forma oral entre as gerações e desempenham importante papel na manutenção cultural, econômica e socioambiental das populações tradicionais. Os resultados demonstram que as espécies vegetais possuem múltiplos usos nas comunidades estudadas, destacando-se as categorias medicinal, alimentar, construção, artesanal e ritualística. O uso medicinal apresentou grande relevância, evidenciando a dependência das comunidades em relação aos recursos naturais para cuidados básicos de saúde, especialmente diante das limitações de acesso aos serviços médicos. Também foram registradas espécies utilizadas na alimentação, na geração de renda. As comunidades pesquisadas apresentam forte relação histórica e cultural com o território, sendo constituídas por descendentes de pessoas escravizadas que buscaram refúgio na região amazônica. Além da importância cultural, os conhecimentos etnobotânicos contribuem para a conservação da biodiversidade local e para o uso sustentável dos recursos vegetais. Concluir-se que o registro e a valorição dos conhecimentos tradicionais associados às plantas úteis são fundamentais para a preservação da diversidade biocultural das comunidades quilombolas amazônicas. Além disso, os resultados reforçam a importância da etnobotânica como instrumwnto de valorização cultural, conservação ambiental e fortalecimento das identidades tradicionais.
