Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira por Orientadores "PEREIRA, Adenilson Leão"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da presença de metais pesados na água potável fornecida à população urbana de Altamira e o seu possível impacto epidemiológico sobre doenças crônicas renais(Universidade Federal do Pará, 2024-04-30) STORCH, Wesley; FAIAL, Kleber R. Freitas; http://lattes.cnpq.br/0166366420811929; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-8575-1262; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556O rio Xingu é crucial para o abastecimento de água potável em Altamira, mas enfrenta riscos de poluição por metais pesados, especialmente mercúrio, devido à mineração ilegal e atividades da UHBM. O mercúrio pode bioacumular em humanos e estar associado ao aumento do risco de hipertensão e doenças renais. Este estudo avaliou a presença de metais pesados na água potável de Altamira e traçou o perfil epidemiológico de doenças renais crônicas (DRC) em Altamira e região do Xingu. Foram medidas as concentrações de Al, As, Cr, Cd, Pb, Fe e Hg em 24 amostras de água coletadas em julho de 2022, usando ICP/MS pelo Instituto Evandro Chagas, comparando com os limites da legislação brasileira e da OMS. Dados de mortalidade por DRC, diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS) entre 2000 e 2020 foram analisados utilizando dados públicos do DATASUS. Além disso, dados de prontuários de pacientes com DRC tratados no HRPT de 2007 a 2023 também foram analisados. As concentrações de metais nas amostras de água analisadas estiveram dentro dos limites estabelecidos, exceto pelo alumínio (Al) que demonstrou-se elevado em duas amostras de água. Os dados de mortalidade obtidos do DATASUS entre 2000 e 2020 demonstraram um aumento significativo da mortalidade por HAS em Altamira (R²=0,80), enquanto a mortalidade por DRC (R²=0,30) e DM (R²=0,31) teve um impacto menor na taxa de mortalidade no período estudado. Considerando os dados dos prontuários médicos de pacientes com DRC tratados no HRPT, foi possível identificar que entre 2007 e 2023, 174 pacientes com DRC tratados no HRPT eram de Altamira, sendo 64,4% homens e 35,6% mulheres. Quanto à idade, 48,85% possuíam mais de 60 anos e 36,78% possuíam entre 41 e 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (56,90%), seguida pela associação de HAS e DM (36,94%). Altamira apresentou uma prevalência média de 8,99 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 10,24 casos novos por ano de DRC no período analisado. Na região do Xingu, foram identificados 403 casos de DRC, com predominância em homens (61,5%) com média de idade de 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (49,88%), seguida pela associação de HAS e DM (37,47%). A prevalência média de DRC na região foi de 6,97 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 23,70 casos novos por ano de DRC no período analisado. Os níveis de metais nas amostras de água analisadas estão dentro dos limites recomendados pela legislação brasileira e pela OMS. A alta prevalência de DRC em Altamira e na região do Xingu levanta preocupações sobre impactos na saúde pública. A contaminação histórica por mercúrio pode estar relacionada à alta mortalidade por HAS e à prevalência de DRC associada à HAS. Esses resultados ressaltam a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade da água e de políticas públicas para mitigar os impactos da DRC na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Polimorfismos genéticos relacionados ao risco de contaminação por mercúrio em populações nativas da Amazônia: uma revisão sistemática, metanálise e abordagem funcional(Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) LOPES, Enzo Kaique da Silva; SILVA, Felipe Rodolfo Pereira da; http://lattes.cnpq.br/0605934383049921; https://orcid.org/0000-0001-9224-5571; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin; MONTEIRO, José Rogério Souza; HERNÁNDES RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; http://lattes.cnpq.br/7633287094016051; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; https://orcid.org/0000-0002-4511-7312; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260A contaminação por mercúrio constitui um importante problema de saúde pública na Amazônia, especialmente em populações tradicionais expostas cronicamente ao metal por meio do consumo de peixes contaminados. Evidências recentes indicam que a variabilidade genética pode modular a toxicocinética e a toxicodinâmica do mercúrio, influenciando a retenção corporal do metal e a ocorrência de manifestações clínicas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do mercúrio e os níveis corporais desse metal em populações amazônicas. Trata-se de uma revisão sistemática combinada com metanálise e análise funcional de genes. A busca foi realizada nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, incluindo estudos publicados até dezembro de 2025. Foram incluídos estudos observacionais conduzidos em populações humanas da Amazônia com dados genotípicos e biomarcadores de exposição ao mercúrio. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa, e as análises estatísticas foram conduzidas no software Review Manager 5.4. Ao todo, 15 estudos preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 3.507 participantes de populações urbanas, ribeirinhas e indígenas. Quinze genes apresentaram associação significativa com os níveis corporais de mercúrio. Na metanálise, os polimorfismos GSTP1 (rs1965), GSTT1 (-/-) e GSTM1 (-/-) mostraram tendência de associação com maiores níveis de mercúrio, porém sem significância estatística. A análise funcional revelou que os genes identificados estão principalmente envolvidos em vias relacionadas ao metabolismo de metais, detoxificação celular, estresse oxidativo, transporte de xenobióticos e modulação da excreção urinária. Os achados indicam que variantes genéticas podem influenciar a suscetibilidade à contaminação por mercúrio em populações amazônicas, embora limitações como heterogeneidade entre estudos e tamanho amostral reduzido ainda restrinjam conclusões definitivas. Conclui-se que os polimorfismos avaliados apresentam potencial como biomarcadores de vulnerabilidade ao mercúrio, podendo subsidiar estratégias de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas a populações tradicionais expostas na Amazônia.
