Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4187
O Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi criado em 2004, em nível de Mestrado. Em 2010, teve o seu Doutorado aprovado, cuja primeira turma iniciou em meados de 2011. O objetivo do PPHIST/UFPA é o de refletir historiograficamente sobre a diversidade social, étnica e cultural da Amazônia na sua relação com a biodiversidade local. Nesse sentido, trata-se de formar e capacitar pesquisadores e professores dentro desse campo de múltiplas realidades. Por outro lado, objetiva-se também o fomento e a criação de estudos históricos que relacionem a realidade e a historicidade da Amazônia com análises de outras dinâmicas históricas brasileiras e da Pan-Amazônia. Como primeiro Doutorado em História da região amazônica, o PPHIST/UFPA quer se consolidar como uma Pós-Graduação de referência para os demais estados da região e, inclusive, para os países que compõem a Pan-Amazônia.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH por Orientadores "COELHO, Mauro Cezar"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os corpos de trabalhadores na província do Grão-Pará: outros significados para uma política de arregimentação da mão de obra (1835-1840)(Universidade Federal do Pará, 2012-11-27) LOPES, Patrícia Raiol Castro de Melo; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Os anos da primeira metade do século XIX são marcados pelo objetivo principal da Corte em adequar as províncias a seu modelo de civilização e inseri-las ao Estado imperial. No Grão-Pará, a unificação do território e consolidação do Império esbarrou em conflitos causados pelas revoltas Cabanas. A serviço do Império, para combater os cabanos, chega ao Pará o Marechal Francisco José de Souza Soares d’Andréa. Dentre suas preocupações estão questões como as disputas políticas entre autoridades locais, restauração militar, controle da população e soerguimento econômico da região, todas relacionadas à problemática da mão de obra e sua insuficiência para realização de serviços necessários a província. É assim que seus discursos prezarão medidas de controle e civilização da população, defendendo a renovação de hábitos e estímulo ao trabalho. Em 25 de abril de 1838, o presidente Soares d’Andréa, regulamentará no Grão-Pará, a política de arregimentação do trabalhador livre estabelecendo a instituição provincial denominada “Corpos de Trabalhadores”. Durante algum tempo os “Corpos de Trabalhadores” apareceram na historiografia como uma instituição voltada exclusivamente para controle da população revoltosa do Pará, isto é, como uma tática para suprimir cabanos. Mencionada inicialmente por estudiosos da Cabanagem a importância econômica da corporação apesar de reconhecida ainda é um objeto de pesquisa recente. Nesse sentido, os “Corpos de Trabalhadores” possuem outros significados. Além de instrumento de controle da população, a corporação foi a tentativa de paz que por meio da concentração de mão de obra visava alistar homens para os serviços necessários a restauração econômica da província. No projeto político do Marechal Andréa a instituição era a peça-chave no desenvolvimento e reorganização da indústria e do Comércio do Grão-Pará. Além disso, a instituição foi o arranjo político realizado entre o Estado imperial, na pessoa do presidente e o grupo de militares, que por àquela época representavam uma comunidade política de forte influência na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os diretores de povoações: serviços e transgressões no Grão-Pará do diretório dos índios (1757-1798)(Universidade Federal do Pará, 2016-06-28) MELO, Vinícius Zúniga; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Os diretores de povoações, responsáveis pela tutela do indígena aldeado durante a vigência do Diretório (1757-1798), são considerados por parte importante da historiografia como sujeitos que se aproveitaram das atribuições da função para darem conta de seus interesses pessoais, desobedecendo, constantemente, os dispositivos legais. Em razão desse comportamento, alguns autores os responsabilizam pelo “fracasso” do Diretório dos Índios. O presente trabalho, considerando restrita essa visão formulada, tem por objetivo melhor compreender quem eram os diretores que atuavam na capitania do Pará. Mediante análise das fontes, constatamos que tais sujeitos ocupavam as câmaras das Vilas e Lugares, as tropas militares e solicitavam sesmarias e mercês. Em relação a essa última, especificamente, os diretores as requeriam como retribuição a seus serviços prestados na Amazônia portuguesa. Paralelamente a esses serviços, os diretores cometiam uma série de transgressões no interior das povoações visando o acesso de riquezas locais. Dessa forma, argumentamos que servir a Coroa portuguesa e transgredir a uma de suas leis, o Diretório dos Índios, não eram práticas incompatíveis, mas sim, coexistentes no dia a dia dos diretores. Isto, porque o serviço e a transgressão se constituíam em estratégias fundamentais para a obtenção de êxito na região. É em razão de ser usada para esse fim, que argumentamos também que a transgressão continuou a existir em larga escala no Grão-Pará da segunda metade do século XVIII, mesmo sendo uma prática sobre a qual havia críticas morais entre os habitantes dessa sociedade, e mesmo ela ocorrendo em um período no qual Portugal buscou ter um controle político e econômico mais efetivo no reino e no ultramar.Tese Acesso aberto (Open Access) Etnogêneses e cidadanização no Brasil: movimentos indígenas e educação para a cidadania no tempo presente (1964-2021)(Universidade Federal do Pará, 2022-11-28) FERNANDES, Fernando Roque; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Os povos indígenas não foram receptores passivos das políticas indigenistas gestadas pelo Estado brasileiro na segunda metade do século XX. Ao contrário, protagonizaram a luta pela igualdade de direitos, mesmo quando o contexto de crise política e social que caracterizou o Regime Civil-Militar, entre os anos 1964-1985, avançou sobre o futuro da questão indígena através de tentativas de emancipação compulsória que punham em risco a sobrevivência de diversos povos. O objetivo desta tese é apresentar uma análise que auxilie na compreensão sobre as estratégias indígenas que dimensionaram as articulações de sujeitos e coletivos étnicos em defesa de suas especificidades e diferenças, contribuindo para a ocorrência de emergências políticas e sociais caracterizadas pelos fenômenos de etnogêneses, os quais informam aspectos da cidadanização indígena nos termos estabelecidos pela Constituição Brasileira de 1988. É também verificar de que modo os movimentos indígenas contemporâneos, através de suas agências, baseadas em exemplares iniciativas, se apropriaram das associações de representação civil e da educação escolar enquanto instrumentos à serviço da formação para o exercício da cidadania plena no contexto da luta, ainda em curso no tempo presente, pela garantia e conquista de direitos que considerem as especificidades sociohistóricas que informam o multiculturalismo no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os ideais de civilização na Amazônia imperial: um estudo sobre os projetos de civilização indígena no Pará (1845-1889)(Universidade Federal do Pará, 2011) SOUSA, Eveline Almeida de; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Este trabalho analisa os projetos de civilização indígena elaborados no Segundo Império por quatro intelectuais que viveram na província do Pará neste período. São eles: Henrique de Beaurepaire Rohan, Couto Vieira de Magalhães, Antonio Macedo Costa e José Veríssimo. Suas percepções sobre a civilização indígena são consideradas, de um lado, tendo em vista as especificidades da condição intelectual no Império, enfatizando a disposição de tais letrados no interior do campo intelectual e suas conexões com o campo de poder; de outro, são consideradas à luz da experiência social destes agentes, no que se refere às suas crenças ideológicas, seu ofício, os debates e lutas políticas nas quais estavam envolvidos, estes elementos atuaram em sua ação política e na formulação de suas idéias. Tais noções se coadunam com a vivência que eles construíram no espaço amazônico, o que contribuiu para elaboração de suas visões sobre a civilização indígena. Deste modo, as percepções sobre o indígena estavam relacionadas às atitudes políticas e intelectuais dos agentes de letras do Império, bem como, à sua experiência no Vale Amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inhõ Pyka Já, Inhõ Ba Já Djwy Dja Ba Ijôk Me Py o Utà além do que os olhos vêem: etnogênese, Xikrin-Mebêngôkre e a macrorregião de Marabá(Universidade Federal do Pará, 2010-03-20) MANAÇAS, Mirtes Emilia Almeida; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Partindo de considerações teóricas acerca do conceito de Etnogênese, a dissertação aborda o processo dos Xikrin de REfazer, REestruturar, REconfigurar e REelaborar suas relações políticas, sociais, culturais e econômicas em todas as áreas de sua vida, diante do encontro com o ―outro‖, desencadeando uma nova identidade individual e coletiva. Verifica-se, desde os tempos míticos aos dias atuais, que o processo histórico da relação Xikrin versus ―outro‖, pode ser percebido a partir dos traços existentes em seus corpos através da pintura e ornamentação, sendo a pintura corporal uma das ferramentas utilizadas como arma de resistência, no intuito de manter a existência de sua comunidade da melhor maneira possível, dentro de suas perspectivas de vida.Tese Acesso aberto (Open Access) “Melhores mestres...”: saberes indígenas e ciência colonial no vale Amazônico (século XVIII)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-05) SANTOS, Rafael Rogério Nascimento dos; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Essa tese analisa os papéis que os povos indígenas do Vale Amazônico exerceram na circulação/construção do conhecimento, durante a segunda metade do século XVIII, encarando-os como sujeitos que estiveram envolvidos ativamente nesse processo, considerando-os protagonistas históricos. A partir do campo da História Indígena e da História das Ciências, e por meio da documentação, demonstro que seus conhecimentos fizeram parte da constituição das ciências naturais em construção naquele período, e, como, em grande parte, seus saberes foram apropriados pela ciência moderna então em construção. A tese afirma que a construção do conhecimento, assim como sua circulação, contou essencialmente com fontes e práticas locais, e, como procuro evidenciar e analisar, com práticas, técnicas e conhecimentos indígenas. Apresento e analiso fontes que permitem inserir os povos indígenas do Vale Amazônico na história do conhecimento científico ocidental.Tese Acesso aberto (Open Access) A mobilidade social das lideranças indígenas Tabajara e Potiguara na Paraíba e demais capitanias do Norte do Brasil (séculos XVI – XVIII)(Universidade Federal do Pará, 2021-05-04) MEIRA, Jean Paul Gouveia; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Essa tese teve como objetivo analisar o papel desempenhado pelas lideranças Tupi, pertencentes aos povos Tabajara e Potiguara, no processo de inserção dos indígenas na sociedade colonial a partir da conquista e colonização da Capitania Real da Paraíba, e demais capitanias do norte do Brasil, ao longo dos séculos XVI – XVIII. Durante os primeiros contatos entre indígenas e colonizadores, estes últimos tiveram a necessidade de se inserir na lógica das guerras travadas entre as sociedades Tupi para contrair alianças e conquistar o território. Os europeus foram inseridos no “universo” indígena a partir das relações de matrimônios estabelecidas com as filhas dos chefes Tupi. Os acordos matrimoniais entre indígenas e colonizadores foram fundamentais para o povoamento das capitanias de Pernambuco e Itamaracá na primeira metade do século XVI. Ao longo do referido século, muitos indígenas aliados foram escravizados, e tal conjuntura fez com que os chefes indígenas reestabelecessem os acordos de paz com os colonizadores através da prestação de serviços, notadamente de guerras, para não somente evitarem a escravização da sua gente, mas, também, para a preservação das terras coletivas a partir da inserção de tais indivíduos nos aldeamentos missionários. Muitos indígenas foram protagonistas nas guerras que resultaram na fundação da capitania da Paraíba e demais capitanias do norte do Brasil, assim como na conquista dos sertões, ao longo dos séculos XVI e XVIII. A prestação de serviços resultou em inúmeras recompensas, principalmente para as lideranças Tabajara e Potiguara, as quais puderam obter mobilidade social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os retratos dos Coudreau: índios, civilização e miscigenação através das lentes de um casal de visionários que percorreu a Amazônia em busca do “bom selvagem” (1884-1899)(Universidade Federal do Pará, 2008) SOUZA FILHO, Durval de; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Considerando a importância da iconografia, principalmente a fotografia, para a elucidação de fatos relacionados à história da Amazônia, principalmente aqueles relativos à história dos povos indígenas, à cultura, à natureza, à história da ocupação da região, à vida das populações tradicionais, faço um exame das fotografias produzidas pelo casal Henri e Octavie Coudreau, nas suas viagens pelo interior do Pará, a serviço do governo do Estado, no período de 1883 a 1899, e aquelas produzidas unicamente por Octavie Coudreau, depois da morte do seu marido, no período de 1899 a 1903, inclusive quando estava a serviço do governo do Estado do Amazonas. Por meio de uma leitura detida e circunstanciada destes retratos, conjugada ao exame de outras fontes escritas, dentre as quais os próprios relatos dos viajantes, procuro entender aquilo que posso afirmar como sendo o maior paradoxo destes viajantes “de la Troisième République française”: a crença no ideal romântico do “bom selvagem” e a defesa intransigente de uma civilização e sua marcha inexorável, a qual, em última instância, seria responsável pela aniquilação total deste homem “primeiro e integral”. Secundariamente, o objetivo desta pesquisa é também refletir sobre o que fez o casal Coudreau se apegar a uma ideia – que depois se transformou em uma crença – de que seria possível encontrar nas matas amazônicas o “bom selvagem”. Assim, pretendemos entender até que ponto isso seria realmente uma crença ou simplesmente uma “isca” para atrair seus leitores, pois é nítida, nos relatos de Coudreau, a existência de dois discursos diferentes: um discurso romântico, este do bom selvagem, e outro claramente laudatório com relação ao progresso da região, a defesa da colonização filantrópica dos povos “primitivos” e o progresso infinito do Homem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um súdito capaz no Vale Amazônico (ou Landi, esse conhecido): um outro significado da descrição das plantas e animais do Grão-Pará(Universidade Federal do Pará, 2010-08-27) KETTLE, Wesley Oliveira; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Elaborada em meio às intervenções da administração portuguesa no Vale Amazônico, a Descrição de várias Plantas, Frutas, Animais, Aves, Peixes, Cobras, raízes, e outras coisas semelhantes que se acham nesta Capitania do Grão Pará, de Antonio Landi, escrita entre os anos de 1772 e 1773, tem sido vista pela historiografia como resultante dos interesses da Coroa portuguesa. Este trabalho tem por objeto de estudo tal descrição, propondo uma compreensão distinta da comumente aceita, de que a Descrição das plantas e dos animais da capitania do Grão Pará surgiu como um desdobramento lógico das políticas metropolitanas. Sendo assim, não se trata de uma formulação sugerida ou determinada pela burocracia colonial, mas de um trabalho motivado a partir das demandas coloniais. Por outro lado, esta dissertação buscou compreender as intenções próprias da condição de colono do arquiteto italiano, evitando conceber sua produção como naturalista apenas como um reflexo do pensamento científico europeu. Antes, buscando entender essa atividade como relacionada ao contexto da dinâmica colonial local. Dessa forma, este estudo procura evidenciar que as práticas e contornos próprios da sociedade do Vale Amazônico foram determinantes para a elaboração do trabalho de História Natural de Antonio Landi.
