Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4187
O Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi criado em 2004, em nível de Mestrado. Em 2010, teve o seu Doutorado aprovado, cuja primeira turma iniciou em meados de 2011. O objetivo do PPHIST/UFPA é o de refletir historiograficamente sobre a diversidade social, étnica e cultural da Amazônia na sua relação com a biodiversidade local. Nesse sentido, trata-se de formar e capacitar pesquisadores e professores dentro desse campo de múltiplas realidades. Por outro lado, objetiva-se também o fomento e a criação de estudos históricos que relacionem a realidade e a historicidade da Amazônia com análises de outras dinâmicas históricas brasileiras e da Pan-Amazônia. Como primeiro Doutorado em História da região amazônica, o PPHIST/UFPA quer se consolidar como uma Pós-Graduação de referência para os demais estados da região e, inclusive, para os países que compõem a Pan-Amazônia.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) As almas da terra: a violência no campo paraense(Universidade Federal do Pará, 2007-08-20) SACRAMENTO, Elias Diniz; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Durante o governo da Ditadura Militar, a Amazônia se tornou parte do projeto de prioridades para ajudar o Brasil a alcançar um desenvolvimento maior. O Pará teve nesse processo grande destaque por ser o ‘portal de entrada da região’. Assim, boa parte dos empreendimentos que foram implantados neste estado, não levava em consideração a população que habitava esta longínqua parte do Brasil, há muito esquecida pelos governos federais. Os projetos pensados eram totalmente opostos ao tipo de atividades econômicas que durante séculos se trabalhava na região pelas comunidades existentes, como dos indígenas ou dos colonos. Os projetos agroindustriais tinham como meta a apropriação de grandes quantidades de terra para alcançarem seus objetivos. Com a concessão dos representantes militares, a Amazônia sofreu profundas mudanças depois da instalação desses agros negócios, fazendo com que muitas cidades que já existiam vivessem uma fase de grandes conflitos para não permitirem que os projetos se instalassem simplesmente de acordo com a vontade desses empresários e que prejudicassem inúmeras famílias. O município de Moju vivenciou esse cenário. O processo de instalação das agroindústrias se iniciou ainda na década de 1970, mas foi na década de 1980 que os colonos viram-se ameaçados de perder suas terras para esses empreendimentos. Dessa forma, neste trabalho, analiso como se deu à entrada desses projetos, assim como a organização desses colonos e os enfrentamentos que tiveram durante todo este período e que fez com que com que este cenário se transformasse em “palco de guerra” durante vários momentos. Os documentos utilizados como dossiê, reportagem de jornais, atas de reuniões, reportagem de revistas, entrevistas de lideranças sindicais, lavradores, vitimas da violência, ajudam a entender como se deu este processo turbulento na pequena cidade, que a todo custo deveria chegar ao ‘desenvolvimento econômico’.Tese Acesso aberto (Open Access) Arranjos, lei e consolidação do império: aplicação da lei das terras e apropriação das fazendas nacionais do Rio Branco (1830-1880)(Universidade Federal do Pará, 2018-09-18) SANTOS, Maria José dos; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta tese investigou o processo de aplicação da Lei nº 601, de 1850, conhecida como Lei de Terras na Província do Amazonas, e seus desdobramentos na fronteira do Rio Branco. Buscou-se compreender a constituição social, política e econômica dos sujeitos que formaram o grupo dos senhores de terra desde a criação das fazendas reais e particulares, analisando, posteriormente, a criação da Comarca do Alto Amazonas, a Cabanagem e o processo de expansão das fazendas particulares após a extinção da Lei das Sesmarias. Historicamente, a região do Rio Branco passou por intensos processos de disputas territoriais e políticas que ameaçaram o domínio Português e, sucessivamente, a consolidação do Império Brasileiro naquela fronteira. As décadas de 1830 a 1870 foram marcadas por tentativas de apropriação de territórios pelo Reino Unido, conhecido como o conflito do Pirara no Rio Branco, e pela pressão dos Estados Unidos, que exigiam do Brasil a abertura para navegação e comércio no Rio Amazonas. Todos esses fatores fizeram que o Império Brasileiro despendesse dimensões diferentes das demais regiões, mais flexíveis com militares e demais sujeitos, mantendo-os como aliados para defender, colonizar e consolidar o império na fronteira do Rio Branco. Neste contexto, as terras das fazendas nacionais, que pertenciam ao Estado, foram paulatinamente incorporadas ao patrimônio particular dos militares e degredados, assim como as terras consideradas devolutas, que também eram bem públicos. A Lei de Terras não foi cumprida, uma vez que, segundo a lei, a única forma de acesso à terra era a compra; porém, foi utilizada politicamente pelo Império, para garantir o apoio da classe senhorial local. Esse processo se estendeu até a década de 1870, quando essa relação passou a ter outra dimensão, muito mais rigorosa, menos presa à elite local, e dispôs de mais cobranças, especialmente por parte da Tesouraria da Fazenda diante da apropriação de bens pertencentes ao Tesouro, como as terras das fazendas nacionais do Rio Branco, indícios claros de que o Império Brasileiro nas fronteiras da Amazônia se reconheceu, finalmente, consolidado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Assinado, Pierre Beltrand. Por Ubiratan de Aguiar (1957-2023)(Universidade Federal do Pará, 2024-01-10) PINHEIRO, Marcelo Coelho do Amaral; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372É a história do colunista social mais longevo do Brasil de sua época. Escrita pelo decano da imprensa paraense nas páginas dos jornais O Estado do Pará, A Província do Pará, O Liberal e Amazônia; na Rádio Clube do Pará e na Rádio Difusora; e nas tevês Marajoara, Guajará e Liberal. E agora contada a partir da trajetória do jornalista Ubiratan de Aguiar - o filho de papel passado da mãe de santo do governador do Pará tio da esposa do patrão dono do grupo de telecomunicações desde a agência de publicidade de poste e lista telefônica da Belém onde meninas são “New Faces”, garotas “Glamour Girl”, moças e rapazes entre “10 Mais Elegantes”, jovens d’ “Os Mais Cobiçados” e senhoras pontificam como “Hostess do Ano” - em pseudônimo... heterônimo... nome artístico... personagem... figura... duplo... por sessenta e cinco anos Assinado, Pierre Beltrand.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diversão, rivalidade e política: o Re x Pa nos festivais futebolísticos em Belém do Pará (1905- 1950)(Universidade Federal do Pará, 2007-09-20) GAUDÊNCIO, Itamar Rogério Pereira; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Estudar futebol nos proporciona compreender os embates e as construções culturais entre os diferentes sujeitos na sociedade. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo analisar esse mundo no seu processo de passagem de um esporte mais aristocrático para a sua popularização através dos festivais futebolísticos na cidade de Belém do Pará durante os anos de 1905 a 1950. Festivais que foram muito mais do que diversão, pois, englobam uma série de segmentos sociais com sentimentos, paixões, lutas políticas que através dos seus interesses entram em conflitos que muitas vezes podem ser percebidos nos jogos suburbanos, nas suas respectivas festas e nos jogos entre Remo e Paysandú.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os Donos de São Benedito: convenções e rebeldias na luta entre o catolicismo tradicional e devocional na cultura de Bragança, século XX(Universidade Federal do Pará, 2006) SILVA, Dario Benedito Rodrigues Nonato da; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta dissertação discute as imagens e representações encontradas na Literatura e as lutas pelo controle da cultura no exemplo da Festividade, da Irmandade e da Marujada de São Benedito, na cidade de Bragança, Estado do Pará, na Amazônia brasileira, a partir da década de 1930, no século XX. Analisando uma farta bibliografia nos temas Folclore, Memória, Tradição Popular e Antropologia, o estudo tenta explicar como se construíram as relações sociais entre os sujeitos históricos da Igreja Católica pela Prelazia do Guamá e da Irmandade do Glorioso São Benedito de Bragança, relacionando-os com o recurso literário e com os principais teóricos da historiografia, para entender o catolicismo popular e oficial em suas representações assim como os símbolos construídos no tempo, como elementos da História de tensão entre as ideias e regras de controle eclesiástico católico e a reação popular dos irmãos de São Benedito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A formação da ARENA e do MDB paraenses: cultura política e Ditadura Militar na Amazônia (1964 – 1970)(Universidade Federal do Pará, 2023-12-14) MATOS, Flávio William Brito; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372O objetivo desta dissertação é compreender – a partir das trajetórias político-partidárias – como se formaram e constituíram os quadros políticos da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Pará. Dois eixos norteiam a análise dessa trajetória: o conceito de cultura política empregado pelo historiador Rodrigo Motta e o discurso sobre o lócus onde ocorre essa atuação política, a Amazônia paraense. O recorte temporal da pesquisa se inicia com a derrocada do governo democrático em 1964, ainda em um ambiente pluripartidário, e se encerra com os efeitos do Ato Institucional nº 5, momento no qual se decretou o fechamento da Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Utilizou-se de uma gama variada de fontes documentais escritas e orais, em especial os Anais da Assembleia Legislativa, os jornais da Biblioteca Pública Arthur Viana e as informações do Serviço Nacional de Informações ora depositados no Arquivo Nacional. Como conclusos desse trabalho, ressalta-se a continuidade nos arranjos políticos antes e após o golpe, mesmo por parte dos militares teoricamente recém-chegados à política. Destaca-se a atuação da classe política na construção do consenso social em torno dos Governos Militares. E, por fim, apresenta-se a hipótese do discurso sobre a Amazônia enquanto meio para compreensão nas negociações e acomodações políticas no âmbito do estado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História e memória: leituras sobre o trabalho com o açaí e suas transformações(Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) RIBEIRO, Fabrício Ribeiro; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta Dissertação avalia as transformações na cultura do processo de trabalho com o fruto do açaizeiro (Euterpe Oleracea mart.). Analisa as formas de produção e preparo da bebida, nas ilhas e na cidade de Belém - PA, entre os anos de 1984-2015. Dessa maneira, tem como objetivo visualizar e compreender as permanências e rupturas provocadas pelo crescimento do mercado trabalho, na relação homem/natureza, e as interpretações que os diversos sujeitos fazem da presença dos novos indivíduos e da inserção das fábricas, nesse universo de trabalho. Percebe-se que as mudanças ocorridas na forma de extração e comercialização sofreram interferências da expansão do consumo e do conhecimento sobre a "bebida amazônica" ou "petróleo negro", os quais fomentaram uma reconfiguração do meio ambiente, nas relações entre os sujeitos e os espaços de trabalho e, consequentemente, interferiram nas vidas dos indivíduos que se relacionam e sobrevivem do trabalho de "apanhar", "vender", "amassar", "bater" e, atualmente, "processar o fruto para exportação". É importante destacar que, para o amadurecimento desta pesquisa, as reflexões e os trabalhos de E. P. Thompson foram importantes e norteadoras, a fim de analisar as experiências coletivas e individuais dos trabalhadores do açaí, as quais permitiram a compreensão e a reconstrução da história de vida desses sujeitos. Dessa forma, ao considerar a história de vida das pessoas sobre seu passado, tentou-se construir uma história social que não tratasse dos acontecimentos importantes, isoladamente, mas da interação desses acontecimentos com a vida cotidiana, a partir das memórias, atentando para o processo de trabalho concernente à cultura de produção e comercialização do açaí.Dissertação Acesso aberto (Open Access) La revolución cubana a través de la caricatura política en los periódicos El País y El Tiempo de Colombia 1958-1962(Universidade Federal do Pará, 2016-03-07) BOLAÑOS , Andrés Felipe González; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta dissertação busca analisar a representação da Revolução Cubana na caricatura politica impressa nos periódicos El País e El Tiempo entre os anos de 1958 a 1962. Para tanto, o estudo encontra-se dividido em dois capítulos. O primeiro estuda a caricatura política e os intelectuais da opinião pública, considerando-os como fontes para a analise dos processos históricos, a partir dos fundamentos teóricos- metodológicas de Erwin Panofsky. Do mesmo modo, se identifica um grupo de caricaturistas que representaram, questionaram e satirizaram os acontecimentos políticos relacionados à Revolução Cubana. Ademais, se descrevem as origens, posturas politicas e influencias do poder dos jornais El País e El Tiempo na Colômbia No segundo capítulo, identificam-se as diferentes representações assumidas pelos ditos periódicos sobre o processo da Revolução Cubana, entre os anos de 1958 e 1962, a partir das caricaturas políticas neles impressas, assinalando, sobretudo, as temáticas mais recorrentes. Para tanto, busca-se compreender o modo como a opinião publica reconfigurou seus olhares sobre os fatos, na medida em que o projeto revolucionário liderado por Fidel Castro e seu Movimento de 26 de julho consolidou suas bases, desde sua luta armada na Serra Maestra, até a saída de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Música do Norte: intelectuais, artistas populares, tradição e modernidade na formação da “MPB” no Pará (anos 1960 e 1970)(Universidade Federal do Pará, 2008) COSTA, Tony Leão da; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372A presente dissertação trata da atuação de intelectuais (poetas, jornalistas, militantes, estudantes, folcloristas, antropólogos) e artistas populares na formação da chamada “MPB”, Música Popular Brasileira, no Pará. Entre meados da década de 1960 e de 1970, setores intelectualizados da classe média paraense iniciaram uma grande mobilização no sentido de atualizarem a música popular produzida em Belém aos debates políticos e estéticos que a MPB realizava no restante do país. Festivais foram realizados, grupos de poesia e música surgiram, atuações políticas se misturavam com posturas boemias e grande atividade artística. A nova intelectualidade buscava ao mesmo tempo fazer uma música moderna, mas pautada em elementos da cultura popular paraense ou amazônida. Em meio a novos artistas advindos destes setores da sociedade uma revisão da memória da música popular se fazia e antigos nomes eram incorporados a uma tradição. Concomitantemente a isso, o carimbó, que até então estava restrito às cidades e comunidades interioranas, surge em Belém como uma explosão musical e torna-se música consumida pelas rádios, TVs e indústria do disco. A urbanização deste gênero do folclore regional leva a um amplo debate sobre autenticidade, mercado e identidade cultural da região amazônica e do Pará em particular. Neste processo, artistas de extratos populares entram em cena dando sua contribuição à música popular do Norte. O amplo debate nos jornais sobre o carimbó (sua autenticidade ou sua degeneração frente ao mercado) se soma as atuações da jovem intelectualidade. Neste complexo contexto de múltiplas atuações surge uma MPB de feições regionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Pará em festa: política e cultura nas comemorações do Sesquicentenário da Adesão (1973)(Universidade Federal do Pará, 2006) MORAES, Cleodir da Conceição; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372A presente dissertação discute a relação entre política e cultura na configuração de uma dada interpretação da realidade do homem e da natureza amazônica, no início da década de 1970. A análise parte das comemorações do Sesquicentenário da “Adesão” do Pará à Independência do Brasil, promovidas pelo Governo do Estado, através do Conselho Estadual de Cultura do Pará (CEC-PA), de 11 a 15 de agosto de 1973, que contou com o apoio do Conselho Federal de Cultura (CFC). Como órgãos oficiais de cultura, eles abrigaram um grupo de intelectuais de notório reconhecimento nos meios culturais nacionais e regionais, com o objetivo de levar a diante a “missão civilizadora” que os governos militares se arrogaram, no sentido de preparar o “povo” – ou parcela dele -, para o advento do “Brasil Grande Potência” que acreditavam estar em curso. No âmbito local, os intelectuais do CEC-PA deram sua parcela de contribuição a esse objetivo, que visava integrar culturalmente o país, paralelamente às integrações econômica e política. Como um “acontecimento monstro” - parafraseando o historiador francês Pierre Nora -, as comemorações do Sesquicentenário nos fornecem uma abertura para a compreensão desse passado recente da história local e nacional e do papel do CEC-PA na elaboração e divulgação autorizada de uma dada concepção da realidade amazônica.Tese Acesso aberto (Open Access) As trabalhadoras e trabalhadores têxteis e sua fábrica em Santarém: experiência operária, Justiça do Trabalho e indústria de sacaria no Baixo Amazonas, 1951-1990(Universidade Federal do Pará, 2023-01-25) TRISTAN, Daniela Rebelo Monte; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Este trabalho trata da experiência da(o)s trabalhadore(a)s da única fábrica de fiação e tecelagem de juta e malva do Baixo Amazonas, a Tecejuta, estabelecimento de grande porte cuja história como empresa se estende de 1951, data de sua fundação, a 1990, ano de seu fechamento. A fim de melhor compreender essa experiência, discutimos inicialmente a história da fábrica, que guarda uma importante interseção com a história do próprio cultivo da juta na Amazônia e com a história do planejamento regional, as quais, por esse motivo, aqui também são focalizadas. Discutimos ainda as relações entre campo e cidade na região e suas implicações no que concerne à cultura e perfil das trabalhadoras e trabalhadores da Tecejuta, além de sua noção de direito costumeiro. A seguir, é abordada a emergência da Junta de Conciliação e Julgamento de Santarém e seus efeitos nas relações de trabalho do município e da região, bem como os padrões de utilização da mão de obra pela fábrica em sua primeira fase, que evidenciam seu enraizamento no modo tradicional de relacionamento da elite econômica local com seus subalternos na sociedade. Na sequência, examinamos os padrões de aplicação do poder disciplinar na fábrica e sua política de demissões, particularmente de mulheres, buscando identificar suas alterações após a intervenção do Banco de Crédito da Amazônia e da Sudam na empresa, entre 1970 e 1976, assim como no período posterior. Por fim, abordamos as mobilizações reivindicatórias dos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica e suas formas de organização sindical. Permeando a construção do texto a partir do capítulo 3, procuramos identificar e compreender os modos de resistência das trabalhadoras e trabalhadores dentro da fábrica e suas táticas ao recorrer à Justiça do Trabalho em busca da efetivação de direitos, o que configurava uma forma de construção de sua cidadania.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Trabalhadores dos castanhais do Sudeste Paraense nos processos judiciais entre 1960-1980(Universidade Federal do Pará, 2023-10-05) BARBOSA, Carolina Ferreira; MONTI, Carlo Guimarães; http://lattes.cnpq.br/1603832755974774; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-7980-5906; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372A floresta, com toda a sua riqueza e complexidade, desempenha um papel central nesta história. É nesse ambiente que os personagens deste relato emergem: trabalhadores e trabalhadoras, empregadores, fazendeiros, donos de terras, juízes e juízas. Todos eles contribuem para a construção desta dissertação, que se desenvolve através de uma análise minuciosa de processos judiciais trabalhistas advindos dos castanhais do Sudeste do Pará, na Amazônia Oriental, entre as décadas de 1960 e 1980. Temos por objetivo compreender as relações de trabalho na região, com base na documentação jurídica disponível no Centro de Referência em História e Memória do Sudeste do Pará, compreendendo um total de 70 processos trabalhistas, 68 processos possessórios e 15 autos de reclamação, provenientes do Centro de Memória da Amazônia (CMA), localizado em Belém do Pará. Ao todo, essas fontes documentais somam um conjunto de 153 processos judiciais, que oferecem base para a pesquisa e análise das relações de trabalho e questões de posse na região do Sudeste do Pará, na Amazônia Oriental. O foco recai sobre homens e mulheres que vivenciaram e moldaram suas vidas laborais, buscando amparo e justiça no sistema judiciário diante das complexas relações trabalhistas que enfrentaram. Os documentos analisados trazem nomes, lugares, datas, e principalmente histórias inteiras de indivíduos e comunidades, marcadas pelas peculiaridades da vida na floresta. As informações presentes nesses registros são inestimáveis, fornecendo percepções sobre conflitos, negociações e estratégias utilizadas diante do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O estudo é embasado em inúmeras questões que norteiam a análise, retratando apenas uma entre as diversas histórias vividas na floresta, um ambiente que passou por transformações ao longo do tempo. Neste estudo ressaltamos a importância de preservar e valorizar as histórias de homens e mulheres que moldaram suas vidas e relações de trabalho na floresta. Buscamos dar voz a esses protagonistas e entender as nuances e desafios de suas experiências, contribuindo para uma compreensão mais ampla da história social e econômica do Sudeste do Pará e da Amazônia. Dentre os resultados, destacamos que o papel da lei, embora significativo, frequentemente não se mostrava totalmente eficaz em corrigir as injustiças que permeavam o cenário. Isso realça a crucialidade de levar em conta as particularidades locais e as práticas enraizadas ao examinar a história e a dinâmica do trabalho nos castanhais do Sudeste do Pará.Tese Acesso aberto (Open Access) A trajetória de Izabel Marques Tavares da Cunha: dos rios da Amazônia aos porões da ditadura Militar no Brasil e o desejo de transformar o mundo(Universidade Federal do Pará, 2024-08-19) MIRANDA, Rosinda da Silva; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta tese investiga a notável trajetória política de Iza Cunha, uma figura importante na luta contra a Ditadura Militar no Brasil e na defesa dos direitos humanos, com especial ênfase nas questões de mulheres e gênero na região amazônica. A Ditadura Militar, que durou de 1964 a 1985, foi um período sombrio da história brasileira, caracterizado por repressão política, censura e violações dos direitos humanos. Iza Cunha emergiu como uma voz corajosa na resistência a esse regime autoritário, mobilizando-se em prol da democracia, da justiça social e da igualdade de gênero. Esta tese examina os principais momentos da trajetória política de Iza Cunha, desde a sua participação em movimentos estudantis durante os anos de chumbo da ditadura, até o seu papel como ativista e líder nos movimentos populares na Amazônia pós-ditatorial. Por meio de uma análise aprofundada dos seus discursos, escritos e ações políticas, busca-se compreender como Iza Cunha articulou a sua luta contra a ditadura com a sua defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero na Amazônia. Além disso, esta tese examina os desafios específicos enfrentados pelas mulheres na região amazônica, incluindo a violência de gênero, a exploração econômica e a marginalização política. Destaca-se o papel de Iza Cunha na promoção da participação política das mulheres, no combate à discriminação de gênero e na garantia de direitos, emancipação e acesso a serviços básicos, como saúde e educação. Por fim, este trabalho analisa o legado de Iza Cunha e sua relevância para os debates contemporâneos sobre democracia, direitos humanos, mulheres e gênero na Amazônia. Ao reconhecer sua contribuição histórica e sua luta contínua, pretende-se inspirar novas gerações a seguir seu exemplo de resistência e comprometimento com a justiça social e a igualdade de gênero na região amazônica e além dela.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Vale do Tocantins e a Lei Anilzinho: a Lei dos Posseiros (1961-1981)(Universidade Federal do Pará, 2016-02-26) SILVA, Adriane dos Prazeres; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372O golpe civil- militar de 1964, trouxe uma série de problemáticas no que diz respeito à questão do conflito de terras na Amazônia, no Estado do Pará, mais especificamente no Vale do Tocantins denominação usada, pelo governo militares para designar o Médio e o Baixo Tocantins, que são as microrregiões que envolve o município de Tucuruí, que por sua vez abriga em seu território a hidrelétrica de mesmo nome (a maior usina inteiramente nacional). O período aqui analisado é de (1961-1981), portanto vinte anos, momento que houve mudanças profundas na região. A construção dessa barragem, os incentivos fiscais, as mudanças na Legislação do Estado e mais os projetos de colonização pensados pelos governos militares, desdobrou uma série de acontecimentos entre eles estava o conflito pela posse da terra, envolvendo vários sujeitos índios, seringueiros, castanheiros, posseiros, trabalhadores rurais e entidades aliadas como a FASE, a prelazia de Cametá, a congregação das Irmãs filhas da Caridade, e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Oeiras e Baião. De acordo com a visão dos trabalhadores rurais, do lado oposto a eles estavam os órgãos do governo e seu aparato burocrático, assim como os prováveis grileiros centro- sulistas. Os trabalhadores rurais perceberam a mudança em seu modo de vida, pois notaram a entrada de outros sujeitos dentro da região que ameaçavam seu modo de vida e sua cultura, perceberem nos momentos dos conflitos que deveriam se unir e organizar-se, pois haviam cansado de perder e para isso construíram sua própria Lei a Lei Anilzinho: A lei dos Posseiros e criaram uma cultura política de resistência que durou mais de uma década na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vila Arraias: espaço de sobrevivência, morte e núcleo de organização na luta pela terra na PA - 150 (1970-1985)(Universidade Federal do Pará, 2007-09-17) SANTOS, Edileuza dos; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta dissertação procura compreender a história da vila Arraias (sudeste paraense) como construção do migrante-posseiro na década de 70, buscando uma compreensão de como ocorreu o processo de formação da vila às margens da PA-150, identificando e caracterizando os motivos e sujeitos que tiveram direta e indiretamente envolvidos nesse processo e quais foram suas ações. A construção da rodovia estadual PA-150 no final da década de 70, o processo migratório que se direcionou para essa região nas décadas de 70 e 80, ou seja, o processo de ocupação das margens dessa estrada por migrante-posseiro bem como os conflitos travados pela posse de terras nessa região e a funcionalidade da vila Arraias como um núcleo, uma célula na luta pela terra na região da PA-150 é o que dá direção e estrutura a esta discussão.
