Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2345
O Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sendo referência na Pós-Graduação em Geografia na Amazônia, o Programa tem por meta configurar-se no Centro de Excelência em Geografia da Amazônia, com ênfase na análise dos agentes, processos, e conflitos nas diferentes escalas. Este é o objetivo científico e institucional estratégico do curso de mestrado, por meio do qual se amplia inserção social e regional na Panamazônia permitindo-nos estreitar intercâmbios na pesquisa e formação de pesquisadores em temas amazônicos com outros centros afins para este estudo na região.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH por Orientadores "HERRERA, José Antônio"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desterritorialização e reterritorialização das famílias da comunidade Deus é Amor com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte em Vitória do Xingu(Universidade Federal do Pará, 2021-08-20) AMORIM, Edilane Bezerra; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Esta dissertação discorre a respeito das transformações ocorridas na comunidade Deus é Amor, município de Vitória do Xingu, com a construção da Usina hidrelétrico de Belo Monte, que ao aportar no território desestruturou a organização socioespacial das famílias, além de provocar a ruptura com o lugar e alterar os modos de vidas historicamente estabelecidos pelos sujeitos, contribuindo para o movimento geográfico Territorialização-Desterritorialização-Reterritorialização (T-D-R) na Amazônia. A comunidade em estudo faz parte do que foi demarcado pelo empreendimento hidrelétrico através dos estudos do EIA- Rima (2009) como Área Diretamente Afetada rural, localizada no setor referente ao Reservatório dos Canais. Esta área, começou a ser ocupada por famílias no início da década de 1980, até 2011 contava com 59 famílias, e após a chegada da UHE Belo Monte restaram apenas 5 famílias remanescentes. O desenvolvimento da pesquisa possibilitou a análise de três pontos centrais sobre o objeto, o primeiro com o entendimento das ações que possibilitou a territorialidade dos sujeitos na Amazônia (1970-2012), o segundo com a saída dos sujeitos de seus lugares historicamente construído, a desterritorialização (2011-2016), e por fim, o processo atual em que as famílias se encontram inseridas com a experiência da reterritorialização progressiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Movimentos das águas e águas em movimento: um estudo sobre os conflitos pela água no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2022-09-01) BRIA, Nelson Gabriel da Silva; OLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa; http://lattes.cnpq.br/3108272104911953; https://orcid.org/0000-0003-0420-6295; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A água é um elemento indispensável para a continuidade da vida humana e do equilíbrio ambiental do planeta. Em decorrência disso, a luta por seu acesso e a seus recursos é um embate que vem sendo travado a séculos ao redor do mundo. Em cada espaço/território, assume características específicas, oriundas das inter-relações existentes. No Brasil, a existência de múltiplas conflitualidades pelo acesso, controle e direito a água e seus recursos pode ser vista, em diferentes espaços/territórios, e as consequências destas, ganham novos contornos, sejam a níveis de estratégias de defesa por movimentos sociais, ou por parte do grande capital, como ações danosas a estes grupos. Os debates sobre água e movimentos podem ser entendidos a partir de inúmeras perspectivas teórico-metodológicas, mas aqui partimos da conflitualidade e da materialidade histórica e dialética que ações de diferentes atores deixam sobre diferentes espaços. Uma vez que, essas ações são processos históricos, que se encontram em constante movimento, agindo e se materializando de formas distintas em cada espaço, deixando marcas que podem ser descritas e analisadas de forma crítica. Diante disto, propõe-se entender os diferentes processos aos quais, as disputas pela água estão inseridas, a partir dos debates científicos e das análises das ações sofridas, praticadas, e demais estratégias desenvolvidas por movimentos socioterritoriais das águas na direção da salvaguarda dos direitos de seus membros e da sociedade de forma geral. As hipóteses levantadas neste trabalho, são que os movimentos socioterritoriais, organizarem-se, seja a nível interno de um único movimento, ou se aliado a outros, buscando diferentes maneiras de enfrentar as adversidades oriundas dos conflitos aos quais estão inseridos, tais como: manifestações, ocupações de empresas e órgãos públicos, ações judiciais, contra mineração, agronegócio, pesca industrial, dentre outros. Os debates travados neste trabalho, buscaram entender os diferentes processos aos quais as disputas pela água estão inseridas. Nesse sentido, a pesquisa bibliométrica e sua posterior análise forneceram condições para a observação de como a ciência vem produzindo a respeito dos conflitos hídricos a nível mundial. Não apenas das formas, mas dos diversos processos e concepções que a água assume para cada um dos que a disputam. Nessa direção, foi possível observar dinâmicas resultantes dos processos de apropriação e diferenciação de usos e concepções da água, percebendo a existência de atores hegemônicos, que buscam o controle desta para satisfazerem suas necessidades, e como forma dessas ações, observou-se desde a construção de infraestruturas hidráulicas a ocupação militar. Os processos relacionados às disputas por e pela água são complexos, advindos da soma de fatores resultantes dos espaços e territórios que estão inseridos. A nível nacional, foi perceptível a atuação dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais como importantes atores contestadores da ordem vigente, produzindo um conjunto de ações e estratégias de enfrentamento aos atores hidro-hegemônicos.Tese Acesso aberto (Open Access) Políticas de energia no Brasil: difusão de usinas hidrelétricas para a indústria agropecuária na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2021-11-25) PENHA, Luciano Rocha da; BACKHOUSE, Maria; https://orcid.org/0000-0001-9103-9637; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A políticas energéticas no Brasil vem passando por várias reformas para concretizar a desestatização, resultando em concessões para empresas privadas, criando o mercado de energia com diferenças de agentes econômicos da energia. Ao mesmo tempo da referida política, o país sofre pressões globais investir em energias renováveis. Dentre essas energias destacam-se as PCHs. Devido a abundância de disponibilidade hídrica, na Amazônia Legal, está em curso a difusão por expansão de PCHs e de UHEs no entorno da indústria agropecuária nos estados do Mato Grosso, Tocantins, Pará, Maranhão e Rondônia. Isso é demonstrado quando se faz conexão das localizações espaciais dessas usinas hídricas com as localizações dos silos, dos armazéns e dos frigoríficos. A difusão dessas PCHs e UHEs, estão materializadas nas usinas em operação, nas usinas em estudo e, nas usinas com processos abertos para estudo. Este trabalho teve como objetivo principal analisar de que forma a atual transição energética mundial tem influenciado as políticas de energia no Brasil. Os objetivos específicos foram: entender de que maneira as políticas de energia no Brasil tem contribuído para o aumento da difusão de UHEs e PCHs no entorno da indústria agropecuária na Amazônia Legal; entender de que maneira a política energética e o mercado de energia no Brasil, têm refletido no aumento por demanda em energia hídrica na Amazônia Legal; demonstrar como funcionam as dinâmicas territoriais-produtivas da soja, assim como o entorno dos silos e dos armazéns e da pecuária (frigoríficos) às quais fazem com que a demanda por energia elétrica aumente, logo, em mais construções de pequenas e grandes usinas hidrelétricas na Amazônia Legal. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica de cunho teórico-metodológico da Geografia, da Sociologia, das engenharias e da Economia. A análise documental sobre a política e o planejamento energético no Brasil. Dados primários e secundário coletados nos sítios eletrônicos do IBGE, ME, ANEEL, EPE, MAPA e ODS. Por fim, foram construídos mapas, gráficos, tabelas e mapas, também figuras extraídas dos documentos. A forma de apresentação desses dados foi da forma gráfica. Conclui-se que a difusão das usinas hídricas na Amazônia Legal está em curso, porque as PCHs são renováveis e as UHEs podem ser construídas à fio d’água, bem como, essa difusão é induzida pela demanda por energia da indústria agropecuária na Amazônia Legal. Bem como, essa difusão é também fomentada pela política mundial das mudanças climáticas que influencia a transição energética mundial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Produção do espaço agrário na Amazônia: uma interpretação geográfica do desmatamento no projeto de assentamento Bom Jardim, Pacajá – Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-06-02) ALENCAR, Isa Costa; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263Os projetos de assentamentos na Amazônia foram criados como estratégias de colonização e integração do espaço regional e economia nacional e como forma de desafogar as cidades a partir das mudanças de fluxo de migração do meio urbano para o rural. Em se tratando de assentamentos rurais, destaca-se que estes assumem características e espacialidades destoantes do idealizado nas políticas de reforma agrária, sendo dinâmicos no que diz respeito à apropriação e transformação do espaço ao qual estão inseridos. Um aspecto importante dessa transformação é a necessidade de exploração e degradação do capital natural no processo de produção do espaço nesses assentamentos, fato este que tem se refletido no atual destaque para o papel dos mesmos no desmatamento da região, representando em média 1/3 da perda de florestas anualmente na Amazônia. Para avaliar este processo de transformação espaço temporal de produção do espaço, principalmente no que diz respeito à perda da cobertura florestal, faz-se necessário o uso de imagens de sensoriamento remoto e análises espaciais. Diante deste contexto, a pesquisa, tem como objetivo, o uso de geotecnologias de forma a compreender como as políticas de reforma agrária interferem na dinâmica da paisagem dos assentamentos da Amazônia, tendo como recorte o Projeto de Assentamento Federal (PA) Bom Jardim. Para realização deste estudo, foi feito um levantamento bibliográfico sobre produção do espaço e políticas públicas relacionadas à reforma agrária de forma a dar embasamento nas discussões e análise exploratória do Plano de Regularização Ambiental do Projeto de Assentamento Bom Jardim, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. Além disso, utilizou-se as geotecnologias, através de softwares de Sistema de Informação Geográfica (SIG) e Processamento Digital de Imagem (PDI) e imagens de diversos anos do Satélite Landsat 5 e 8, para realização da análise espaço temporal da cobertura florestal do PA, 10 anos antes e 18 anos depois da criação do assentamento (de 1987 a 2015). A proposta metodológica baseou-se no uso da periodização, que subsidiou a análise espaço temporal, possibilitando a identificação de possíveis rupturas com base em acontecimentos importantes na trajetória de estabelecimento do assentamento. Assim, o estudo identificou que o processo de produção do espaço não está apenas ligado a intervenção do homem com a natureza, mas também ao importante papel de como as políticas públicas são aplicadas no que tange a mudança da paisagem, pois apesar do Governo ter uma política de reforma agrária sólida desenhada para alcançar as necessidades das famílias do campo, a burocratização do acesso ao crédito produtivo, a fragilidade da Assistência técnica e extensão rural e do monitoramento dos investimentos feitos pelos órgãos ligados à reforma agrária nos assentamentos, aliada às necessidades imediatas do agricultor familiar refletem no processo de transformação do espaço nesses assentamentos com principal impacto na perda dos recursos florestais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança no rio Xingu-Altamira-Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) SOUSA FILHO, Hudson Nascimento de; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024A presente pesquisa aborda questões oriundas da produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, localizada em um arquipélago de ilhas fluviais à montante da cidade de Altamira-Pará no rio Xingu. Por estar em baixas latitudes, tal comunidade apresenta-se sob regime climático tropical de curta estação seca (clima do tipo am), com formações de residências palafíticas que ocupam as planícies (o “beiradão”), as quais recebem influência do regime de cheias do rio, que também propõem campos férteis para atividades agrícolas de policultura. Destarte, de maneira geral, este trabalho de pesquisa busca compreender o processo de produção do espaço habitado pela comunidade ribeirinha de Boa Esperança, a princípio, listando os aspectos da paisagem no cotidiano da comunidade, bem como, somado a esses objetivos, acrescenta-se o de construção de certa análise reflexiva acerca das relações de trabalho que atribuem funcionalidade a configuração territorial da comunidade. Buscou-se construir certa análise voltada para dinâmica espacial com observação empírica das condições socioambientais existentes no cotidiano estudado e, para tal feito, a equipe de pesquisa contou com a aplicação de entrevistas em formulário e o levantamento de imagens aéreas obtidas com drone que auxiliou na observação da paisagem. Assim, menciona-se o fato de ter ocorrido atividades de investigação em campo construídas com a intencionalidade de estruturar dados e coletar informações de relevância espacial histórica, socioeconômica e ambiental acerca do contexto no qual se apresentam as condições de vida dos ribeirinhos da comunidade de Boa Esperança. Esta, por sua vez, apresenta traços de sua ancestralidade vinculada aos seringueiros que migraram do Nordeste para trabalhar nos seringais do médio Xingu, em sua maior parcela, na extração do látex das seringueiras nativas da região em meados do século XIX, década de 1870. Desde então, atividades de trabalho como o extrativismo, o roçado e a pesca artesanal têm sido base de sustentação e de comércio das famílias ribeirinhas que se constituíram com a territorialização do sistema de aviamento na região, no período do primeiro ciclo da economia gomífera.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Redes e vigilância no Xingu: a reconfiguração do território ribeirinho(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) BAITELLO, Clara Bezerra de Menezes; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Neste trabalho de pesquisa analisa-se como a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, em Altamira, no Pará, modificou a relação dos ribeirinhos com o seu território tradicional. Com o enchimento do reservatório principal da usina em 2015, mais de 300 famílias que viviam tradicionalmente da pesca são expropriadas do seu território pela concessionária Norte Energia S.A. As empresas terceirizadas, contratadas pela concessionária, passam a determinar, a negociar e a vigiar o território de povos que ancestralmente ali viviam. Os ribeirinhos, cuja subsistência e modo de vida estão direta e intimamente associados ao rio Xingu e à floresta, agora passam a viver longe dos seus locais de pesca e de moradia. Parte-se de uma relativa autonomia socioeconômica e territorial, que antecede a construção da usina, para uma tentativa de controle e de vigilância por parte das empresas e do Estado, influenciando fortemente as dinâmicas de vida e de trabalho locais ao embaraçar assuas redes de vizinhança e parentesco. Nota se, assim, uma mudança na realização das atividades no território, que anteriormente eram organizadas pelos próprios ribeirinhos, de acordo com suas regras e necessidades de subsistência, e que agora passam pelo controle de novos atores, gerando impactos sociais e ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A violência homicida no espaço urbano de Altamira: o fator Belo Monte e a cartografia dos homicídios(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) OLIVEIRA, Igor Renan Araujo; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Durante a construção e conclusão da UHE Belo Monte, no período dos anos de 2010 a 2020, a cidade de Altamira vivenciou um aumento exponencial dos índices relacionados a violência e a criminalidade, chegando a patamares alarmantes, fruto dos problemas decorrentes da obra na região. Esse aumento da violência e criminalidade se propagou com força em todos os sentidos no espaço urbano de Altamira, atingindo, sobretudo a população impactada diretamente pela obra e a juventude local. De todos os crimes que tiveram seu crescimento alavancado, o homicídio é o que mais chama a atenção nesse período, pois ele é a face mais dramática da violência urbana, percebe-se então que este tipo de crime, ganha forças de se reproduzir com mais intensidade, a partir do momento que a obra da UHE Belo Monte começa a ser construída. Assim, dos 11 municípios afetados pela construção da usina, a cidade de Altamira por ser o centro dessa região e concentrar os maiores números de serviços, foi a cidade mais impactada por Belo Monte. Desta forma, este presente trabalho nasce com o intuito de se lançar ao desafio de discutir e analisar mais profundamente os fenômenos de violência e criminalidade, usando Belo Monte como evento catalisador de velhos e novos problemas no espaço urbano, contribuindo assim na produção de conhecimento, aos estudos da violência e criminalidade neste município, a luz da Geografia, possibilitando uma compreensão do fenômeno, da sua dimensão, e intensidade. Baseado nessas premissas, o objetivo geral dessa dissertação, consiste em analisar e compreender a dinâmica espacial da violência e criminalidade em Altamira, quais as suas causas, e implicações no espaço urbano tendo como fator catalisador desses problemas a construção da UHE Belo Monte e a sua relação com os indicadores de violência.
