Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4452
O Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) é vinculado ao Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e iniciou suas atividades no ano de 2010, com a implantação do seu curso de mestrado, autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Sua proposta geral é promover a análise dos fenômenos comunicacionais em sua relação com as práticas culturais e sociais contemporâneas e em suas peculiaridades na Amazônia, aprofundando o conhecimento profissional e acadêmico e possibilitando a formação de pesquisadores na área da Comunicação.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC por Orientadores "AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agência de notícias jovens comunicadores da Amazônia: práticas de comunicação alternativa em defesa da juventude negra de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-06-22) SILVA, Lanna Paula Ramos da; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Esta pesquisa tem como tema a comunicação produzida pela Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia (Agência JCA), um espaço de mobilização em defesa da juventude negra da Região Metropolitana de Belém, Pará, por meio da comunicação alternativa. A questão-problema que guia este estudo é: Como configuram-se as práticas comunicativas alternativas da Agência de Notícias Jovens comunicadores da Amazônia em defesa da juventude negra belenense? Portanto, o objetivo geral desta pesquisa é compreender como se constituem as dinâmicas comunicativas alternativas da Agência JCA, no exercício da comunicação alternativa. Como objetivos específicos tem-se a) identificar como se configura a Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia tendo como centralidade as evidências comunicativas e educomunicativas presentes; b) compreender como o extermínio da juventude negra da periferia apresenta-se como problemática frente a Agência JCA ; c) investigar e analisar as estratégias comunicativas realizadas pela Agência JCA e a contribuição destas em defesa dos jovens negros moradores de áreas periféricas da Região Metropolitana de Belém. A metodologia utilizada baseia-se na pesquisa bibliográfica; na realização de entrevistas semiestruturadas individuais com os jovens que participaram/participam do meio de comunicação e coordenadores do projeto. Além disso, também se realizou a observação participante em atividades promovidas pela Agência JCA. A fundamentação teórica deste estudo contou com discussões acerca da comunicação alternativa (Peruzzo, 2008; 2009; entre outros; AMORIM et al, 2015) , educomunicação (Soares, 2011; 2002), juventude (PAIS, 1990; DAYRELL, 2003) e extermínio da juventude negra (NASCIMENTO, 1978; MUNANGA, 2003; ALMEIDA, 2018; GOMES E LABORNE, 2018). Consideramos que a Agência JCA desenvolve por meio de seus conteúdos alternativos críticos-reflexivos acerca das juventudes e periferias de Belém e de suas ações, caminhos de mobilização, conscientização e luta contra o extermínio das juventudes negras de Belém e também a ampliação de direitos de cidadania, assim se constituindo como uma importante articulação em defesa das juventudes negras de Belém do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Audiovisual, resistência e educomunicação na Amazônia paraense: a experiência do Telas em Movimento(Universidade Federal do Pará, 2022-06-13) SILVA JUNIOR, Valdecir Ramos da; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Nesta dissertação, compreende-se o objeto de análise “Festival Telas em Movimento de Belém do Pará” como um coletivo que contribui para o desenvolvimento socioeconômico de jovens de periferia, por meio de ações, de vivências, de atividades artísticos-culturais e de promoção do cinema e do audiovisual em comunidade de periferia, ribeirinhas, quilombolas e indígenas da Amazônia. As atividades do Telas em Movimento buscam formar jovens para a produção de conteúdo audiovisual que auxilie no desenvolvimento social dos indivíduos de suas comunidades. O coletivo tem como principal prática o diálogo entre audiovisual e resistência, por meio da difusão de técnicas e conhecimentos no fazer e no pensar cinematográfico. Neste trabalho, evidencia-se a compreensão do processo educomunicativo no desenvolvido nas vivências do coletivo, portanto, por meio deste estudo, objetiva-se compreender as dinâmicas comunicacionais, nas práticas educomunicativas do coletivo Telas Em Movimento. Uma das principais metodologias de trabalho, utilizadas nesta investigação, é a pesquisa-ação participativa, que, no Brasil, é contextualizada por Cicília Peruzzo (2017) e pensada por Orlando Fals Borda (1989), visando a construção, o desenvolvimento e a investigação colaborativa das problemáticas da pesquisa. Os conceitos, encontrados nas perspectivas educacionais freirianas, tais como pedagogia do oprimido (FREIRE, 1987) e pedagogia da autonomia (FREIRE, 2021), e a aplicabilidade dos conceitos de educomunicação, de Ismar Soares (2011), e a decolonialidade, como conceito enunciador compõem a base teórica e metodológica deste trabalho; além das contribuições de Walter Mignolo (2017), Catherine Walsh (2013, 2019), dentre outros. Os resultados demonstram que o Telas em Movimento atende as necessidades e práticas educacionais como ferramenta de emancipação social e que por meio de suas vivências proporciona possibilidades sociais e de formação, assim como busca construir novas práticas narrativas nos produtos comunicacionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Coletivo Terra Firme: comunicação e cidadania na periferia(Universidade Federal do Pará, 2018-03-16) LIRA, Adriana do Socorro Campos de; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Esta pesquisa aborda as temáticas de comunicação, cidadania e periferia, entendidas como conceitos fundamentais para melhor compreensão das práticas comunicativas do Coletivo Tela Firme, objeto de estudo desta investigação. O grupo atua na periferia, especificamente no bairro Terra Firme, em Belém, estado do Pará. O trabalho dos jovens consiste na produção audiovisual que circula na internet e também em ações de cidadania diretamente em bairros periféricos da cidade. Esse trabalho está assentado na matriz da comunicação popular, alternativa, comunitária, por atuar de dentro da periferia, para a periferia, na conscientização e na transformação social. O resultado tem sido uma referência no campo político e educacional em Belém. Dessa forma, esta pesquisa se propõe a investigar como se configuram as práticas comunicativas do Coletivo Tela Firme na periferia da capital paraense. A hipótese levantada na investigação é a de que o ativismo do grupo nas comunidades onde atua, tem como propósito estimular e promover o engajamento político-social das pessoas que vivem nesses espaços, de forma a contribuir com a ampliação de seus direitos de cidadania. Diante do exposto, propõe-se no presente estudo a realização de um mapeamento e análise dos vídeos alternativos e das ações realizadas em bairros periféricos da capital, por iniciativa própria ou em parceria com outros movimentos e organizações engajados em lutas políticas e sociais. Os referenciais teóricos que sustentam a presente investigação são Peruzzo (2009), Gohn (2010), Gonczevski e Martin (2011), Pinsky e Pinsky (2013), Mouffe (2013). O trabalho do grupo se iniciou nas redes digitais que, na concepção de autores como Castells (2005), Lemos (2006) e Primo (2013), trata-se de uma plataforma que favorece processos de participação política, social e contribui para a articulação com outros movimentos de resistência. Sendo assim, esta dissertação utiliza-se de pesquisa bibliográfica, além da qualitativo-descritiva, com base na análise de conteúdo e a entrevista para atingir os objetivos, que entre outras pretensões, está a de identificar nas práticas comunicativas do Tela Firme alternativas de cidadania na periferia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunicação que se faz comunidade na periferia: ancestralidade e vinculação na passagem Limoeiro, bairro do Jurunas, Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-11-18) CONCEIÇÃO, Raphael Castro da; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Nas periferias a organização comunitária é fenômeno habitual, seja por meio de movimentos ou entidades políticas, como associação de moradores, centros comunitários, etc., ou também por meio da amizade entre vizinhos, das festas juninas e blocos de carnaval nas comunidades, dos times de futebol, da solidariedade e cooperação que são geradas espontaneamente, no cotidiano e em momentos de crise, como vemos na pandemia de covid-19. Essa organização comunitária institucional ou espontânea produz outra ideia de periferia, bem diferente da perspectiva que só vê a periferia como sinônimo de pobreza e violência. Esta pesquisa tem o objetivo de compreender criticamente os processos comunicativos que constroem, mantêm ou reconfiguram a vinculação entre moradores de periferia, a partir da vivência e observação participante na comunidade da Passagem Limoeiro, no bairro do Jurunas, periferia de Belém do Pará. Nosso referencial teórico começa com Sodré (2014a) e Buber (2001) abordando a ideia de Comum como fundamento da comunicação na sociedade. Também nos apoiamos na contribuição intelectual de autores como Jesus (2014), Deus (2019), Almeida (2021) Racionais MCs (2018), Borda (2008), Souza (2020) e Santos (2001; 2002) para discutir a experiência vivida na periferia, bem como as questões de raça e racismo. Também discute-se, em diálogo com Castro (2008), Castro e Campos (2015), Rodrigues (2006, 2008a, 2008b) e Silva (2016), algumas dinâmicas de formação socioeconômica da Amazônia e do bairro do Jurunas. Em Sodré (2017) também nos apoiamos para a discussão da idéia de ancestralidade, a partir do conceito de arkhé africana. Consideramos que a Passagem Limoeiro realiza processos comunicativos dinâmicos a partir da vinculação influenciada diretamente por essa ancestralidade que atravessa a comunidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Design vernacular: a comunicação visual informal no cotidiano da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-03-15) PEREIRA, Natália Cristina Rodrigues; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Esta pesquisa busca refletir sobre o design vernacular como uma experiência comunicacional na Amazônia. Trata-se de uma forma de comunicação materializada em desenhos de letras (lettering) pintados manualmente em placas, fachadas, faixas e outras superfícies espalhadas pela região que, baseados na cultura popular, objetivam suprir as necessidades comunicacionais do comércio informal onde se originam. O foco da investigação partiu da seguinte pergunta: quais as inspirações, particularidades e estratégias que permeiam o universo material e simbólico dessa forma de comunicação visual informal, sem perder de vista o seu potencial mercadológico e suas relações com a comunidade? Para isso, o trabalho apoiou-se em conceitos de Benjamin (1987), Braga (2011), Canevacci (1997), Schutz (2012), Dewey (1980), Durand (1996), Flusser (2013), Kant (2012), Maffesoli (1998) e Paes Loureiro (2008; 2001), dentre outros. A hipótese defendida nesta dissertação é a de que a comunicação visual informal, permeada pelo universo da cultura amazônica, contribui no âmbito simbólico e econômico diretamente para a realidade da comunidade na qual está inserido. A metodologia teve um foco qualitativo a partir de pesquisas de campo, sendo que a coleta de material (registro fotográfico e entrevistas) aconteceu de agosto de 2015 a janeiro de 2018, compreendendo duas visitas em cada uma das três ilhas do município de Belém escolhidas: Cotijuba, Caratateua (Outeiro) e Mosqueiro. Acredita-se que a importância deste trabalho se centra na possibilidade de contribuir com estudos que vão além dos aspectos tecnológicos da comunicação, voltadas assim para o homem em sociedade, assim como, em longo prazo, poder colaborar para uma possível desmistificação de estereótipos sobre a Amazônia.Tese Acesso aberto (Open Access) Entrelaces da resistência: comunicação e práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-13) SOUSA, Raissa Lennon Nascimento; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248A pesquisa tem enfoque nas práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras que vivem na Amazônia paraense (Belém/Pará). Compreendemos a atividade trancista como experiência comunicativa de resistência, autonomia econômica e superação das opressões que atingem mulheres negras amazônidas. O trançado, para negras e negros, não é apenas uma questão de estética ou vaidade, representa um encontro com a ancestralidade africana e com a afirmação de uma identidade que é relegada historicamente em uma sociedade racista. Para Nilma Lino Gomes (2019), o cabelo e o corpo podem ser considerados expressões da identidade negra brasileira, uma vez que são símbolos de relações de violência e de desigualdades étnico-raciais. O objetivo deste trabalho é entender, à luz da comunicação e das ciências sociais, os atravessamentos que as mulheres trançadeiras vivem no referente a questões como racismo, identidade negra, colonialidade, ancestralidade, territorialidade e resistência. Entendemos que a cultura do trançado na Amazônia possibilita formas singulares de comunicação divergentes da lógica do sistema patriarcal branco capitalista e colonialista. Como caminhos metodológicos com inspiração em Kilomba (2019), utilizamos uma investigação centrada nos sujeitos, por meio de entrevistas não diretivas (em profundidade) com mulheres negras trancistas, que trabalham em Belém do Pará. A partir dos relatos extraídos desse diálogo, entrelaçamos uma epistemologia descolonial e afrodiaspórica, no qual as narrativas das mulheres é que nos mostram os caminhos da pesquisa. Somos amparados pela noção da organização do vínculo e do “comum” de Muniz Sodré (2014), na teoria crítica de Paulo Freire (2018), nas reflexões de raça e gênero de Grada Kilomba (2019), bell hooks (2017) e Nilma Lino Gomes (2019), e na perspectiva da negritude na Amazônia de Zélia Amador de Deus (2019) e Vicente Salles (1971), entre outros. As práticas emancipatórias das mulheres trançadeiras acontecem por meio da superação das dificuldades econômicas, na solidariedade, na valorização de uma identidade racial negra, feminista e amazônida e, sobretudo, na relação comunicativa de ancestralidade negra promovida pelo trançado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gênero e o impeachment de Dilma Roussef: uma análise de páginas de facebook feministas e de mulheres ativistas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-03-14) CASTRO, Luciana Gouvêa Hage de; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248O processo político do impeachment da então Presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher eleita ao mais alto cargo do executivo no Brasil, é a moldura contextual da pesquisa aqui apresentada, que analisará as comunicações de quatro comunidades do Facebook, administrados por mulheres a partir de Imperatriz (Feministas de Imperatriz – Fórum de Mulheres e Afim - Articulação Feminista de Imperatriz), Manaus (Feminismo em Manaus) e Rio Branco (Bate Papo Feminista Acre). A análise temporal foi delimitada a partir das três principais fases do processo de impeachment, são elas: a aceitação da denúncia pelo então presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha; a votação deste processo na referida Câmara; e o veredicto final dado pelos Senadores. Como questão problema apresenta-se: De que forma foi abordado o impeachment de Dilma Rousseff nas construções comunicativas nos perfis feministas/ de mulheres ativistas amazônidas? A hipótese parte do pressuposto de que as comunicações dos perfis, embora tenham na centralidade um ativismo político para a causa da mulher, não discutiram a questão de gênero no processo de afastamento de Dilma Rousseff, houve na realidade um silenciamento no que diz respeito a esse tema. Como metodologia, parte-se para a pesquisa qualitativa, tendo como base a análise de conteúdo à luz de Laurence Bardan (2002). Tais elementos científicos irão possibilitar as bases necessárias para a melhor compreensão da questão problema e dos objetivos propostos, embasados nas discussões sobre o movimento político de mulheres, movimento feminista, cidadania, ciberfeminismo e ativismo político. Sendo assim, os autores que fundamentaram a investigação foram: Simone de Beauvoir (1949); Judith Buther (2003); Maria Luzia Álvares (1995,1997;2001); Manuel Castells (2015); Flávia Biroli (2014), dentre outros. Essa pesquisa pretende ser uma colaboração para o melhor entendimento da participação política da mulher amazônida diante do cenário vivido no impeachment da presidenta Dilma Rousseff; e de um modo geral, das causas das mulheres, que diariamente lutam por um espaço mais igualitário na sociedade, especialmente na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A guerrilha do Araguaia: meios de comunicação contra-hegemônicos da Amazônia para a Europa(Universidade Federal do Pará, 2017-03-22) RODRIGUEZ, Lorena de Meira; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248O presente estudo busca refletir acerca do papel das mídias contra-hegemônicas na divulgação de notícias sobre a Guerrilha do Araguaia nas dimensões internacionais, nacionais e regionais e tem como objetos empíricos de análise os seguintes meios de comunicação alternativos: rádio Tirana (Albânia), jornais Frente Brasileño de Informaciones (1968-1973) (Chile), Politique Hebdo (1970-1978/1982) e Liberatión (1973) (França), A Classe Operária (1925), O Araguaia (1974-1975), Coojornal (1976-1983) e Resistência (1978-1983) (Brasil). Para este fim foram selecionadas veiculações que abordassem a Guerrilha, uma de cada meio, dando-se prioridade à primeira identificada seguindo a ordem cronológica. Estes veículos de comunicação alternativos referiram-se à Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência armada à ditadura militar brasileira (1964-1985) que aconteceu entre as décadas de 1960 e 1970, no sudeste do Pará, enquanto esta ainda se encontrava em curso e sob a mordaça do Estado brasileiro. A hipótese apreciada é a de que, mesmo essas mídias tendo sido produzidas em âmbitos e locais distintos, eram alimentadas por uma ou mais redes de informações, preocupadas em divulgar o conflito. A questão que originou esta pesquisa foi: como as notícias da Guerrilha chegavam à mídia contra-hegemônica internacional se o conflito era negado pelo Regime Militar Brasileiro e pouco foi divulgado na imprensa chamada “oficial”, à época de sua ocorrência? De modo a poder desvelar o objeto de estudo preterido buscamos como referências conceitos fundamentais ao tema tais como o de hegemonia proposto por Antonio Gramsci (1999), que aborda o domínio de um grupo detentor de capital financeiro e/ou intelectual sobre outro o qual detém a condição de oprimido, este logo alude à contra-hegemonia, aqui ancorada por Denis de Moraes (2011). Outros preceitos foram fundamentais como a censura à imprensa debatida por Karl Marx (2006), em âmbito internacional, e por Beatriz Kushnir (2015) e Anne-Marie Smith (2000), no plano nacional. Nos debruçamos ainda sobre a mídia tida como radical e alternativa, contestadora do status quo, através de John Downing (2002) e Cecília Peruzzo (2006) dentre outros. Logo, para a Guerrilha, estudamos as obras de Fernando Portela (1986), Élio Gáspari (2002) e Paulo Fonteles Filho (2013). A pesquisa mostrou-se relevante uma vez que levantou meios de comunicação alternativos que abordaram a temática da Guerrilha e, todavia, não haviam sido trabalhados anteriormente. Para além do ineditismo, o estudo fez-nos perceber que, mesmo estando a imprensa nacional censurada sobre o assunto, o tema alcançou inclusive veículos internacionais, sendo estes fundamentais para que o conflito fosse registrado e legitimado. Inferiu-se que as notícias eram partilhadas por redes de informações. A pesquisa foi feita a partir do viés qualitativo proposto por Ortez e Gonzáles e das técnicas de análise de conteúdo propostas por Laurece Bardin (1979).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Interações comunicativas de mulheres em prisão domiciliar: entre sociabilidades, aprisionamentos e resistências(Universidade Federal do Pará, 2019-03-14) PESSOA, Nara Cristina Moura; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Esta pesquisa apresenta o tema ―Interações comunicativas e mulheres em prisão domiciliar: Entre sociabilidades, aprisionamentos e resistências‖. Essas mulheres, em sua grande maioria, apresentam situações de vulnerabilidade social, cometeram crime, passaram pelo regime fechado do cárcere e agora enfrentam o desafio de retornar ao ―convívio social‖. Mas só podemos entender este desafio a partir das interações comunicativas estabelecidas com as próprias mulheres. Por tal motivo esta pesquisa tem na sua centralidade o estabelecimento de processos comunicacionais com cinco mulheres que cumprem pena em prisão domiciliar em Belém do Pará, para que possamos compreender não só suas histórias de vida como também a sociabilidade construída nos espaços de sociabilidade. Nesse sentido, o problema da pesquisa apresenta o seguinte questionamento: Como são construídas as interações comunicativas das mulheres em prisão domiciliar nos espaços de sociabilidade em que circulam? Desse modo, parte-se da hipótese de que as mulheres em prisão domiciliar estabelecem nos espaços de sociabilidade em que convivem interações comunicativas de constantes tensionamentos, vivenciadas entre situações de exclusão/estigmas e situações de resistência. Trata-se de um constante jogo para sobreviverem numa sociedade desigual e injusta. Assim, o referencial teórico que nos permitiu refletir sobre comunicação e sociabilidade foi Freire (1983), Mead (1973), Simmel. Em relação à questão de gênero e cárcere recorremos a Davis (2016) e Artur (2011), e para discutir sobre as prisões nos ancoramos em Goffman (2004), Foucault (2011) e Thompson (2002). Quanto ao percurso metodológico, adotou-se o método comunicativo-dialógico usado em rodas de conversa com as cinco mulheres acusadas de terem cometido crime, além de entrevista formal com o juiz responsável pelo projeto ―Começar de Novo‖, ao qual elas estão vinculadas por meio do trabalho. Como resultado da pesquisa observamos que as relações comunicativas estabelecidas são de constantes tensionamentos, ora o diálogo e o entendimento são limitados pelos estigmas de condição de presa, ora elas rompem com essa relação de poder que tenta colocá-las num lugar de exclusão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Justiça nos trilhos: redes comunicativas de comunidades e movimentos sociais em defesa das atingidas e dos atingidos pela Vale S.A. na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-03-16) SANTOS, Larissa Pereira; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Este trabalho tem o objetivo de analisar a Justiça nos Trilhos como uma rede comunicativa de comunidades e movimentos sociais que atua em defesa das atingidas e dos atingidos pela Vale S.A. na Amazônia. Partimos da hipótese de que a Rede Justiça nos Trilhos é uma articulação comunicativa de comunidades e movimentos sociais que, ao desenvolver atividades nos espaços físicos e virtuais, denuncia impactos e promove direitos por meio de ações locais, nacionais e internacionais. A Rede surgiu em 2007, como uma campanha internacional realizada para buscar apoio às pessoas atingidas pela Vale S.A., e ganhou adesão de vários movimentos sociais, comunidades, sindicatos e organizações durante o Fórum Social Mundial (FSM), em 2009, na cidade de Belém do Pará. Diante disso, tomamos por base o seguinte questionamento: como ocorrem as articulações comunicativas da Rede Justiça nos Trilhos com as diferentes comunidades e movimentos sociais para fazer frente às ações da Vale S.A.? Outras inquietações também foram necessárias: Quais são seus objetivos? Quais atores sociais compõem a rede? Quais processos comunicacionais podem ser observados face a face e na internet como forma de articulação em rede? Na busca de respostas, dialogamos com as contribuições teóricas de Freire (1983), Wolton (2010), Gohn (2013, 2014), Scherer-Warren ( 2006, 2011), Castells (2013, 2015), Melucci (1989), Touraine (1989, 1998), Pinsky e Pinsky (2013), Mouffe (2003, 2015), Buber (1982), Peruzzo (2005, 2009, 2013, 2017), Paiva (2003) e Amorim (2018), dentre outros, para adentrarmos nos estudos sobre movimentos sociais, redes de movimentos sociais, formas de mobilizações sociais, ações coletivas, comunicação, cidadania e comunidade. A metodologia se constitui de uma abordagem qualitativo-descritiva, com o uso do método de Análise de Conteúdo para estudarmos as formas de organização da Justiça nos Trilhos na internet. Como técnicas de pesquisa, realizamos rodas de conversas, observação participante, seguidas de entrevistas abertas e semiestruturadas no Encontro da Juventude Atingida pela Mineração (Maranhão), no Encontro Regional dos Atingidos pela Mineração (Pará e Maranhão) e na Exposição e Ciclo de Debates “Do rio que era doce ao outro lado dos trilhos, os danos irreversíveis da mineração” (Pará), para entendermos suas redes de comunidades e movimentos sociais. Os encontros e o ciclo de debates ocorreram em junho, julho e agosto de 2017. Durante os meses de junho e julho de 2017, também monitoramos a página no Facebook e o site da Rede Justiça nos Trilhos, com o intuito de perceber as articulações em redes manifestadas na internet. Consideramos que as redes comunicativas da Justiça nos Trilhos são processos desenvolvidos no âmbito da comunicação comunitária, alternativa, popular e dialógica, tendo a transformação das comunidades atingidas pela Vale S.A. como objetivo central, ajudando, por meio do desenvolvimento de suas práticas nas redes sociais ou na internet, na construção e ampliação da cidadania.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Senta que lá vem história: o Gambá de Pinhel construindo narrativas de cidadania(Universidade Federal do Pará, 2023-03-15) LIMA, Paula Maryse Hoyos; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248“Senta que lá vem história: o Gambá de Pinhel construindo narrativas de cidadania” tem o objetivo de mergulhar, por meio da entrevista narrativa de ex-moradores de Pinhel, no universo da Festa do Gambá para tentar compreender de que forma a festividade contribui para o processo de construção de sentidos de cidadania. Pinhel é um Distrito do município de Aveiro e fica localizado na margem esquerda do rio Tapajós, na Amazônia paraense. A Festa é uma tradição que sobrevive há mais de 300 anos e é marcada pelo som forte do tambor chamado gambá que dá nome à festividade e o tom às folias. A Festa do Gambá é a Festa de São Benedito, santo que se apresenta não como o padroeiro oficial de Pinhel, mas sim como o santo escolhido como protetor e que arrasta um grande número de devotos, muito mais do que São José, este sim, padroeiro oficial da Igreja Católica. Para situar a pesquisa partimos de um panorama histórico sobre a comunidade de Pinhel passando pelo período da colonização até os dias de hoje, momento em que os moradores atravessam um processo de reidentificação indígena que os conecta diretamente às tradições que haviam se perdido, como forma de resistência e proteção aos valores genuínos da comunidade. Para isso, vamos enveredar pelas narrativas orais e memórias de nossos interlocutores através da entrevista narrativa proposta por Jovchelovitch e Bauer (2002). Os relatos vão dialogar com os conceitos fundantes do pensamento de Walter Benjamin (1987) sobre narração e experiência, além da ótica indígena sobre narrativas orais propostas por Vaz Filho (2008, 2010, 2013) e Kopenawa (2015). Por fim, lançamos um olhar compreensivo sobre os relatos que apontam que a reconexão com Pinhel e a experiência coletiva da Festa do Gambá manifestam, em nossos interlocutores, os sentidos de luta e de uma cidadania diferenciada (Baniwa, 2002), fora dos recortes hegemônicos. Por isso, a Festa acaba operando como canal para uma emancipação social reinventada, onde a luta por igualdade é também a luta por reconhecimento da diferença (Santos, 2007), e que ganha corpo através de formas híbridas de conhecimento emancipatório e novos olhares que criam novas epistemologias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vivências negras Amazônicas: interpretações comunicativas de jovens negras e negros da Amazônia urbana de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-03-14) FONSECA, Yasmin Luiza da Costa; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248Esta pesquisa apresenta como tema “Vivências Negras Amazônicas: Interpretações comunicativas de jovens negras e negros Belém do Pará”, por meio de relatos de um grupo de jovens negras e negros dos diversos contextos Na Amazônia urbana de Belém. Neste sentido, a pesquisa tem em sua centralidade os processos comunicativos desse grupo a fim de refletir sobre suas existências e resistências nos espaços ocupados por elas e eles. A questão norteadora da pesquisa foi: Como se constituem os processos comunicativos de um grupo de jovens negras e negros em relação às suas vivências e resistências raciais no espaço amazônico urbano de Belém do Pará? Por meio do percurso aqui chamado “(Afro)centrado nas sujeitas e nos sujeitos” utilizou-se a teoria da Afrocentricidade (ASANTE, 2009) juntamente com os métodos de pesquisa de Grada Kilomba (2019) de forma a abarcar, teórico e metodologicamente, a temática abordada. Por meio de 06 (seis) relatos de vivências, foi possível compreender a existência de dois tópicos centrais nos processos comunicativos abordados em relação a racialidade: uma em âmbito local, tendo a morenidade elencada ao povo e à cidade de Belém do Pará ter sido construída e empregada como ponto de aniquilação e distanciamento de um herança histórica e social negra, (CONRADO; CAMPELO; RIBEIRO, 2015; ALVES SARRAF, 2019) e uma em âmbito nacional, onde a divisão por “cor” ou “raça” do IBGE gera entendimentos controversos, e até o não entendimento acessível sobre ela, levando ao questionamento do quão válido seria definir-se racialmente com base nas diretrizes do órgão censitário. Ainda, a internet surge, nos relatos, como meio importante citado, permeando as vivências das sujeitas e sujeitos interlocutores. Desta forma, as relações comunicativas do grupo pesquisado iniciam impactados pelas construções sociais e simbólicas com base na diferença, no preconceito, na violência, na desigualdade e na segregação odienta social e espacial (SODRÉ, 2019; 2020), entretanto, foi possível verificar que grande parte dos relatos avança no movimento de libertação das consciências e de agência de si (ASANTE, 2009; MAZAMA, 2009), demonstrando que cada pessoa negra apresenta seu próprio ritmo e vontade em romper com os moldes de pensamento limitadores e racistas que impulsionaram/impulsionam a dinâmica da sociedade Amazônica belenense e brasileira.
