Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4452
O Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) é vinculado ao Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e iniciou suas atividades no ano de 2010, com a implantação do seu curso de mestrado, autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Sua proposta geral é promover a análise dos fenômenos comunicacionais em sua relação com as práticas culturais e sociais contemporâneas e em suas peculiaridades na Amazônia, aprofundando o conhecimento profissional e acadêmico e possibilitando a formação de pesquisadores na área da Comunicação.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC por Orientadores "NEVES, Ivânia dos Santos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém também é afro: tensões discursivas na Amazônia urbana(Universidade Federal do Pará, 2019-02-13) SARRAF, Moisés Taate Alves; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Esta dissertação busca percorrer o tema aniversário de 400 anos de Belém, comemorado em 2016, para compreender como se dá a construção do discurso sobre o aniversário da cidade, bem como os temas, os enunciados e outros discursos com os quais traça vizinhanças e relações. Para isso, vamos procurar materialidades na imprensa da cidade, traçando um paralelo entre os anos de 1966 e 2016, de modo a caracterizar o discurso em seu movimento em dois momentos de comemoração da cidade. Por fim, vamos procurar grupos políticos que fugiram a uma comemoração oficial da festa. Assim, conduziremos uma pesquisa de caráter etnográfico junto a um grupo que compõe a comunidade afrorreligiosa de Belém, procurando compreender quais os sentidos e significados que tal grupo atribui à festa do aniversário da cidade para contrapor os resultados. Nosso aporte teórico-metodológico está baseado na análise do discurso, especialmente na arqueologia do saber de Michael Foucault, bem como na utilização desta metodologia no estudo de materialidades midiáticas em Maria do Rosário Gregolin. Nossa pesquisa de campo conta ainda com a interpretação das culturas de Clifford Geertz, a etnografia urbana de Massimo Canevacci e a história oral de Alessandro Portelli. Vamos nos apoiar também em um aporte teórico da História Social e da Antropologia para discutir os resultados. O objetivo principal é, portanto, caracterizar as tensões discursivas que se desenrolam na Amazônia urbana durante a comemoração do aniversário de Belém, demonstrando seu caráter político e relacional entre diferentes projetos, que reverbera em temas como cidadania e o direito à cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entre a cultura popular e a arte urbana: a cidade de São Caetano de Odivelas-Pará nos murais contemporâneos de And Santtos e Adriano DK(Universidade Federal do Pará, 2020-03-30) COSME, Priscilla Brito; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863As cidades e seus sujeitos são historicamente construídos, suas memórias são fraturadas e, a depender das condições de possibilidades, visibilizam e silenciam discursos. Nesse sentido, tomamos a cidade não como um espaço neutro, esvaziado de memória, ou ainda um cálculo urbanístico, mas sim como espaço interativo e comunicativo. A partir desta perspectiva, analisamos os murais contemporâneos com a imensidão de cores, pincéis, tintas, spray de graffiti e Boi de Máscaras, desenvolvidos pelos artistas Adriano DK e And Santtos, com a noção de “odivelismo” proposta por ele, um estudo voltado aos valores sociais e culturais da cidade de São Caetano de Odivelas, no estado do Pará. Nosso objetivo é compreender como suas obras traduzem o espaço urbano, interagem com os moradores da cidade e deixam ver a diversidade étnica de seus moradores. Para tanto, o trabalho de campo com base em tonalidades etnográficas, envolve entrevistas semiestruturadas com atores sociais da cidade, mas se pauta, sobretudo, nas experiências vividas na cidade em companhia do artista. Nosso referencial teórico-metodológico se fundamenta na formulação de cidade comunicativa e polifônica, proposta por Lucrécia Ferrara e Canevacci, nos estudos de Foucault sobre saberes sujeitados e na definição de mural contemporâneo de Gitahy e sobre a abordagem antropológica do graffiti por Campos. Esta investigação identificou uma forma de etnomural, constituída como uma expressão pautada no cotidiano do odivelense, na poesia singular, no sentimento do morador às margens do rio Mojuim revelada em ritmos, sons e cultura popular, o olhar do mangue e da pesca, do brincar no cortejo Boi de Máscaras materializada nos muros da urbe.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Etnografia em quadrinhos: subjetividades e escrita de si Tembé-Tentetehara(Universidade Federal do Pará, 2016-03-31) OLIVEIRA JUNIOR, Otoniel Lopes de; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863A linguagem dos quadrinhos utiliza recursos textuais e imagéticos para a produção de sentidos. Mais do que só a soma destes recursos, os quadrinhos são um híbrido singular com características expressivas únicas para a produção de discursos e enunciados. Como um veículo da indústria cultural, mas não apenas contido nela, os quadrinhos desempenham o papel duplo de, ao mesmo tempo em que agem como um meio de comunicação de massa, também são uma linguagem que, devido suas condições de possibilidades históricas, propiciam o aparecimento de saberes sujeitados. Historicamente, as sociedades indígenas brasileiras sofrem um processo de ajustamento a uma cultura homogênea colonialista, seja ela histórica, seja ela cultural, seja ela etnocida. A representação dos indígenas em materialidades da indústria cultural é comumente marcada pela uniformização de subjetividades e estereotipação de imagens. Ao apresentar a linguagem dos quadrinhos e suas características, este trabalho analisará, por meio do método arquegenealógico, se tais processos de subjetivação dos povos indígenas estão presentes em um recorte de materialidades em quadrinhos produzidas na indústria cultural. Também se discutirá o processo de aparecimento dos saberes sujeitados indígenas por meio da construção autoral Tembé-Tenetehara de enunciados em quadrinhos, feitos a partir de oficinas ministradas na Aldeia Sede Tenetehara como parte de uma pesquisa de campo participante apresentado aqui por meio de uma etnografia desenhada e em quadrinhos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O indígena na telenovela brasileira: discursos e acontecimentos(Universidade Federal do Pará, 2015-07-07) CARVALHO, Vivian de Nazareth Santos; MALCHER, Maria Ataide; http://lattes.cnpq.br/5418062253829906; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Esta dissertação analisa os discursos que circulam nas telenovelas brasileiras sobre as sociedades indígenas. Para isso, nos apropriamos das formulações propostas por Michel Foucault, em “A Arqueologia do Saber”, com o objetivo de investigar as regularidades e dispersões nos discursos sobre os povos indígenas presentes nestas ficções televisivas seriadas. Partimos, principalmente, da análise de cenas das telenovelas “Aritana” (1978), “Uga Uga” (2000) e “Alma Gêmea” (2005). Mostramos como estas produções, que apresentam tramas diferentes e foram exibidas em épocas distintas, apresentam regularidades na construção de seus protagonistas indígenas. Em uma perspectiva foucaultiana, procuramos entender como os personagens indígenas são construídos nestas narrativas televisivas, quais enunciados relacionados a eles aparecem nestas produções e a que redes de memórias eles se filiam. Tomamos a categoria analítica de intericonicidade, proposta por Jean Jaques-Courtine (2013), com o objetivo de compreender a construção das imagens dos personagens indígenas presentes nestas telenovelas. Para analisar em que momentos históricos os discursos sobre as sociedades indígenas ganharam destaques nas telenovelas brasileiras, realizamos, no período de fevereiro a julho de 2014, um extenso levantamento das telenovelas que foram exibidas, ao longo de 50 anos, nas principais emissoras de televisão. A partir deste levantamento, chegamos a três grandes acontecimentos bastante imbricados com produções que trouxeram personagens indígenas em papéis de destaque: a demarcação, em 1978, do Parque do Xingu, a comemoração, no ano 2000, dos 500 da chegada dos europeus ao Brasil e o momento atual, em que acompanhamos as discussões sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O indígena notícia na Tv Liberal: corpos de memórias coletivas(Universidade Federal do Pará, 2015-11-24) SENA, Arcângela Auxiliadora Guedes de; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Esta dissertação analisa a presença indígena no telejornalismo da TV Liberal, emissora com sede em Belém, capital do Pará, afiliada à Rede Globo de Televisão, que se constitui como uma das maiores audiências do País. Analisaremos quatro materialidades, três (03) reportagens e uma (01) vinheta institucional da emissora, veiculados entre abril de 2012 e dezembro de 2014. Esse período foi recortado a partir de três acontecimentos bastante significativos para os povos indígenas que vivem no estado do Pará: a realização das edições dos Jogos Indígenas no Estado, os trabalhos envolvendo a construção de Belo Monte e o conflito entre Tembé e colonos na Terra Indígena Alto Rio Guamá. Desde o início da programação televisiva, no Brasil, em 1950, os telejornais começaram a se constituir como um significativo formador de opinião entre os brasileiros. No entanto, não são homogêneos,pois estão intrinsicamente associados aos grupos políticos ou/e econômicos a que estão ligados. A televisão, na condição de um significante dispositivo de produção de identidades,ou seja, um instrumento de controle do poder e de controle da circulação dos saberes, trabalha de maneira a ordenar os discursos, a partir de diferentes perspectivas e o telejornalismo está vinculado à ideia de tradução da realidade, ele representa a não ficção. Analisaremos o telejornalismo da TV Liberal tomando como perspectiva a descrição dentro do universo multifacetado e complexo da Amazônia. Procuraremos observar suas práticas discursivas,seus movimentos de regularidades e dispersões e as redes de memórias dos sujeitos históricos que colocam em circulação os discursos comprometidos com o sistema colonial e suas atualizações. Tomaremos o corpo indígena, apresentado nos jornais da TV Liberal, como objeto central de nossa análise. Para isso, vamos considerar o corpo indígena como principal enunciado visual das reportagens e os processos de intericonicidade que estabelecem (COURTINE, 2011). Serão também delineadores de nosso percurso analítico os conceitos de história descontínua e acontecimento, formulados por Foucault (2014). Este corpo indígena, como notícia, apresentado nas telas de TV, está imbricado com as condições de possibilidades históricas de quem produziu os telejornais e procura forjar uma “realidade” sobre os povos indígenas em uma materialidade audiovisual associado à verdade de uma história regular, que silencia os saberes ou quando aparecem, recorrentemente retomam memórias estabelecidas a partir do discurso colonial, ainda no século XVI, que se insurgiram através da literatura ou de iconografia de viagens cheias de desdobramentos morais e filosóficos, em diferentes materialidades como cartas, relatórios internos ou descrições de uma figura ideal para a sociedade àquela época. Nas pesquisas com telejornais locais, o funcionamento discursivo,muito recorrentemente atualiza esta memória colonial sobre os indígenas. Desejamos, portanto, com esse trabalho participar do debate acadêmico sobre telejornalismo, uma vez que o estudo do gênero, numa perspectiva Amazônica ainda é algo pouco explorado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Palafitas Digitais: comunicação, convergência cultural e relações de poder em Afuá(Universidade Federal do Pará, 2014-03-17) MIRANDA, Diogo Silva Miranda de; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863O presente trabalho tem por objetivo analisar as questões de comunicação na Amazônia. Para isso, procuro discutir os usos sociais que os sujeitos atribuem às diferentes tecnologias envolvidas nesse processo e as relações de poder que se estabelecem nesse ambiente. Para tal exercício, entre os diferentes teóricos que subsidiam essa pesquisa, parto da proposta teórico-metodológica de Jesús Martín-Barbero (2004), que identifica na cartografia uma perspectiva de estudo mais aberta e rigorosa e que possibilita ao pesquisador experienciar as dinâmicas do objeto. Essa vivência seria a chave para apreender a materialidade social, que necessita ser experienciada para, enfim, ser analisada. E, para observar esse cenário contemporâneo, também busco apoio na obra de Henry Jenkins (2012) a fim de entender que a cultura está passando por transformações e as diferentes Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) estão se articulando e proporcionando aos indivíduos uma experiência diferente de interação em sociedade. Contudo, é preciso ter em vista que nem todos participam da mesma forma e, nesse sentido, Michell Foucault (1996; 2008) dá suporte a essa investigação para compreender as questões analíticas do poder em sociedade, a maneira como se manifestam as disputas em pequenas ações e como os indivíduos exercem pequenas formas de dominação entre si. A partir dessas questões é possível afirmar que a Amazônia apresenta um contexto multifacetado, onde as diferenças se inscrevem em cada parte de seu território. Afuá é um exemplo da complexidade que existe na região. Localizada no extremo norte do Arquipélago de Marajó, na Amazônia paraense, a “Veneza do Marajó” (como a cidade é chamada pelos seus moradores) tem suas ruas, casas e construções elevadas sobre palafitas que sustentam a cidade inteira sobre o leito dos rios. Neste lugar particular, a web se popularizou há poucos anos pelo sinal da telefonia móvel e proporcionou um novo cenário de interação entre os seus moradores. Mas é preciso destacar que seu sucesso está fortemente atrelado à importância que as rádios possuem no estabelecimento das relações sociais dessa comunidade. Por esse fenômeno é possível perceber como cada forma de uso das TICs está ligada as experiências que se estabelecem em sociedade. Nesse sentido, pensar a comunicação na Amazônia é um exercício que exige olhar a “natureza comunicativa” dos fenômenos sociais (FRANÇA, 2001), sem perder de vista que esses acontecimentos (FRANÇA, 2012) traduzem contextos específicos, que particularizam o lugar onde se realizam. São esses contextos que possibilitam as práticas de apropriação e os usos sociais diferentes das mídias que estão à disposição dos sujeitos, que tornam a experiência dos indivíduos um acontecimento único e singular e que permitem compreender a amplitude do processo comunicativo, que vai além da simples interação social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pioneiros e duendes: desenvolvimento e integração da Amazônia a partir dos filmes documentários de Jean Manzon(Universidade Federal do Pará, 2018-04-03) SANTOS, Rodrigo Wallace Cordeiro dos; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Do final dos anos de 1940 até os dias atuais, a Amazônia brasileira recebeu várias ações do governo federal que, entre outras razões, possuem o objetivo de trazer progresso e desenvolvimento para a região. O ponto de partida desta pesquisa é a construção da estrada Belém-Brasília no final dos anos 1950, inserida num grande plano de desenvolvimento nacional, o Plano de Metas do governo do presidente Juscelino Kubitscheck. Durante o período de construção da estrada, havia uma legislação que incentivava a produção de pequenos documentários no país. O cineasta francês Jean Manzon foi um dos principais realizadores desses documentários de propaganda e sempre esteve muito próximo aos núcleos de poder do país. Aqui vamos analisar duas de suas produções sobre a construção da Belém- Brasília, Amazônia vai ao encontro de Brasília (1958) e Coluna Norte (1960) e procurar visibilizar os povos indígenas que viviam nesta região. Estes filmes são carregados de discursos sobre a Amazônia caracterizada pelo exotismo, ufanismo e ainda pela ausência de populações indígenas e outros povos. A partir dos estudos do discurso, tomando como referência as formulações de Michel Foucault e de Rosário Gregolin e de autores interessados em discussões decoloniais como Ivânia Neves e Aníbal Quijano, analisaremos quais as condições de possibilidades históricas que permitiriam que alguns discursos sobre a Amazônia fossem visibilizados e outros silenciados nestes filmes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A presença indígena nos grafites de Belém: entre fraturas e resistências(Universidade Federal do Pará, 2017-04-05) SILVA, Camille Nascimento da; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.
