Navegando por Afiliação "Instituto Evandro Chagas"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise genômica comparativa e os polimorfismos nos genes TNFA, IFNG IL6 e IL10 associados à expressão de citocinas na infecção por Plasmodium vivax no município do Itaituba, Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2018-07-19) PIMENTA, Tamirys Simão; MACHADO, Ricardo Luiz Dantas; http://lattes.cnpq.br/0307356330748427; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Correa de; http://lattes.cnpq.br/0094007714707651A malária é uma das mais importantes doenças transmitidas por vectores e que acomete grande parte da população mundial. O P. vivax é a espécie predominante nas Américas, representando 64% dos casos. A área endêmica da malária no Brasil compreende a Região Amazônica, responsável por 99% dos casos autóctones. Trabalhos anteriores demonstraram a alta prevalência da malária em garimpeiros na região Amazônica e a espécie mais frequente envolvida é o P. vivax. A resistência à malária faz parte da interação de diferentes fatores que regulam as relações entre o parasito e o hospedeiro. Essa interação é um fator determinante na resposta imune a infecção. Os polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) nos genes de citocinas têm sido explorados em estudos de variação genética humana e tentam explicar a influência dessa variação na susceptibilidade as doenças infecciosas. As variações no número de cópias (CNVs) também podem afetar potencialmente a expressão dos genes de várias maneiras, contudo pouco se sabe sobre o papel dessa variação genética na adaptação humana frente à infecção pelo P. vivax. O estudo objetivou investigar se as alterações genômicas quantitativas e os SNPs nos genes TNFA-308A>G, IFNG+874T>A, IL6-174C>G e do haplótipo -1082/-592/-819 no gene IL10, associados à produção de citocinas podem influenciar na fisiopatogenia da malária vivax. O estudo selecionou 129 pacientes, a partir de 288 atendidos na cidade de Itaituba, estado do Pará, sendo 79 pacientes sem infecção para malária e 50 pacientes positivos para P. vivax e destes, 15 tinham infecção primária a malária e 35 pacientes relataram episódios anteriores a infecção. Foi determinada a carga parasitária pela gota espessa; os parâmetros hematológicos; as citocinas foram dosas por citometria de fluxo; a genotipagem dos SNPs foi feita por PCR-SSP e a variação no número de cópias foi determinada pela técnica do aCGH. A análise estatística foi realizada utilizando o programa Bioestat e Graph-pad prim. Observados que ambos os grupos maláricos (primário e recorrente) apresentaram redução significativa no número de plaquetas; no grupo recorrente observamos aumento significativo na porcentagem de monócitos; não observamos diferenças significativas na frequência dos SNPs; não observamos associações dos SNPs com a infecção pelo P. vivax; observamos diferenças significativas nos níveis plasmáticas das citocinas entre os grupos; observamos níveis significativamente maiores nos indivíduos com o haplótipo IL10GCC/GCC e correlação entre os níveis das citocinas IL-10, TNF-α e IL-6 e a carga parasitária; observamos um aumento significativo no nível das citocinas IFN-γ, IL-6 e IL-10 no grupo com malária primária em comparação ao controle endêmico, bem como um aumento significativo na expressão das citocinas TNF-α, IL-6 e IL-10 no grupo recorrente em comparação ao grupo controle, enquanto que a expressão da citocina IFN-γ foi significativamente maior no grupo primário em comparação com o grupo recorrente. Descrevemos pela primeira as alterações quantitativas no genoma dos pacientes infectados com P. vivax e identificamos 112 genes amplificados e 12 genes deletados na população em estudo, e, apesar das CNVs encontradas não incluírem nenhum gene relacionado com receptores ou fatores de resistência a malária vivax e nem estarem correlacionados com os dados clinico-patológicos da doença, observamos vários genes com alterações no número de cópias relacionados a outras doenças. Este estudo fornece dados adicionais sobre a resposta imune entre P. vivax e o hospedeiro e as alterações genômicas quantitativas no hospedeiro de uma área endêmica de garimpo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A marca Instituto Evandro Chagas e a Amazônia enquanto território produtor de ciência(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) BASTOS, Fábio Augusto Silva; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703; https://orcid.org/0000-0001-5467-8528A presente dissertação analisa o discurso de marca do Instituto Evandro Chagas (IEC), instituição científica criada em 1936, considerada como uma das mais importantes da região Norte, para compreender como esse discurso apresenta a Amazônia enquanto território produtor de ciência. Utilizamos como corpus de pesquisa quatro materiais de divulgação institucional do IEC elaborados entre 1990 a 2021 e entrevistas semi-dirigidas com pesquisadores da instituição, além de documentos referentes à história do Instituto. A pesquisa tem natureza exploratória-qualitativa e como metodologia para análise da marca, utiliza uma abordagem multiperspectivada (BONIN, 2008) fazendo uso dos conceitos de marca, e do modelo projeto/manifestações de Semprini (2010), de maneira concatenada com a teoria dos discursos sociais, análise do discurso midiático, e contrato de leitura de Verón (1983; 1986; 1987; 2004). Como lentes teóricas para observar os investimentos de sentido da marca, são acionados o conceito de Marca Amazônia (AMARAL, 2011, 2015, 2016), junto com outros autores que analisam a região Amazônica, sua história, imaginário e construções simbólicas (COSTA, 2017; DUTRA, 2003; GONDIM, 2007; LOUREIRO, 2022). Utiliza-se também aporte das teorias decoloniais (QUIJANO, 1993; MIGNOLO, 2003, 2017) e do pensamento abissal (BOAVENTURA, 2009) como chão epistemológico para um olhar crítico sobre as construções simbólicas do modelo de ciência hegemônico enquanto forma de legitimação da superioridade eurocêntrica e como fator da hierarquização geopolítica na produção do conhecimento. Como resultado, observa-se uma condição ambígua: a Amazônia é desacreditada e periférica quando se tem em foco a produção local de ciência, mas, ao mesmo tempo, conserva um alto grau de visibilidade na produção de ciência na/e sobre a Amazônia.
