Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2390
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular (PPGNBC) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB por Autor "BOUTH, Raquel Carvalho"
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Tese Acesso aberto (Open Access) O papel da biologia molecular no diagnóstico, epidemiologia molecular e perfil de sensibilidade de cepas de M. leprae em região endêmica da Amazônia Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-10) BOUTH, Raquel Carvalho; SILVA, Moises Batista da; http://lattes.cnpq.br/5525661855611118; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125A hanseníase é uma doença crônica, incapacitante e de difícil diagnóstico, principalmente nas formas clínicas não clássicas. O objetivo deste estudo foi identificar o marcador laboratorial que apresente maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico, conhecer geneticamente as cepas de M. leprae circulantes no Estado do Pará e avaliar a realidade da droga-resistência na região. Para isso, uma equipe multiprofissional avaliou 833 indivíduos em diferentes estratégias na URE Dr. Marcello Candia, e em 14 municípios do Pará. Todos os indivíduos foram avaliados clinicamente, e coletadas amostras biológicas para análise comparativa dos resultados de baciloscopia de raspado intradérmico, detecção molecular do bacilo pela pesquisa da região RLEP por qPCR em lóbulos auriculares, titulação de anticorpos IgM Anti-PGL-I, e biópsia de pele em quem tinha lesão para exame histopatológico, detecção de RLEP, e sequenciamento do genoma completo do M. leprae. Foram clinicamente diagnosticados 351 casos, divididos nos grupos com manifestação clínica clássica e não clássica, e casos assintomáticos e 482 contatos saudáveis. A análise comparativa dos resultados demonstrou que a detecção molecular de RLEP em lóbulo auricular apresentou maior sensibilidade e especificidade e concordância com o diagnóstico clínico (72,5, 70,4 e Kappa= 0,42 respectivamente), seguida da detecção em biópsia de pele (sensibilidade= 65,8%), sorologia Anti-PGL-I com 61,2% (52,2 de especificidade), baciloscopia (41,7%) e histopatologia (25,0%). Na associação do RLEP com a sorologia, houve o aumento da correlação com a clínica (Kappa= 0,55). Na avaliação do perfil de cepas circulantes, o perfil mais frequente foi o perfil 4N (52/66- 78,8%), seguido do subtipo 4P (4/66- 6,1%), 3I (9/66- 13,6%), e 1D (1/66- 1,5%). Na análise das regiões de droga-resistência, obtivemos 3/101 (3%) de mutação conferindo droga-resistência a dapsona, gene folP1. 1/40 (2,5%) conferindo resistência às quinolonas, em gyrB. A cepa resistente em gyrB, apresentava também mutação em folP1, e nos genes fadD9, ribD, pks4 e nth, considerada hipermutante. Nossos achados direcionam o exame de detecção molecular de RLEP por qPCR associado à sorologia Anti-PGL-I como boas ferramentas para diagnóstico laboratorial da hanseníase, e que as cepas do tipo 4, originárias da África, são o tipo mais frequentes na Amazônia e que existem cepas circulantes com resistência às medicações do esquema de poliquimioterapia atual e às drogas alternativas.
