Navegando por Autor "AMARAL, Márcio Douglas Brito"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A guerra das águas: concepções e práticas de planejamento e gestão urbana na orla fluvial de Belém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2005) AMARAL, Márcio Douglas Brito; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Discute as concepções e as práticas de planejamento e gestão urbana na orla fluvial de Belém, tendo como referência empírica de análise as intervenções nela realizadas pelo Governo do Estado do Pará - Complexo Estação das Docas e Núcleo Histórico Feliz Lusitânia - e pela Prefeitura Municipal de Belém - Complexo Ver-o-Peso e Projeto Ver-o-Rio. A partir da análise desenvolvida pôde-se chegar às seguintes conclusões: 1) Nas intervenções urbanas desenvolvidas na orla de Belém estão presentes duas perspectivas de gestão e planejamento urbanos: a gestão estratégica de cidades, modelo adotado pelo Governo do Estado, e a gestão participativa, utilizada pela Prefeitura de Belém; 2) Os conflitos existentes no plano teórico-metodológico entre as duas concepções de gestão e planejamento urbanos, acabam se manifestando nas paisagens e espaços por elas produzidos. Na Estação das Docas e no Feliz Lusitânia, busca-se a produção de um espaço caracterizado pela suntuosidade, pelo luxo e pela seletividade. No Ver-o-Peso e no Ver-o-Rio, por outro lado, procura-se resgatar espaços marcados pelo regionalismo, a identidade ribeirinha e ao uso pelos grupos sociais historicamente excluídos; 3) Essas intervenções urbanas realizadas na orla têm promovido a produção de uma nova imagem e de uma nova paisagem para cidade de Belém, o Waterfront. Trata-se da produção de espaços de renovação urbana que resgatam o rio e as águas como representação simbólica da identidade amazônica.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O lazer no cotidiano: práticas coletivas como resistência(Universidade Federal do Pará, 2020-12) MENDES, Francivaldo José da Conceição; AMARAL, Márcio Douglas BritoEste trabalho discute a noção de cidade, de cotidiano, com centralidade na ocorrência do lazer. Nesse contexto o lazer é entendido como um conjunto de práticas humanas vivenciadas num tempo livre e diferenciado que coexistem temporal e espacialmente nas diferentes sociedades. O objetivo é demonstrar que em diferentes contextos espaciais vigoram variadas práticas que, a despeito de serem consideradas pouco importante, constituem-se em conteúdos significativos da vida social urbana. Essas práticas de lazer existem porque são resistência a uma lógica irredutível de poder. Em outras palavras, são expressões do cotidiano social não capturadas pela racionalidade técnica das formas urbanas e que se encontram dissociadas de um padrão que se baseia no consumo e na efemeridade das relações sociais. A reflexão aqui proposta parte de uma revisão bibliográfica combinada com reiteradas observações em campo que se deram em cidades da Amazônia e de outras regiões do Brasil. Em que pese a predominância da abstração do espaço urbano verificou-se que os sujeitos, nos diferentes tempos e espaços, mantêm uma sofisticada rede de interação e sociabilidade cuja materialidade remete a práticas espontâneas, não racionalizadas, notabilizando caminhos reais para uma cidade, um cotidiano, diferentes para e pelo lazer.
