Navegando por Autor "ANDRADE, Luiz Saturnino de"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Evolução de um sistema lacustre árido Permiano, parte superior da Formação Pedra de Fogo, borda oeste da Bacia do Parnaíba(2014-12) ANDRADE, Luiz Saturnino de; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; SILVA JÚNIOR, José Bandeira Cavalcante daAnálise faciológica e estratigráfica realizada na região de Filadélfia, TO, borda oeste da Bacia do Parnaíba, permitiu redefinir o paleoambiente da parte superior da Formação Pedra de Fogo, de idade permiana. Os depósitos estudados constituem uma sucessão de aproximadamente 100 m de espessura, predominantemente siliciclástica, com carbonatos e evaporitos subordinados, onde foram definidas 21 fácies sedimentares agrupadas em seis associações de fácies (AF): AF1) Lacustre com rios efêmeros; AF2) Lago influenciado por ondas de tempestade; AF3) Sabkha continental; AF4) Lago central; AF5) Dunas eólicas; e AF6) Lago/oásis com inundito. Estas associações indicam que durante o Permiano, um extenso sistema lacustre de clima árido, desenvolveu-se adjacente a campos de dunas eólicas e sabkha continental, com contribuições de rios efêmeros. Incursões fluviais nos lagos propiciavam a formação de lobos de suspensão e fluxos em lençol (AF1). Planícies de sabkha (AF3) formaram-se nas porções marginais do lago que, eventualmente eram influenciados por ondas de tempestades (AF2), enquanto zonas centrais eram sítios de intensa deposição pelítica (AF4). O baixo suprimento de areia eólica neste sistema propiciou a formação de um campo de dunas restrito (AF5), com desenvolvimento de lagos de interdunas (oásis), onde proliferavam núcleos de samambaias gigantes, inundados esporadicamente por rios efêmeros (AF6). Os dados faciológicos, corroborados pela paleogeografia da região durante o Permiano Superior, indicam que a sedimentação da parte superior da Formação Pedra de Fogo ocorreu sob condições climáticas quentes e áridas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fácies e estratigrafia da parte superior da Formação Pedra de Fogo, Permiano da Bacia do Parnaíba, região de Filadélfia-TO(Universidade Federal do Pará, 2012-05-02) ANDRADE, Luiz Saturnino de; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998A Formação Pedra de Fogo, de idade permiana, pertencente ao Grupo Balsas da Bacia do Parnaíba, norte do Brasil, é caracterizada por uma sucessão cíclica siliciclástica-carbonática, com expressivo conteúdo de chert (sílex), raros estromatólitos e fósseis de animais e vegetais, destacando-se troncos de madeiras silicificados, principalmente do gênero Psaronius. No intuito de ampliar o conhecimento paleoambiental e estratigráfico da porção superior da Formação Pedra de Fogo, no sudoeste da Bacia do Parnaíba, realizou-se a análise de fácies em afloramentos na região de Filadélfia (TO), SW da Bacia do Parnaíba. O estudo permitiu definir uma sucessão de aproximadamente 100 m de espessura, predominantemente siliciclástica e com carbonatos e evaporitos subordinados. Foram definidas 25 fácies sedimentares agrupadas em seis associações de fácies (AF): AF1-Lacustre com rios efêmeros; AF2-Lago influenciado por ondas de tempestade; AF3-Sabkha continental; AF4-Lago central; AF5-Campo de dunas; e AF6-Lago/oásis com inundito. Estas associações indicam que durante o Permiano, desenvolveu-se um extenso sistema lacustre de clima árido, adjacente a campos de dunas e sabkha continental, com contribuições de rios efêmeros. As incursões fluviais nos lagos propiciavam a formação de lobos de suspensão e fluxos em lençol (AF1). Planícies de sabkha (AF3) formaram-se nas porções marginais do lago que, eventualmente, era influenciado por ondas de tempestades (AF2), enquanto as zonas centrais eram sítios de intensa deposição pelítica (AF4). O baixo suprimento de areia eólica neste sistema propiciou a formação de um campo de dunas restrito (AF5) com desenvolvimento de lagos de interdunas, onde proliferavam núcleos de samambaias gigantes, inundados esporadicamente por rios efêmeros (AF6). O predomínio de esmectita e a ausência de caulinita bem como a ocorrência de evaporitos na Associação AF3 corroboram os resultados faciológicos que a sedimentação da parte superior da Formação Pedra de Fogo ocorreu sob condições climáticas quentes e áridas.Tese Acesso aberto (Open Access) Paleoambiente e paleoclima da Formação Pedra de Fogo da Bacia do Parnaíba e sua correlação com os eventos globais de silicificação.(Universidade Federal do Pará, 2019-09-02) ANDRADE, Luiz Saturnino de; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998A Formação Pedra de Fogo da Bacia do Parnaíba, localizada no Nordeste do Brasil, constitui uma unidade sedimentar que possui um dos mais importantes registros sedimentares do início do Permiano (Cisuraliano), caracterizada principalmente por intensa silicificação. Embora muitos trabalhos tenham contribuído para o entendimento do paleoambiente desta unidade, importantes lacunas quanto às condições sedimentológicas e paleoclimáticas que favoreceram a grande concentração e preservação da sílica, mediante as mudanças globais ocorridas no início e ao longo do Permiano, ainda permanecem inconclusivas. Apesar de notório que as fontes de sílica contribuíram para o expressivo conteúdo de chert, estas nunca foram satisfatoriamente explicadas. Não se tem referências sobre as origens orgânica e/ou inorgânica, bem como, pouco se sabe a respeito das condições e processos que conduziram à preservação dos depósitos e concreções silicosas, bem como a gênese da conhecida ocorrência de carbonatos. No intuito de preencher estas lacunas, e/ou contribuir para o melhor entendimento dos processos deposicionais na Formação Pedra de Fogo. Este estudo fez análises de fácies e estratigrafia, e petrografia, complementadas por imagens de catodoluminescência, análise de DRX e MEV-EDS nos depósitos permianos expostos nas porções leste, sul e oeste da Bacia do Parnaíba. As principais fácies sedimentares foram agrupadas em associações de fácies representativas de um sistema fluvial entrelaçado e eólico, posicionados no topo da Formação Piauí (Carbonífero). Esses dep ósitos são sobreposto por um sistema lacustre-sabkha da Formação Pedra de Fogo, dominado por ondas de tempestades, e alimentado por uma rede de fluviais efêmeros. De uma forma geral, a Formação Pedra de Fogo representa um sistema lacustre de clima árido, endorréico, frequentemente afetado por regimes de tempestades e alimentado por fluviais efêmeros, na sua maioria não-canalizados. Embora caracteristicamente de clima árido, este sistema mantinha, pelo menos sazonalmente, teores relativamente elevados de umidade suficiente para manutenção e proliferação de sua pujante tafoflora, formada principalmente por samambaias e gimnospermas. Essa flora colonizava as margens desses lagos, tanto nos períodos relativamente úmidos, quanto nos períodos relativamente secos, como forma de compensar a reduzida umidade do macroambiente. As variações entre o posicionamento estratigráfico dos registros de estruturas organossedimentares (tapetes microbianos e estromatólitos estratiformes) e caules de gimnospermas em posição de vida, foram interpretadas como variações recorrentes da linha de costa lacustre, em resposta as fases de expansão e contração desses lagos, desencadeadas por sazonalidades climáticas que prevalecia na porção ocidental sul do Pangeia. Provavelmente, a flora da Formação Pedra de Fogo constituiu importante catalizador da expressiva silicificação que caracteriza esta unidade. Esta silicificação é predominantemente sindeposicional/eodiagenética, formada amplamente por microquartzo, sob condições de supersaturação em sílica suficientemente alta para preservar delicados filamentos de cianobactérias, bem como pínulas de samambaias e caules de gimnospermas em posição de vida. A oclusão de fraturas e vazios de dissolução (poros secundários) por mosaico de cristais de megaquartzo, esferulitos de calcedônia e duas gerações de calcedônia fibrosa (chalcedonic overlay), além de grandes cristais (mm) em drusa de calcita espática, são indicativos de silicificação policíclica e posterior circulação de fluidos carbonáticos até zonas mesogenéticas. A presença da microtextura gridwork, indica que a gêneses da silicificação é similar ao chert-tipo Magadi (Rift Valley no Quênia), porém de fontes distintas, dada a inexistência, pelo menos até o momento, de fontes vulcânicas associadas aos depósitos do Pedra de Fogo.
