Navegando por Autor "AQUINO, Evelyn Cristina Ferreira de"
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Artigo de Periódico Desconhecido Narrative identities and the plebiscite in Pará: an analysis of the front pages for O Liberal and Diário do Pará(Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, 2017) COSTA, Alda Cristina Silva da; BRAGA, Thaís Luciana Corrêa; AQUINO, Evelyn Cristina Ferreira deEm 11 de dezembro de 2011, o plebiscito no Pará propôs a criação dos estados de Carajás e de Tapajós a partir da divisão do estado do Pará. O resultado da consulta pública foi negativo aos dois projetos. O artigo analisa as identidades narrativas constituídas pelas primeiras páginas dos jornais O Liberal e Diário do Pará sobre o plebiscito no Pará. Utilizou-se como referencial metodológico a Hermenêutica em Profundidade (HP), proposta por Thompson (2011). A HP evidencia o fato de que o objeto de análise é uma construção simbólica significativa, que exige uma interpretação. Como principal técnica de pesquisa, a análise narrativa, proposta por Motta (2007), com ênfase no movimento de construção de personagens jornalísticas (discursivas). As identidades narrativas construídas pelos dois jornais indicaram que ambos eram contrários à criação dos novos estados, porém por motivos divergentes. A bandeira do Pará foi o principal elemento utilizado para evocar a ideia de unidade.Artigo de Evento Desconhecido Práticas discursivas na Amazônia: a disputa jornalística no plebiscito no Pará(Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2016-06) NUNES, Paulo Jorge Martins; BRAGA, Thaís Luciana Corrêa; AQUINO, Evelyn Cristina Ferreira deO artigo objetiva identificar e compreender as práticas discursivas belenenses sobre o plebiscito no Pará, em 2011, a partir dos jornais impressos O Liberal e Diário do Pará. Discurso é tomado como um evento comunicativo singular que envolve atores sociais em um ambiente específico. O jornalismo, como ato de palavra social, inscreve o eu e o outro em situações de co-presença e mútua afetação. Adotou-se a natureza comunicacional, proposta por Vera França, como postura teórico-metodológica. Utilizou-se os Estudos Críticos do Discurso, propostos por Van Dijk, como técnica de coleta dos dados. Os resultados apontaram que os dois periódicos construíram discursos contrários à divisão do Pará. O Liberal evidenciou o interesse mercadológico e posicionamento político de acordo com o governo do Estado, tratando Carajás e Tapajós como forasteiros. Já o Diário do Pará adotou postura eminentemente política, de acordo com os interesses do Grupo RBA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sim ou Não? O plebiscito no Pará em 2011, estratégias discursivas e sentidos nas campanhas televisivas(Universidade Federal do Pará, 2015-02-20) AQUINO, Evelyn Cristina Ferreira de; SEIXAS, Netília Silva dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/2301685130625189A proposta deste estudo foi observar como se constituíram as estratégias discursivas nas campanhas televisivas das frentes pró e contra a criação dos estados do Carajás e do Tapajós no plebiscito de 2011, no Pará, e quais os sentidos ofertados por essas estratégias. Em 2011, a população paraense foi às urnas com uma grande responsabilidade em mãos: foi a primeira vez que o cidadão foi chamado para decidir sobre a criação de estados. Previsto pela Constituição de 1988, fundamentado pela lei 9.709, que prevê a participação da população para decidir sobre desmembramentos de territórios e criação de novos estados e pela Resolução 23.354, que dispôs sobre a organização e conduta da campanha plebiscitária, o plebiscito marcou a história do país. Os antigos anseios de reordenamento territorial na Amazônia vêm desde sua própria constituição como sociedade, fundada no mito da unidade territorial. Os debates sobre a necessidade de reconfigurar o mapa do estado para viabilizar uma administração que alcance sua extensão territorial e proporcione desenvolvimento local serviram também para dar corpo aos preceitos de uma divisão política, com diversos tipos de interesses em jogo. A campanha na televisão começou no dia 11 de novembro e encerrou no dia 7 de dezembro. Ao todo, foram produzidos 80 programas, veiculados às 12h-12h10 e às 19h30-19h40. Foram analisados 20 programas, 10 do "sim" e 10 do "não". A análise teve como base as premissas de que as frentes pró e contra a criação dos estados do Carajás e do Tapajós no plebiscito de 2011 apresentaram seus programas em um processo de interação, um em resposta ao outro, e, a partir disso, construíram suas estratégias e seus discursos, e que as campanhas se apropriaram de um processo histórico e cultural de (re)produção discursiva sobre o Pará para construir seus argumentos. Os procedimentos metodológicos envolveram o uso do método da análise do discurso na vertente dialógica de Mikhail Bakhtin. Outros autores importantes foram Antonio Fausto Neto, para compreender as estratégias discursivas; Eliseo Verón, sobre discurso político, enunciação e enunciado; Vera França e Adriano Duarte Rodrigues, acerca da discussão sobre interação comunicacional. A análise mostrou que as frentes de campanhas trabalharam com estratégias discursivas que ofertaram dois macrodiscursos: o discurso da integridade e união da população contra a divisão, por meio de apelos à cultura (frentes do "não") e o discurso dos novos estados como única solução para todos os problemas do Pará, por meio da apresentação de fatores econômicos (frentes do "sim"). Outros discursos encontrados foram o da integridade regional; do desenvolvimentismo; dos estados que deram certo; da extensão territorial; do abandono e da ingovernabilidade; da ingerência externa e dos estados inviáveis. Mesmo com a vitória do "não" à divisão, as consequências desse resultado e sua discussão estão longe de se estagnar. Analisar as campanhas televisivas do plebiscito foi uma forma de compreender a Amazônia. Para uma região complexa e heterogênea com dificuldades de ser pensada, só uma metodologia conjuntural e amplificada pode dar conta de sua extensão não só territorial, mas, sobretudo, histórica, social, política e discursiva.
