Navegando por Autor "ARCANJO, Nathany Melo Machado"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Hidrelétrica de Belo Monte: dinâmica socioespacial das famílias no RRC Travessão 27 Km, Vitória do Xingu/PA(Universidade Federal do Pará, 2019-12) HERRERA, José Antônio; ARCANJO, Nathany Melo Machado; SILVA, Darlene Costa daNeste artigo apresentam-se as dinâmicas socioespaciais das famílias do Reassentamento Rural Coletivo (RRC) localizado no km 27 da BR 230 em Vitória do Xingu-PA. O mote está em discutir como os reassentados se organizam neste novo espaço agrário gerado pelo deslocamento compulsório das famílias diretamente impactadas com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte – UHBM. Partindo desta constatação, apresentou-se como resultado da pesquisa a necessidade de analisar a dinâmica socioespacial das famílias reassentadas do RRC que se dá de forma diversificada e oposta, para tal análise foram utilizados dados coletados em campo por meio de entrevistas com as famílias do RRC.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Produção forçada de um novo espaço para viver: o caso do Reassentamento Rural Coletivo km 27 – RRC, em Vitória do Xingu/Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) ARCANJO, Nathany Melo Machado; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024O crescimento econômico do Brasil está fortemente baseado na exploração dos recursos naturais, especialmente na região amazônica. No entanto, essa exploração altera as dinâmicas socioespaciais das comunidades locais. O aumento da demanda por energia, impulsionado pelo discurso político de desenvolvimento do país, tem levado à implementação de grandes projetos hidrelétricos na Amazônia paraense. Um exemplo é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHEBM) construída na Volta Grande do Xingu, que resultou no deslocamento compulsório de várias famílias que viviam nas áreas atingidas pela materialização desse grande objeto técnico, acarretando deformações nos modos de vida tradicionais dos sujeitos ribeirinhos, descaracterizando suas origens e, obrigatoriamente, transformando-os em indivíduos citadinos ou em agricultores/trabalhadores rurais, aqueles que antes eram reconhecidos como famílias ribeirinhas, dada a condição do espaço em que viviam e suas relações direta com o rio, agora são caracterizados como famílias reassentadas, ainda sobre a condição do espaço que os transfiguram para reassentados do Reassentamento Rural Coletivo. Tendo em vista estas transformações dadas na região, objetivou-se em pesquisa compreender a produção do espaço do Reassentamento Rural Coletivo do km 27, situado em Vitória do Xingu, Pará (RRC). Esse reassentamento é concebido por agentes externos com o propósito de oferecer condições equivalentes ou superiores às que as famílias tinham antes da construção da Usina Hidrelétrica. Para o levantamento dos dados primários foram realizadas entrevistas semiestruturadas tanto com as famílias reassentadas como as famílias moradoras do Reassentamento nos anos de 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022, permitindo compreender a produção do espaço do RRC, bem como a apreensão da realidade das famílias realocadas, além da inserção em campo, foram analisados os documentos oficiais da Norte Energia, como os relatórios consolidados entre outros, referentes ao objeto de estudo. Verificou-se que as famílias deslocadas, obrigatoriamente, procuram estabelecer novos modos de produção, novas estratégias e novas dinâmicas socioespaciais no novo espaço, tentando a adaptação àquilo que os agentes externos impuseram como auxílio de reprodução para suas novas condições de vida.
