Navegando por Autor "BARBOSA, Vanessa Brito"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Capital social e governança ambiental em cooperativas minerais: evidências da Amazônia Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2026-04-16) BARBOSA, Vanessa Brito; SOUZA, Armando Lírio de; http://lattes.cnpq.br/8782066216945002; LUCENA, Bruno Rafael Dias de; http://lattes.cnpq.br/0451524747464562; https://orcid.org/0000-0002-9300-4005; CORREIA, Suzanne Érica Nóbrega; POLETO, Thiago; http://lattes.cnpq.br/0431849242809370; http://lattes.cnpq.br/2623462990819090; https://orcid.org/0000-0003-3613-234X; https://orcid.org/0000-0001-7100-2319A mineração artesanal na Amazônia enfrenta desafios de governança ambiental em contextos de informalidade produtiva e baixa capacidade institucional. Este estudo analisa como princípios cooperativos e dimensões do capital social sustentam, ou limitam, regras, responsabilidades e rotinas ambientais em uma cooperativa mineral de Marabá, Pará. Adotouse estudo de caso qualitativo, com 11 entrevistas semiestruturadas, observação em campo e análise documental, interpretadas pelas dimensões estrutural, relacional e cognitiva do capital social. Os resultados indicam que assembleias, consenso e controle social fortalecem confiança e coordenação, sustentando práticas ambientais de conformidade. Entretanto, a instabilidade produtiva fragiliza a continuidade das rotinas, enquanto a baixa apropriação de princípios, direitos, deveres e critérios econômicos compromete a dimensão cognitiva. A principal contribuição do estudo está em demonstrar que o limite da governança ambiental decorre da dificuldade de transformar vínculos relacionais em aprendizagem formal, critérios compartilhados, atribuições definidas e monitoramento interno. Essa limitação torna-se mais evidente quando analisada pela Green Entrepreneurial Orientation, que revela uma orientação verde reativa, induzida por fiscalização, exigências de mercado e proteção reputacional. Além disso, valores territoriais de preservação sustentam práticas como descarte de rejeitos e reflorestamento, sem gerar proatividade, inovação incremental e disposição para assumir riscos ambientais. O estudo conclui que a governança ambiental em cooperativas minerais amazônicas depende da conversão do capital social em capacidades dinâmicas, isto é, na habilidade da cooperativa de integrar, construir e reconfigurar recursos e competências internas e externas, convertendo aprendizados organizacionais em práticas verdes.Artigo de Evento Acesso aberto (Open Access) Governança e desenvolvimento territorial: a cadeia produtiva de gemas no estado do Pará(Universidade da Amazônia, 2019-11) BARBOSA, Vanessa Brito; VASCONCELLOS SOBRINHO, MárioO Estado do Pará guarda em seu subsolo vasta riqueza mineral, dentre esta, encontram-se inúmeras ocorrências de gemas inorgânicas, popularmente conhecida como pedras preciosas. O objetivo deste artigo é discutir como se apresenta a cadeia produtiva de gemas e sua estrutura de governança com fins de desenvolvimento territorial. O setor gemológico é entendido por sua cadeia produtiva composta de três elos, fundamentais, a saber: a mineração, a manufatura e a venda. Quanto a definição de governança territorial, pode ser interpretada como a prática do poder e da autoridade para gerir um território, compreendendo os recursos, processos e instituições através dos quais os cidadãos e grupos unem seus interesses a partir de consenso. A metodologia utilizada foi exploratória e envolveu entrevista com os profissionais do setor como também levantamento documental incluindo relatórios, mapas e planos de mineração. Os resultados demonstram que o primeiro elo da mineração é o responsável pela extração da matéria-prima, no entanto, esta atividade vem sendo explorada pela atuação garimpeira irregular. O segundo elo, é o da manufatura e envolve a lapidação e as tecnologias associadas, porém são poucos os profissionais qualificados para essa atividade. Os bens de capital são defasados, adquiridos em outros estados, e em condições precárias. O terceiro elo da cadeia é a comercialização e nele se constata a evasão de toda produção de gemas para outros estados e países, sem abastecimento do comércio local.
