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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) "A conquista do Amazonas": Antônio Parreiras e a sua representação na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2019-09) CASTRO, Raimundo Nonato deO quadro “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras, é rico em detalhes e capaz de remeter o expectador ao período colonial, contudo, trata-se de uma produção do início do século XX e nele é possível ver a construção de uma identidade regional pela qual marca o nascimento do Estado do Pará para além das fronteiras com os outros estados da federação. A produção de um quadro com essa simbologia não poderia ser delegada a um pintor qualquer, nesse sentido, Antônio Parreiras foi responsável por pintar a sua obra-prima que ficaria no Pará como parte do projeto republicano de construção de símbolos nacionais. Com esta encomenda, Antônio Parreiras organizou a sua primeira tela histórica. Nesta perspectiva, o principal objetivo é identificar os diversos aspectos presentes na tela A Conquista do Amazonas de Antônio Parreiras. Ressaltando que a tela narra um dos grandes feitos do período colonial, mas a sua produção faz parte de um projeto de construção de uma identidade regional. Tanto que a tela está dividida em três momentos-chave. O primeiro relaciona-se ao ato de conquista, no qual a leitura do termo de posse é feita. No centro, os cinco membros da expedição chefiada por Pedro Teixeira ouvem de maneira solene, não havendo manifestação de desrespeito; O segundo momento relaciona-se com a ideia de civilização em que o europeu conduz o elemento indígena em direção à vivência em sociedade e ao progresso. E, por último, o predomínio quase absoluto das tecnologias europeias, uma vez que as velas das embarcações portuguesas ocupam lugar de destaque se comparadas àquelas produzidas pelos indígenas amazônicos.Tese Acesso aberto (Open Access) O lápis endiabrado: adrelino cotta e a caricatura em Belém do Pará nos anos 20(Universidade Federal do Pará, 2018-11-29) CASTRO, Raimundo Nonato de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231A cidade de Belém, dos anos de 1920, carregava no imaginário da sua população a ideia de que a urbs era marcada por seus aspectos “modernos”. E o palco ideal para reforçar esse imaginário foi as páginas dos periódicos e semanários que circularam na capital do Pará nas primeiras décadas do século XX. Justamente neste cenário que a figura de Andrelino Cotta conseguiu construir, com as suas análises, imagens que foram capazes de questionar a maneira como a Belém “moderna” era vista diante dos diversos problemas vividos na capital paraense. Com as representações caricaturais, por exemplo, os periódicos tinham as armas capazes de conduzir as interpretações no processo de formação simbólica, criando estereótipos, os quais buscavam representar a cidade. Nos jornais e revistas construíram representações as mais diversas, como as de caráter humorísticas que eram marcadas pelos aspectos breves, concisos, trucados, rápidos e revertidos de significados, demonstrando certa familiaridade. Nesse aspecto de disputa ideológica, os intelectuais, mostraram-se atuantes no circuito editorial, em especial, os humoristas destacaram-se por construir pelo lápis a produção artística recheada de dupla interpretação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sobre o brilhante efeito: história e narrativa visual na Amazônia em Antônio Parreiras (1905 – 1908)(Universidade Federal do Pará, 2012) CASTRO, Raimundo Nonato de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231A tela A Conquista do Amazonas de Antônio Parreiras procura representar o domínio lusitano sobre os povos amazônicos, demonstrando a soberania do branco, fato este essencial para o início da república brasileira. Neste caso, o quadro é uma tentativa de reviver as grandes conquistas lusitanas, utilizando-se de uma analogia, como se a implantação Republicana ganhasse uma dimensão grandiosa, característica das conquistas europeias do período colonial. Portanto, ter um fato passado, capaz de gerar uma unidade, era considerado essencial à formação de uma nação. Sendo caracterizada como um princípio espiritual; considerada sagrada e baseada em um passado heroico. Neste caso, a nação era uma solidariedade em larga escala, constituída da percepção dos sacrifícios feitos no passado. O artista desempenhou um papel fundamental, buscando as origens da existência da nação, imaginando-a, de modo a apresentá-la aos cidadãos, confrontando-os, mesmo nos locais mais distantes da nação.
