Navegando por Autor "CASTRO, Valdiney Valente Lobato de"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Entre críticas e aplausos: os caminhos da consagração dos contos machadianos(Universidade Federal do Pará, 2018-04-06) CASTRO, Valdiney Valente Lobato de; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840O jornal foi o principal suporte por onde a literatura foi veiculada na segunda metade do século XIX, atingindo, como uma locomotiva, leitores diversificados nos mais diferentes espaços. Grande parte desses sujeitos era bastante instruída e acompanhava avidamente a circulação das produções literárias figuradas nos folhetins. Entre essas composições, o conto machadiano, apesar de ser apreciado pela crítica especializada como uma forma eclipsada pelo sucesso de outros gêneros, percorreu as páginas desses periódicos por cerca de quase meio século e ajudou a consagrar o nome de Machado de Assis muito antes da edição de seu primeiro romance. Em 1869, já com mais de trinta contos escritos, o autor começou a recolher essas narrativas breves em coletâneas e a publicá-las, alcançando significativa quantidade no número de tiragem e com venda aos editores a valores expressivos, o que resultou em sete antologias: Contos Fluminenses (1870), Histórias da Meia Noite (1873), Papéis Avulsos (1882), Histórias sem Data (1884), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1899) e Relíquias da Casa Velha (1906). Quando essas seleções ganharam as ruas, notas de divulgação, opiniões de leitores, anúncios de venda e críticas foram lançados nas folhas públicas do Rio de Janeiro, o que revela a grande atenção da recepção. Analisar esses escritos é o principal objetivo deste estudo, bem como cotejá-los com o julgamento construído por décadas sobre os contos, que hoje resulta em uma fortuna crítica estimável, mas que muitas vezes tem menosprezado as fontes primárias, como os contratos, os manuscritos, as cartas e os próprios periódicos onde originalmente esses contos foram editados. Considerar esses acervos para a organização das coletâneas também é objetivo desta tese, uma vez que Machado, ao selecioná-las, preocupava-se com a representação que queria construir para os leitores, como bem revelam seus prefácios e as cartas aos seus editores. A leitura dos escritos exibidos nas gazetas brasileiras pelo lançamento dos volumes de contos pode tanto ajudar a desenhar a compreensão que Machado tinha sobre seus leitores quanto a conceber os critérios de julgamento da recepção dos leitores coetânea às publicações do autorDissertação Acesso aberto (Open Access) Feitiços velados às gentis leitoras: “Cinco Mulheres” no Jornal das Famílias(Universidade Federal do Pará, 2014-06-26) CASTRO, Valdiney Valente Lobato de; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840Esta dissertação analisa a presença da moralidade no conto "Cinco Mulheres", de Machado de Assis, publicado no Jornal das Famílias em agosto e setembro de 1865, para tanto considera a perspicácia do narrador na composição da personagem feminina e na construção do enredo. Objetivou-se ressaltar como Marcelina, Antônia, Carolina, Carlota e Hortência, mesmo delineadas para figurar em um jornal moralizante, revelam muito sutilmente a ruptura com a submissão que se esperava da mulher da época. Para isso, foram observados, no periódico, as seções, os expedientes, os editorias, as ilustrações, a fim de perceber cintilações da representação de subordinação alegórica da mulher do século XIX. A escassez de textos críticos sobre os primeiros escritos do autor revela o desinteresse com que essas obras têm sido tratadas e a leitura do conto em tela é uma maneira de resistir à compreensão de que somente os textos depois da década de 80 merecem complexidade, o que também é objetivo deste estudo. Com isso, o levantamento da fortuna crítica dos textos iniciais de Machado, em especial os direcionados aos seus contos, oportuniza discutir sobre a composição da figura feminina e como ela era apresentada à leitora do jornal casamenteiro. Ao invés de apresentar o casamento como sustentáculo da sociedade, o "Bruxo do Cosme Velho" apresenta as incongruências possíveis de ocorrer nos matrimônios: enlaces sem amor, infelicidade do casal, traição do marido e da esposa, o que possibilita à leitora da época refletir sobre sua condição subalterna diante da sociedade patriarcal e do cerceamento vivido.
