Navegando por Autor "DIAS, Gustavo Francesco de Morais"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Agro não é tudo: a expansão da monocultura da soja sobre os territórios quilombolas na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2023-08-09) DIAS, Gustavo Francesco de Morais; RAVENA, Nírvia; http://lattes.cnpq.br/0486445417640290O bioma Amazônia tem passado por intensas transformações nas duas últimas décadas em decorrência principalmente do avanço da agropecuária. Nesse sentido, a atual Constituição Federal reconhece as comunidades quilombolas como grupos culturais com direito a delimitação de suas terras, porém na Amazônia este direito tem sido ameaçado pelo avanço do agronegócio. Logo, a pergunta de pesquisa da presente tese é de que forma a dinâmica de uso e cobertura da terra afeta os territórios pertencentes as populações tradicionais e as unidades de conservação? Além disso, se investigou sobre as influências do Código Florestal Brasileiro (CFB), Moratória da Soja e Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o avanço do plantio de soja na região. Este estudo se concentrou nos municípios paraenses de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém-PA. Além dos municípios foram também analisados a Floresta Nacional do Tapajós (FNT) e os quilombos presentes no município de Santarém: Murumurutuba, Bom Jardim, Maria Valentina, Arapemã, Tiningu e Murumuru. Para a análise das imagens da região foram utilizados dados disponibilizados pelo programa Mapbiomas do período de 2000 a 2019. Para se descrever a interação entre os atores envolvidos na arena de expansão da soja na região do Planalto Santareno, utilizou-se as metodologias da Institutional Analysis And Development (IAD) Framework e Qualitative Comparative Analisis (QCA) com os pressupostos da Lógica Fuzzy por meio da descrição dos dados oriundos dos questionários aplicados, entrevistas e fontes secundárias. Com as análises realizadas foi possível observar que nos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra há uma supressão floresta considerável devido ao avanço da produção de soja e pastagem, as quais aumentaram de forma exponencial nos últimos anos. Soma-se a isso as incongruências observadas entre o CFB e a moratória da soja que permitem aos produtores avançarem com a produção de soja na Amazônia. Além disso, observou-se que a expansão da área plantada com soja é decorrente de uma série de investimentos públicos e privados em infraestrutura, em especial na abertura de estradas e rodovias, construção de portos e subsídios aos grandes agricultores. Na região do Planalto Santareno foi observado que as comunidades quilombolas enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso a serviços públicos de saúde, infraestrutura e ausência de apoio do Estado. No estudo identificou-se um avanço da soja dentro e nas proximidades das comunidades quilombolas a partir de 2014, isso preocupa estes povos quanto a manutenção de seus territórios, seu modo de vida e sobre o aumento de danos sobre os recursos naturais locais. Também foi identificado que as variáveis floresta e soja são condições necessárias para a explicação das mudanças no uso e cobertura da terra sobre populações tradicionais, logo somente quando analisadas conjuntamente é que são suficientes para explicar o fenômeno, ou seja, somente com a melhora das condições floresta e soja é que se conseguirá que não ocorram danos em decorrência das mudanças no uso e cobertura da terra sobre as populações quilombolas da região de Santarém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As mudanças no uso e cobertura da terra e o comportamento hidrológico da bacia do rio Capim(Universidade Federal do Pará, 2018-04-09) DIAS, Gustavo Francesco de Morais; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594As implicações ocasionadas pelas mudanças no uso e cobertura da terra afetam o comportamento hidrológico de bacias hidrográficas; neste contexto, insere-se a bacia do rio Capim localizada no nordeste do Estado do Pará. O estudo teve como objetivo relacionar o comportamento da vazão com as mudanças no uso e cobertura da terra da bacia, para os anos de 2004, 2008, 2010 e 2014. Para isso, utilizou-se os dados de uso e cobertura da terra do projeto TerraClass, a fim de se identificar a proporção das classes na bacia e nas APP’s; para avaliação do comportamento hidrológico analisou-se a vazão média mensal e os trimestres de maior e menor vazão, além da espacialização e o comportamento da precipitação no período de 1983 a 2014. Os resultados indicam uma redução na classe floresta para a bacia do rio Capim, e aumento das classes pastagem e agricultura, porém nas APP’s identificou-se um aumento da classe floresta no período 2004 a 2014. Obteve-se uma alta correlação, tanto para os usos e coberturas de toda a bacia como para somente as APP’s dos recursos hídricos, entre as classes floresta e pastagem com as vazões do rio Capim. A análise da paisagem da bacia mostrou um aumento da fragmentação florestal, sendo que as métricas com maior correlação com o comportamento da vazão foram as métricas de borda total (TE) da floresta, índice de agregação (AI) da pastagem e índice de intercalação e justaposição (IJI) e AI da agricultura; indicando que a fragmentação da cobertura florestal da bacia e ampliação das áreas destinadas a pastagens tem obtido reflexo no comportamento da vazão.
