Navegando por Autor "FAIRCHILD, Thomas Massao"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Conhecimento técnico e atitude no ensino de língua portuguesa(2009-12) FAIRCHILD, Thomas MassaoContra a ideia de que os conhecimentos técnicos do professor de língua materna sirvam prioritariamente ao conteúdo de seu ensino ou ao planejamento de suas aulas, neste artigo, discute-se o preceito de que tal conhecimento seja assumido também como base para a elaboração de uma atitude a ser mantida nas interações face a face da sala de aula. Essa atitude diz respeito à constante necessidade de tomar decisões diante do inesperado e aponta para a construção de um lugar discursivo específico do professor de língua - o de quem escuta a palavra do aluno e a enlaça à sua, de maneira a garantir que a assunção de um lugar de sujeito passe por uma reflexão sobre os meios linguísticos disponíveis para tanto. Toma-se como exemplo para esse debate a interpretação inusitada que alguns alunos fazem da palavra "rataria", presente num texto de Monteiro Lobato. Discutem-se certas atitudes que poderiam ser tomadas em relação a esse erro de leitura e suas implicações: requisitar a modificação da resposta, modificar o material didático, explicitar o trabalho linguístico subjacente ao erro ou utilizar o erro como pretexto para outras atividades. Os encaminhamentos discutidos fundamentam-se na premissa de que erros e outras manifestações imprevistas não apenas revelam procedimentos de construção do conhecimento, mas também oferecem oportunidades importantes para que o professor se faça incluir na palavra do aluno, sendo, portanto, um aspecto fundamental na construção de uma relação em que o ensino se torne possível.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A constituição do dado em escritos sobre a prática de ensino de língua: análise discursiva de relatórios e artigos(Universidade Federal do Pará, 2016-12) FAIRCHILD, Thomas MassaoApresentamos resultados parciais de um projeto de pesquisa em que vimos discutindo o papel da escrita na formação de professores. A premissa geral é a de que escrever sobre a aula pode ser um trabalho pelo qual o professor produz, para si e para outros, dados que permitem levar adiante, por meio de uma atividade posterior, a reflexão e os posicionamentos assumidos por ele no próprio momento da aula. Neste artigo, focamos a exposição de dois aspectos dessa pesquisa: a análise de tipo "polifônico", centrada no deslindamento das "vozes" que compõem o discurso escrito sobre a aula, baseada nas ideias de O. Ducrot; e o questionamento sobre o que a configuração do enunciado pode dizer acerca do "sujeito empírico" responsável por ele, afastando-nos de Ducrot em favor de Bakhtin. Os dados discutidos aqui representam dois universos: textos escritos por estudantes cursando disciplinas de prática em cursos de Letras e artigos acadêmicos sobre o ensino de língua publicados em periódicos da área. Apontamos três problemas comuns a ambas as esferas: a) o uso de termos "vicários" em substituição ao registro de informações concretas; b) a inserção de discursos citados como enunciados a que se responde e não como dados que se analisam; c) conclusões sobre o ensino que não se vinculam aos dados ou análises apresentadas. Sintetizamos os resultados das análises afirmando que, quando se trata de discutir o que se passa na sala de aula, mesmo quando se escutam as "vozes" que emanam desse espaço, não se lhes confere um estatuto claro de dado, dando-se aos discursos citados tratamentos diversos e fazendo com que o discurso resultante seja inconsistente enquanto análise da aula.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O professor no espelho: refletindo sobre a leitura de um relatório de estágio na graduação em letras(Universidade Federal do Pará, 2010) FAIRCHILD, Thomas MassaoNeste artigo defendo que um dos entraves centrais do ensino de Português é a dificuldade de o professor sustentar um discurso específico sobre o seu objeto de especialidade, o que põe em jogo sua própria condição profissional. Contra isso, venho pesquisando a formação de um “discurso profissional docente” através da análise da escrita de alunos de graduação em Letras. Apresento aqui a leitura de um relatório de estágio a partir do conceito de “imagem” proposto por Pêcheux (1969). Problematizo especificamente alguns processos de escrita que parecem favorecer a evasão do sujeito em relação à sua experiência mais do que a construção de conhecimento a partir dela. Nesse caso, em vez de se valer de instrumentos teóricos para analisar dados empíricos, o sujeito adere a explicações laterais ao seu objeto de análise, cujo motor é a ocultação de uma imagem de si. O resultado é uma elaboração que dificilmente se traduz em efeitos de formação, mas antes preserva o caráter leigo de seu discurso sobre o ensino.
