Navegando por Autor "FARIAS, Antonio Edson"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Comunidade quilombola Tipitinga: organização, identidade e direito à terra(Universidade Federal do Pará, 2018) FARIAS, Antonio Edson; ARAÚJO, Arivaldo Silva deO presente trabalho tem como objetivo discutir a organização da comunidade quilombola do Tipitinga e o acesso à terra desse grupo a partir da fundação da Associação de Moradores. Tipitinga está localizada no Município de Santa Luzia do Pará no nordeste paraense. Foi tradicionalmente ocupada pela família Vitorino Ramos desde meados do século XIX. A luta organizada pela conquista do título único e coletivo iniciou-se no ano de 2005 através da criação da associação denominada Associação de Moradores Quilombo do Tipitinga. Foram 03 anos de persistência, enfrentando a burocracia, até que no ano de 2008 foi lhes concedido o título almejado, garantindo o direito ressalvado na Constituição Federal, oficializando o direito à terra daqueles moradores. Nesse sentido, a legislação brasileira que trata dos interesses dos quilombolas é muito lenta, de modo que retarda a legitimidade da identidade étnica e cultural dos remanescentes quilombolas, já que para ser dito como tal precisa do aval governamental.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Religiosidade, cultura e indentidade: festividade de São Brás na comunidade quilombola do Jacarequara em Santa Luzia do Pará(Universidade Federal do Pará, 2018) FARIAS, Antonio EdsonPara Geertz (1989) a religião produz uma visão de mundo que informa o comportamento humano, assim, neste trabalho investigamos as ligações entre religião, cultura e identidade, tendo como mote as manifestações da religiosidade em uma comunidade de remanescentes, visando compreender como os seus membros pensam e se organizam na festividade de São Brás, que marca o calendário religioso anual em Jacarequara. Essa festa de santo possibilita-nos refletir sobre: a) formas de organização social e identificação como grupo; b) tensões e disputas dentro e fora da comunidade em torno do sagrado e do profano. Vale destacar que a festividade é produto da agência de leigos, na qual o caráter sacro, mas contornado de hibridismos, é evidenciado na ladainha de São Brás, e o lado profano se revela mais claramente na festa de aparelhagem (dançante) que ocorre na sequência. Resumidamente, concordamos com Maués (1995) quando diz-nos que os leigos fazem a festa de santo nessa manifestação de catolicismo popular eivada por hibridismos ou mesclas culturais e queremos entender em que sentido isso demarca o auto-reconhecimento como grupo para descendentes de africanos escravizados ali existentes a partir dos saberes produzidos cotidianamente e, mais atualmente, num retorno ao passado para marcar um pertencimento étnico que lhes garante direitos.
