Navegando por Autor "FEIO, Danielle Cristinne Azevedo"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do perfil da resposta celular observado em indivíduos da espécie Cebus apella expostos ao carcinógeno N-Metil-N-nitrosuréia (mnu) e tratados com o modificador da resposta imune canova®(Universidade Federal do Pará, 2011-04-19) FEIO, Danielle Cristinne Azevedo; BRITO JÚNIOR, Lacy Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/9705670940390281; LIMA, Patrícia Danielle Lima de; http://lattes.cnpq.br/3411620003450812O Modificador da Resposta Imune Canova® (CA) é um medicamento homeopático indicado para pacientes com sistema imune deprimido, uma vez que este medicamento parece aumentar a imunidade inata e induzir uma resposta imune contra várias e severas condições patológicas, incluindo as neoplasias. Esse aumento da imunidade inata é devido a sua atuação na proliferação e na diferenciação de células hematopoéticas e na indução a diferenciação mononuclear em células da medula óssea. O composto químico N-Metil N-Nitrosuréia (MNU) é um poderoso agente carcinogênico alquilante capaz de ocasionar mutações pontuais, aberrações cromossômicas ou ainda metilação do DNA, que induzem o desequilíbrio no sistema de defesa da célula e, assim, interrompendo mecanismos relacionados a metabolismo celular. Este composto tem sido amplamente utilizado na indução de tumores de fins experimentais. Objetivo do presente trabalho é avaliar o padrão de resposta celular hematopoiética em primatas da espécie Cebus apella expostos ao carcinógeno N-Metil-N-Nitrosuréia (MNU) e submetidos ao tratamento com o Modificador da Resposta Imune Canova®, através da análise de parâmetros hematológicos, bioquímicos, imunes e do ciclo celular. Foram utilizados 13 (treze) animais adultos, da espécie Cebus apella divididos em cinco grupos principais: o controle (negativo e positivo) e o experimental (composto por três subgrupos). O primeiro grupo experimental recebeu o MNU durante trinta e cinco dias, o segundo recebeu o tratamento com o Canova durante três dias, e o terceiro recebeu o MNU durante 35 dias e ao final desse período recebeu tratamento com o Canova durante três dias. A avaliação da reposta celular imune foi através de imunufenotipagem (CD4, CD8, CD3, T, B, NK) e do hemograma completo, a função hepática e renal através análise bioquímica (ALT, AST, GGT, ureia e creatinina) e a avaliação da cinética do ciclo celular por citometria de fluxo. Na análise dos parâmetros hematológicos os valores de hematócrito, hemácias e hemoglobina dos grupos controle positivo apresentaram-se significativamente menores, quando comparados aos grupos controle negativo, demonstrando um quadro de anemia, já o aumento de células da linhagem branca nesses grupos provavelmente é devido à resposta inflamatória do animal frente ao provável processo neoplásico. O aumento dos leucócitos também foi observado nos grupos experimentais tratados com o CA, fato este explicado pela ação do medicamento, que atua como um modificador da resposta imune. Apesar de já ter sido relatado que CA pode atuar aumentando o número de neutrófilos, no presente estudo não observamos esta ação do medicamento, provavelmente pelo curto período de tempo do tratamento. Os monócitos apresentaram-se diminuído no grupo tratado com o MNU e aumentado nos grupos que receberam CA provavelmente pelo medicamento atuar na ativação de macrófagos via estimulação da de monócitos. Na análise bioquímica, a uréia e a creatinina apresentaram-se alteradas nos grupos que receberam o MNU de forma aguda, estas alterações, bem como as encontradas na análise de enzimas hepáticas, podem ser associadas com os sintomas típicos da intoxicação por drogas carcinogênicas. Na análise da cinética do ciclo celular os animais tratados com CA, houve um aumento significativo de células nas fases G0-G1 bem como a porcentagem de células em estágio de proliferação celular (fases G2-M). Concluímos que CA minimizou a toxicidade do MNU em certos parâmetros hematológicos e bioquímicos, podemos observar a sua habilidade parcialmente modificadora da resposta imune, por aumentar a contagem de leucócitos, porém sem alterar o padrão de marcadores imunológicos. Desta forma CA então é capaz de restaurar alguns componentes do sistema hematopoiético, e pode atuar como adjuvante em tratamentos de quimioterapia.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação do uso de nanopartículas lipídicas que se ligam a receptores celulares como instrumento para a terapêutica do câncer(Universidade Federal do Pará, 2014-12-19) FEIO, Danielle Cristinne Azevedo; LIMA, Patrícia Danielle Lima de; http://lattes.cnpq.br/3411620003450812Sistema de nanopartículas à base de lipídios têm sido usados como veículos experimentais para agentes quimioterápicos no tratamento do câncer. Recentemente essas preparações de nanopartículas foram testadas também em modelos animais de doenças inflamatórias cardiovasculares crônicas, doenças reumáticas entre outras. Acredita-se que esses sistemas suspostamente atenuem os graves efeitos tóxicos de agentes quimioterápicos antineoplásicos. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos da associação do paclitaxel a um sistema de nanopartículas à base de lipídios no tratamento crônico em primatas não-humanos, da espécie Cebus apella, por meio de extensas documentações e métodos detalhados da análise toxicológica através de bioquímica sérica, parâmetros hematológicos e histopatológicos. As nanopartículas a base de lipídios (LDE) eram constituída por ésteres de colesterol esterificado e colesterol, lectina e treolin, com adição de paclitaxel. Foram estudados dezoito Cebus apella; sendo que três animais foram tratados apenas com solução salina, administrada por via intravenosa, a cada três semanas, durante seis ciclos de tratamento; seis animais foram tratados com o paclitaxel associado a LDE no mesmo regime de administração, com três animais recebendo a dose mais baixa do fármaco (175 mg/m²) e três com a dose mais elevada (250mg/m2); seis animais foram tratados com o paclitaxel na forma comercial, sendo que três receberam as doses mais baixas (175 mg/m²) e outros três com doses mais elevadas (250mg/m2). Três semanas após o último ciclo de tratamento foram submetidos a eutanásia por dosagem letal de anestésico, e os fragmentos de tecidos foram recolhidos para a análise histopatológica. Em três animais não-tratados, a cinética plasmática da LDE foi determinada após a injeção intravenosa do colesterol radioativo (3H), seguido de coleta de sangue ao longo de 24 horas. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com animais de experimentação da UFPA (CEPAE/BIO008-11). No grupo LDE-paclitaxel, nenhuma toxicidade clínica foi observada, o peso, assim como o consumo de alimentos foram semelhantes aos animais pertencentes ao grupo controle. O tratamento foi interrompido após o segundo ciclo em quatro animais de grupo que recebeu o paclitaxel na forma comercial, devido a elevada toxicidade clínica, entretanto dois animais completaram os 6 ciclos de tratamento. Esses dois animais apresentaram perda de peso, náuseas e vômitos, diarréia, lesão inflamatória descamativa, perda de 70% do pelo corpóreo e diminuição da atividade física. A dose de paclitaxel 175 mg/m2 é usado em quimioterapia contra o câncer com uma toxicidade considerável, enquanto que a dose a 250 mg/m2 é intolerável e mostra toxicidade considerável nos pacientes. O uso de LDE como transportador de fármaco, em ambos as doses neutralizou consideravelmente a toxicidade do fármaco em primatas não humanos da espécie Cebus apella, intimamente relacionadas a sujeitos humanos. Isso foi observado não só devido as manifestações clínicas, bioquímicas e hematológicas, mas também pela análise histopatológica do estômago, intestino delgado e grosso, esôfago, pâncreas, traqueia e da vesícula biliar. Os resultados suportam a hipótese de que os sistemas de nanopartículas à base de lipídios utilizado como transportadores de droga pode oferecer ferramentas valiosas na diminuição da toxicidade e aumentar a segurança dos agentes quimioterápicos, assim como, amplia a sua utilização em outras doenças crônicas que não o câncer.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Diagnóstico de imunofenótipos de síndromes linfoproliferativas crônicas por citometria de fluxo na Fundação HEMOPA(2011-12) BRITO JUNIOR, Lacy Cardoso de; FEIO, Danielle Cristinne Azevedo; BARBOSA, Suane Reis; BENTES, Alessandra Quinto; FRANCÊS, Larissa Tatiane MartinsINTRODUÇÃO: As síndromes linfoproliferativas formam um grupo heterogêneo de neoplasias malignas com diferentes comportamentos clínicos, fatores patológicos e características epidemiológicas e podem ter seu diagnóstico geral com base na morfologia das células linfoides observadas no sangue periférico. OBJETIVO: Testar a factibilidade diagnóstica do método de imunofenotipagem por citometria de fluxo para síndromes linfoproliferativas a partir da definição de um painel mínimo de anticorpos. MATERIAL E MÉTODOS: Participaram 47 pacientes para diagnóstico diferencial dos subtipos de síndromes infoproliferativas por citometria de fluxo, no período de julho de 2008 a julho de 2010, atendidos na Fundação HEMOPA. RESULTADOS: A mediana de idade dos pacientes foi de 68 anos, não houve diferença estatística entre os sexos e o subtipo de síndromes linfoproliferativas mais frequente foi a leucemia linfoide crônica/linfoma linfocítico de pequenas células B. CONCLUSÃO: O método de imunofenotipagem por citometria de fluxo, ao lado da morfologia, de amostras de sangue periférico mostrou-se uma metodologia auxiliar, segura, rápida, factível e não invasiva para o diagnóstico de síndromes linfoproliferativas crônicas a partir do painel de anticorpos sugerido.
