Navegando por Autor "FORTALEZA, Francisca Janice dos Santos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A escolarização da matemática nos grupos escolares paraenses (1899-1930)(Universidade Federal do Pará, 2017-03-03) FORTALEZA, Francisca Janice dos Santos; ROCHA, Maria Lúcia Pessoa Chaves; http://lattes.cnpq.br/4291670232604529Ao considerar a representatividade da constituição dos saberes matemáticos elementares à História da Educação Matemática, esta dissertação objetiva identificar o processo de escolarização da Matemática nos Grupos Escolares paraenses no período compreendido entre 1899 e 1930, focalizando os saberes matemáticos destinados aos Grupos Escolares nesse período, as indicações metodológicas para seu ensino e a ocorrência (ou não) do fenômeno de vulgata entre os programas estudados, considerando como escolarização da Matemática o processo regulado por normas que fundamentaram a institucionalização da Aritmética, da Geometria e do Desenho, estabelecendo as formas como esses saberes eram ensinados e praticados na escola. Para formalizar esse estudo, utilizamos como fonte de pesquisa os programas de ensino primário implementados no estado do Pará nos anos de 1903, 1910 e 1929, bem como elegemos como base teórico-metodológica a história das disciplinas escolares, o que nos fez perpassar também a História Cultural. Ao coligirmos os programas de ensino primário selecionados como fonte de pesquisa, notamos que os saberes matemáticos constantes neles são referentes à Aritmética e à Geometria, nos programas de 1903,1910 e 1929, e ao Desenho, nos programas de 1910 e 1929. A história que, aqui, escrevemos para representar a escolarização da Matemática no período indicado, mostra que as indicações metodológicas destinadas ao ensino dos saberes matemáticos concernentes à Aritmética, à Geometria e ao Desenho relacionavam-se com o método de ensino intuitivo. Naqueles idos, era estabelecido que os professores utilizassem materiais concretos, os quais fossem de conhecimento dos alunos para despertar seu interesse e viabilizar o processo de abstração dos conhecimentos ensinados. Nessa história, também consta que os saberes de Aritmética dos três programas eram muito similares, bem como os de Geometria e os de Desenho, o que nos permitiu indicar a ocorrência do fenômeno de vulgata entre os programas de Aritmética, de Geometria e de Desenho, dos respectivos cursos primário elementar e primário complementar, o que evidencia que no período de 1899 a 1930 os programas de Aritmética, de Geometria e de Desenho para esses cursos eram muito semelhantes, sendo um tido como referência para a elaboração dos outros. Ao constatar tal ocorrência, é possível afirmar que a escolarização da Matemática nos Grupos Escolares paraenses entre 1899 e 1930 manteve-se estável, obedecendo aos mesmos direcionamentos conteudísticos e metodológicos conduzidos pelos programas de ensino adotados nesse período.Tese Acesso aberto (Open Access) Uma geometria para ensinar: elementos do saber profissional do professor que ensina matemática (1870- 1920)(Universidade Federal do Pará, 2021-04-16) FORTALEZA, Francisca Janice dos Santos; VALENTE, Wagner Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/0648590779429965; https://orcid.org/0000-0002-2477-6677; ROCHA, Maria Lúcia Pessoa Chaves; http://lattes.cnpq.br/4291670232604529; https://orcid.org/0000-0002-8022-2601O objetivo geral desta pesquisa de doutoramento consiste em caracterizar uma geometria para ensinar a partir de manuais de Pedagogia direcionados à formação de professores dos primeiros anos escolares no Brasil entre 1870 e 1920. Para alcançarmos tal objetivo, apoiamo-nos nas reflexões viabilizadas pelo seguinte questionamento: que geometria se constituiu como ferramenta de trabalho do professor que ensinou matemática em tempos de método intuitivo no Brasil? O aporte teórico-metodológico no qual nos fundamentamos para o desenvolvimento da escrita deste texto trata dos saberes das profissões do ensino e da formação de professores que foram sendo sistematizados e objetivados em cada período histórico-educacional. A partir de tais referenciais, ancoramo-nos especificamente às categorias teóricas de matemática a ensinar e matemática para ensinar, de modo que nosso objeto de estudo consiste na geometria para ensinar que pudemos sistematizar a partir de diferentes manuais de Pedagogia, materiais que são nossas fontes de pesquisa. Para desenvolver essa sistematização, recorremos ao processo metodológico que indica como transformar informações dispersas em saberes objetivados. A partir da realização das etapas de recompilação, comparação e sistematização, concluímos que todos os manuais de Pedagogia que compuseram nossas fontes de pesquisa apresentam sistematizações que orientam o trabalho pedagógico do professor para ensinar geometria, algumas possuem maior aprofundamento sistemático que outras em termos de constituição e objetivação de uma geometria para ensinar, mas todas são específicas para formar o professor para ensinar essa matéria escolar. Os elementos que consideramos como constituintes da geometria que é ferramenta de trabalho do professor apresentam consensos e convergem para uma mesma ideia sobre o que deve saber o professor para ensinar geometria nos primeiros anos escolares. Isso nos permitiu sistematizar uma geometria para ensinar característica da formação institucional de professores dos primeiros anos escolares no Brasil entre 1870 e 1920, a qual está pautada em elementos da geometria euclidiana; mobiliza materiais de ensino tais como uma coleção de formas sólidas; recorre à marcha de ensino analítica-sintética, o que significa que as formas geométricas são ensinadas do todo para as partes e que, estudadas estas, faz-se o movimento das partes para o todo, graduando da geometria espacial para a plana e em seguida, de modo inverso; os conteúdos são apresentados aos alunos a partir da mobilização daqueles materiais, estimulando o uso dos sentidos para a construção de percepções sobre as formas; estimula-se a generalização gradualmente. Esses elementos articulam-se, configurando princípios do método intuitivo reelaborados para o ensino de geometria, associando-se ao ideário pedagógico ao qual os autores dos manuais se dizem filiados. Portanto, essa geometria para ensinar está pautada na articulação e mútua dependência entre a geometria a ensinar mobilizada e os saberes para ensinar geometria, de modo que a maneira como acontecem essas articulações e mobilizações caracteriza essa geometria como intuitiva, o que nos permite sustentar que entre 1870 e 1920 a cultura escolar elaborou e manteve estável na formação dos professores dos primeiros anos escolares uma ferramenta de trabalho do professor relativamente à docência em geometria que pode ser caracterizada como geometria intuitiva para ensinar.
