Navegando por Autor "FREITAS, Hilda Rosa Moraes de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estrutura e dinâmica de famílias com um filho com necessidades educacionais especiais(Universidade Federal do Pará, 2009-06-15) FREITAS, Hilda Rosa Moraes de; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634No contexto brasileiro, a investigação acerca das necessidades educacionais especiais concentra-se no estudo das dificuldades e possibilidades de inclusão desses alunos em classes regulares de ensino, enfatizando os processos de ensino e aprendizagem. Poucos estudos, no Brasil, admitem a família como objeto de análise, embora não se questione a sua importância para o desenvolvimento infantil. Dessa forma, com base no modelo bioecológico e na teoria estrutural sistêmica, admitindo-se a família como um campo de desenvolvimento comum a todos os membros faz-se necessário conhecer o modo como ela se estrutura para atender as demandas decorrentes da necessidade especial de seu filho e os efeitos dessa dinâmica nos demais membros. A partir disso objetivou-se descrever, a estrutura e a dinâmica de famílias de crianças com necessidades educacionais especiais, além de: analisar as interações e relações estabelecidas dentro de cada subsistema (conjugal, fraternal, parental) e entre eles, assim como identificar a organização familiar, a partir dos mecanismos de coesão e hierarquia de acordo com o modelo estrutural sistêmico. Como estratégia de pesquisa utilizou-se o estudo de casos múltiplos, com duas famílias de crianças com necessidades educacionais especiais, sendo uma menina surda, de dez anos, e um menino, de doze anos, com dificuldades de aprendizagem. Os instrumentos e técnicas aplicados foram: Roteiro de Entrevista Semi-Estruturado, Inventário de Rotina (IR), Observação Sistemática, Diário de Campo, Family System Test (FAST) e Genograma. Os escores de proximidade obtidos no FAST foram coerentes com os resultados do IR, demonstrando maior coesão na díade mãe-filho que na díade pai-filho, nas duas famílias; quanto à flexibilidade das fronteiras, em geral, a percepção das famílias foi de fronteiras rígidas, nos sistemas, familiar, parental e fraternal, sendo que, a distribuição de hierarquia foi percebida pela díade parental, nas duas famílias, como sinal de prediletância, para o subsistema fraternal, e dominação, para o parental, o que interferiu nas estruturas relacionais desses subsistemas percebidas pelos membros. Na avaliação do subsistema fraternal, a ausência de poder, representada pelos pais e a representação dessa variável pelas crianças resultou em diferenças de percepção, no grupo. Portanto, esse estudo permitiu, por meio da identificação das relações e percepções dos membros das famílias, a compreensão de sua dinâmica e a influência desta, na trajetória desenvolvimental das crianças e do grupo, a partir, das demandas decorrentes do diagnóstico e das estratégias peculiares a cada família para enfrentar as necessidades especiais de suas crianças. Percebe-se que a família, sendo a principal parceira da escola na educação, precisa ser olhada como um sistema cujas estratégias relacionais são fundamentais para que a criança tenha suas habilidades estimuladas podendo, assim, superar suas dificuldades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Metas e estratégias de socialização que mães de crianças surdas valorizam para seus filhos(Universidade Federal do Pará, 2013-12) FREITAS, Hilda Rosa Moraes de; MAGALHÃES, Celina Maria ColinoEstudos sobre desenvolvimento infantil destacam não apenas o papel do ambiente físico e social da criança, como também das cognições parentais, compartilhadas em determinado contexto e momento histórico. Pesquisas no Brasil apontam a prevalência de modelos de criação distintos, em virtude do contexto cultural, são eles: interdependente, independente e autônomorelacional. Sendo assim, objetivou-se conhecer as metas de socialização e expectativas de mães de crianças surdas sobre o futuro dos seus filhos. Foram entrevistadas 13 mães de crianças surdas matriculadas em uma unidade especializada na educação de surdos, no município de Belém, a partir da aplicação de um roteiro semiestruturado, composto por questões, validadas no Brasil, sobre metas e estratégias de socialização. O grupo entrevistado caracterizou-se por: mães residentes em contexto urbano, em sua maioria de baixa renda, com pouca escolaridade, na fixa etária entre 31 e 40 anos. Foram relatadas 20 metas de socialização, concentradas nas seguintes categorias, expectativas sociais, bom comportamento e autoaperfeiçoamento, em ordem decrescente, indicando uma tendência à dimensão sociocêntrica. O modelo de criação predominante foi o interdependente. Em relação às estratégias de socialização, foram descritas 37, entre elas a categoria centrada em si obteve maior escore, com destaque para o aspecto cognitivo. Compreende-se que embora o modelo de criação seja interdependente, as estratégias concentraram-se na figura da mãe. Uma análise possível é a barreira linguística decorrente da surdez que impede que a criança e o contexto sejam considerados pelas mães como mediadores de qualidades para seus filhos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Percepção de conflito em uma família recasada constituída por um filho com paralisia cerebral(Universidade Federal do Pará, 2012-03) FREITAS, Hilda Rosa Moraes de; SILVA, Simone Souza da Costa; PONTES, Fernando Augusto RamosO aumento no número de separação/divórcio favorece o surgimento de novas estruturas familiares. Nesse sentido, o recasamento desponta como uma possibilidade de ordenamento do grupo familiar, que impõe à nova família uma reorganização, sobretudo nas vidas afetiva, social e econômica, assim como maior flexibilidade para negociar questões de associação, espaço, autoridade e tempo. O objetivo deste artigo foi descrever a estrutura e a dinâmica de uma família recasada, na qual há uma criança com paralisia cerebral, a partir de suas representações acerca de situações de conflito. Neste estudo de caso, foi pesquisada uma família, constituída, por três membros, mãe, filho e padrasto; foram aplicados um roteiro de entrevista semiestruturado e o Family System Test (FAST). Os escores obtidos no FAST demonstraram proximidade na díade mãe-filho e distanciamento na díade padrasto-enteado, com a hierarquia concentrada na mãe; quanto à flexibilidade das fronteiras, a percepção do casal indicou fronteiras rígidas tanto no sistema familiar quanto no parental, diferenciando-se da percepção do filho sobre o sistema familiar com uma fronteira difusa. Portanto, alguns fatores destacados na literatura e presentes nessa família como: diferença no ciclo de vida do casal; pouco tempo de união; bagagem emocional entre mãe e filho, associados às demandas de cuidado da criança, seus recursos biopsicológicos e disposições; configuraram um padrão rígido, com baixa flexibilidade, o que dificulta a inserção do padrasto no grupo e, consequente, assunção de co-paternidade nos cuidados e criação do enteado.
