Navegando por Autor "FREITAS, Wiviane Maria Torres de Matos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação clínica e epidemiológica do papilomavírus humano em mulheres idosas em unidades de saúde em Belém –Pará -Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-08-27) FREITAS, Wiviane Maria Torres de Matos; FUZII, Hellen Thais; http://lattes.cnpq.br/0026958665547973O envelhecimento é um fenômeno real que traz modificações individuais e sociais. Dentre estas modificações atuais encontra-se a permanência da população idosa no campo de atividade sexual. Outrora esse evento era particular aos jovens, hoje os idosos além de serem sexualmente ativos ainda se expõem cada vez mais às doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a infecção pelo Papilomavírus Humano –HPV, por não adotarem hábitos seguros como o uso do preservativo. As taxas de DST em idosos tornam-se preocupantes quando associadas ao número crescente de câncer do colo do útero nesta população. O estudo teve por objetivo avaliar clinica e epidemiologicamente o HPV em mulheres idosas de unidades de saúde em Belém/PA. Trata-se de um estudo transversal, analítico e quantitativo. As informações foram coletadas por meio de questionário clinico e epidemiológico contendo variáveis sobre coitarca, parceiros sexuais, hábitos de etilismo e tabagismo, etc. Foram coletadas células da cérvix uterina para realização de colpocitologia oncótica, extração de DNA e detecção de DNA do HPV. A detecção do HPV foi realizada por técnica de PCR e para subtipagem a de PCR em tempo real. As coletas se deram após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA sob o parecer nº 401.991 e analisadas por meio da construção do banco de dados e aplicados os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher com nível de significância admitido de α ≤ 0,05. Para análise dos resultados, contou-se com 159 amostras de idosas, em média de 67,98 anos de idade, em maioria viúvas e com ensino fundamental incompleto. Registrou-se uma prevalência de 6,28% de infecção por HPV nessas idosas pesquisadas, observou-se uma importante relação da infecção com a multiplicidade de parceiros (p≤0,006) e o hábito de tabagismo na vida (p≤0,03). Outro fato importante são as idosas em atividade sexual, pois apresentaram maior prevalência de HPV (14,28%) do que as sem atividade (2,72%). Acrescenta-se o evento de uma idosa com infecção pelo vírus ter um subtipo de alto risco oncológico (HPV16), além do que todas as idosas receberam o resultado citológico dentro dos padrões de normalidade. Conclui-se que apesar da prevalência se apresentar decrescente nesta faixa etária, as idosas estão expostas a fatores de risco que podem contribuir com aumento nas taxas de câncer do colo do útero, destacando a importância desta pesquisa e do constante rastreio nestas mulheres.
