Navegando por Autor "JARDIM, Naina Yuki Vieira"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Influence of schooling and age on cognitive performance in healthy older adults(Universidade Federal do Pará, 2017-03) TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; TORRES NETO, João Bento; TOMÁS, Alessandra Mendonça; COSTA, Victor Oliveira; CORRÊA, Paola Geaninne Reis; COSTA, Carmelina de Nazaré Monteiro da; JARDIM, Naina Yuki Vieira; DINIZ, Cristovam Wanderley PicançoDissertação Acesso aberto (Open Access) Prevenção das alterações funcionais e cognitivas do envelhecimento: a influência do exercício e da estimulação cognitiva em dupla tarefa(Universidade Federal do Pará, 2018-07-05) JARDIM, Naina Yuki Vieira; BENTO-TORRES, Natáli Valim Oliver; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; SÓSTHENES, Márcia Consentino Kronka; http://lattes.cnpq.br/7881527576747420Diante da taxa de envelhecimento mundial e da epidemia silenciosa de declínio cognitivo e demência em idosos, a necessidade de estratégias de intervenção para proteger e / ou melhorar a funcionalidade e o desempenho cognitivo no envelhecimento aumentou. Estudos recentes sugeriram que, em comparação com os protocolos de estimulação simples, as intervenções em dupla tarefa envolvendo exercício físico e tarefas cognitivas são mais eficientes, melhorando o desempenho cognitivo e a capacidade em tarefas simultâneas. Embora os resultados preliminares na literatura sejam promissores, existem poucos trabalhos usando protocolos de estimulação em dupla tarefa. No presente estudo, procuramos investigar os efeitos de um programa de intervenção em dupla tarefa (exercício físico multimodal e estimulação multissensorial) nos desempenhos cognitivos, funcionalidade e qualidade de vida de idosos saudáveis. Para análise, 28 adultos idosos vivendo em comunidade (66,14 ± 1,00 anos de idade) foram submetidos a avaliações cognitivas, físicas e de qualidade de vida (repostas ao questionário SF36) antes e após a intervenção. A cognição foi avaliada por meio do Mini exame de estado mental (MMSE) para rastreio, fluência verbal semântica e fonológica, lista de palavras CERAD e testes neuropsicológicos automatizados (CANTAB); As avaliações físicas incluíram a aptidão cardiorrespiratória (Teste de Caminhada de seis minutos), mobilidade funcional (Equilíbrio e Agilidade), força muscular de membros inferiores (sentar e levantar em 30 segundos) e força muscular dos membros superiores (dinamômetro); O teste em dupla tarefa foi realizado pelo teste caminhando e conversando (Walking While Talking). Os indivíduos participaram de um programa de intervenção em dupla tarefa composto por exercícios físicos (treinamento aeróbico e de força) e estímulos multissensoriais de natureza variada, compostos por 24 sessões, realizados duas vezes por semana por 75 minutos cada. Os valores extremos foram excluídos e o teste T foi aplicado para investigar possíveis diferenças entre a avaliação antes e após a intervenção. Após a intervenção, os sujeitos apresentaram maior desempenho cognitivo (fluência verbal, memória episódica verbal (CERAD), atenção visual sustentada (RVP), aprendizado visual pareado (PAL), memória de reconhecimento visual (DMS), melhores parâmetros físicos e funcionais (força do membro superior, aptidão cardiorrespiratória, mobilidade funcional), melhor desempenho no teste em dupla tarefa e no questionário SF36 que incluiu percepção pessoal sobre a função física melhorada e limitações reduzidas devido a problemas físicos. Assim, o programa de intervenção em dupla tarefa, baseado em exercícios aeróbicos e de força e estimulação multissensorial, melhora a cognição, mobilidade funcional, condicionamento cardiorrespiratório, força de membros superiores e inferiores, medidas da qualidade de vida e capacidade de realizar atividades em dupla tarefa, como normalmente requerido na rotina diária dos adultos idosos.Tese Acesso aberto (Open Access) Semelhanças cognitivas inesperadas entre idosos e jovens: variabilidade e desempenho cognitivo(Universidade Federal do Pará, 2023-08) JARDIM, Naina Yuki Vieira; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; DINIZ, Cristovam Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/2014918752636286O estudo da variabilidade interindividual no desempenho cognitivo pode fornecer pistas importantes sobre o declínio cognitivo multivariado relacionado à idade. No presente trabalho, investigamos a variabilidade, as semelhanças e as diferenças cognitivas entre idosos e jovens. Para isso, utilizamos a análise de cluster hierárquico e função discriminante canônica de escores cognitivos usando tarefas específicas e sensíveis da Cambridge Neuropsychology Test Automated Battery - CANTAB. Entre os 415 voluntários testados, foram encontrados três grupos cognitivos distintos, baseados principalmente nos escores de memória de trabalho e memória episódica: o grupo 1 foi composto quase que exclusivamente por adultos jovens (94% jovens), enquanto os grupos 2 (82% idosos) e 3 (95% idosos) foram compostos predominantemente por adultos idosos. Embora o grupo 1 fosse o grupo mais jovem e com maior nível de escolaridade em relação aos outros grupos, 18% dos jovens compartilhavam desempenhos semelhantes aos do grupo 2 de idosos, enquanto 5% compartilhavam semelhanças cognitivas com o grupo 3. Em comparação ao grupo 1, os grupos predominantemente de idosos 2 e 3 teve pontuações igualmente mais baixas em memória de trabalho, mas em comparação com o grupo 3, o grupo 2 apresentou melhores desempenhos em tempo de reação, atenção sustentada e memória episódica. Quando as análises de cluster hierárquico e função discriminante foram limitadas à mesma faixa etária, encontramos 4 e 5 clusters distintos entre adultos jovens e idosos, respectivamente. A memória episódica, a atenção sustentada e o tempo de reação contribuíram mais para a formação de grupos em idosos, enquanto a memória de trabalho e a atenção sustentada contribuíram para a formação de grupos de adultos jovens. A variabilidade cognitiva entre os sujeitos mostrou dispersão significativa no processamento visual rápido, memória de trabalho espacial, tempo de reação e aprendizado associado emparelhado. A análise comparativa dessas diferenças mostrou que elas não ocorrem na mesma direção e magnitude entre indivíduos, domínios cognitivos e tarefas. Constatamos que idosos com maior escolaridade e estilo de vida mais ativo devam ter maior reserva cognitiva e por isso se desviaram menos do grupo de referência de adultos jovens. Em conjunto, nossos dados destacam a importância do estudo da variabilidade como instrumento para a detecção precoce de declínios cognitivos sutis e para a interpretação de resultados que se desviam da normalidade.
