Navegando por Autor "LEITE, Juliane Costa"
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Tese Acesso aberto (Open Access) A formação do nutricionista e a abordagem dos sistemas agroalimentares sustentáveis(Universidade Federal do Pará, 2026-01-26) LEITE, Juliane Costa; DIAS, Ivanira Amaral; http://lattes.cnpq.br/9277043318765721; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; https://orcid.org/0000-0002-9525-7153; BARROS, Flavio Bezerra; FRAZÃO, Andréa das Graças Ferreira; SOUZA, Claudia March Frota de; MORAES, Pilar Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; http://lattes.cnpq.br/5712188054153873; http://lattes.cnpq.br/4092969267285744; http://lattes.cnpq.br/7880183541348507; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511; https://orcid.org/0000-0003-2817-4574Esta tese analisa a formação profissional do nutricionista a partir da abordagem dos sistemas agroalimentares sustentáveis, considerando as inter-relações entre produção de alimentos, saúde humana, ambiente e políticas públicas. O estudo foi desenvolvido por meio de três investigações complementares: uma revisão integrativa de pesquisas documentais voltadas à análise curricular e à formação acadêmica em Nutrição; um estudo nacional de análise dos Projetos Pedagógicos de Cursos (PPCs) presenciais de Nutrição; e um estudo de múltiplo casos na Região Metropolitana de Belém, que incluiu a análise de PPCs e a investigação do conhecimento de estudantes concluintes. Os resultados indicam que os conteúdos relacionados à agricultura, sustentabilidade ambiental, sistemas agroalimentares, modelo de produção hegemônico e suas implicações socioambientais apresentam inserção limitada, fragmentada e pouco estruturante nos currículos analisados. Observa-se insuficiente problematização das relações entre os modos de produção de alimentos, as iniquidades sociais, as transformações ambientais e os processos de saúde e adoecimento. Essa lacuna compromete a formação de profissionais capazes de formular análises críticas, propor soluções sustentáveis e atuar de forma integrada na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas relacionadas à alimentação e nutrição. Conclui-se que o fortalecimento da abordagem dos sistemas agroalimentares sustentáveis na formação em Nutrição é condição fundamental para qualificar a atuação profissional diante dos desafios contemporâneos da saúde humana e coletiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Insegurança alimentar em famílias de crianças matriculadas na rede municipal de educação infantil, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2018-08-20) LEITE, Juliane Costa; GONZAGA, Irland Barroncas; http://lattes.cnpq.br/4404609403033945Estudo analítico, observacional de delineamento transversal que objetivou estimar a prevalência de Insegurança Alimentar e Nutricional entre as famílias de crianças matriculadas na rede municipal de educação infantil, Belém-PA. Como instrumentos para essa mensuração foi utilizada a Escala Brasileira de medida de Insegurança Alimentar, e, para avaliar o perfil familiar, utilizou-se formulário sociodemográfico. Procedeu-se também à avaliação antropométrica das crianças para análise do estado nutricional. Foram pesquisadas 368 famílias do município de Belém-PA, distribuídas proporcionalmente entre seis distritos administrativos, oitenta e sete escolas e seis faixas etárias, considerando um erro de 5,16%, sendo uma amostra por conveniência. Na análise estatística da associação entre indicadores sociodemográficos e insegurança alimentar, utilizou-se o teste Qui-quadrado e o teste G. Usou-se a Regressão de Poisson com variância robusta para estimar as razões de prevalência e respectivos intervalos de confiança de 95%, considerando como variável dependente a insegurança alimentar. Em todos os testes foi adotado o nível de significância (α) igual a 5%. Os programas estatísticos usados nas análises foram o BioEstat 5.3 e o SPSS 24.0. Como resultado, encontrou-se prevalência de Insegurança Alimentar e Nutricional de 85,6%, que se distribuiu, de acordo com o gradiente de severidade, em 36,4% de Insegurança Alimentar leve, 28,8% moderada e 20,4% grave. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre insegurança alimentar e renda familiar per capita, exercício de trabalho remunerado pelo entrevistado, escolaridade do chefe da família, recebimento do Bolsa Família e tipo de material empregado na construção do domicílio. No modelo de Regressão de Poisson, observou-se que a renda familiar per capita menor que meio salário mínimo e a condição de não possuir trabalho remunerado pelo entrevistado, associaram-se com a insegurança alimentar, apresentando razão de prevalência, 1,61 e 1,10, respectivamente. O estudo se apresenta como um instrumento importante na identificação do público pesquisado como um grupo de risco, no que se refere à Insegurança Alimentar e Nutricional, para o qual estratégias de intervenção e enfrentamento devem ser prioritárias e, também, favorece a criação e a análise de políticas públicas municipais de promoção de segurança alimentar e nutricional, além de permitir o reconhecimento das causas contemporâneas do problema investigado.
