Navegando por Autor "LIMA, Marcelino Carmo de"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Condições culturais de inserção da história natural na instrução pública do Pará (1851-1891)(Universidade Federal do Pará, 2023-03-16) LIMA, Marcelino Carmo de; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243Esta tese pretende contribuir para a historiografia que procura compreender o processo de institucionalização das ciências nas escolas e tem como principal objetivo analisar o processo inicial de inserção da História Natural na instrução pública do Pará, as características que assumiu nesse processo e as condições culturais que possibilitaram essa inserção. A tese abrange um período que se entende entre 1851 até o período inicial da primeira República, em 1891. A escolha deste período inicial de análise se justifica pelo fato de que um dos ramos da História Natural, a Botânica, foi inserida no currículo do Liceu Paraense, com a criação da cadeira Elementos de Física, Química e princípios gerais de Botânica, em 1851. Enquanto disciplina autônoma, a História Natural só seria introduzida em 1873, quando passou a fazer parte do currículo do Curso Normal, anexo ao Liceu Paraense, integrando a cadeira Noções Gerais de Física, Química, História Natural e Agricultura, sendo retirada logo em seguida, em 1874. Após o advento da República, em 1889, disciplinas do campo da História Natural foram introduzidas nos currículos do Liceu Paraense e da Escola Normal, aparecendo, inclusive, outras disciplinas como Biologia, Higiene e Higiene Escolar, em ambas as escolas. Os três momentos que se destacam acima constituem os capítulos desta tese, que tem como embasamento teorizações dos campos de estudos da História do Currículo, História das Disciplinas Escolares e dos Estudos Culturais. Para analisarmos as características, as representações e os significados atribuídos à História Natural em cada um desses contextos, resgatamos os planos de ensino e outros documentos que pudessem indicar as especificidades que esta ciência assumiu no currículo escolar paraense. No que se refere às condições que a possibilitaram, averiguamos, principalmente, os discursos da época, impressos, sobretudo, em jornais e relatórios governamentais da época. Constatamos que, primeiramente, a presença de atividades ligadas ao campo da História Natural, como as dos naturalistas e de pesquisas na área da Botânica no contexto da cultura local, se constituíram fatores importantes para a inserção, num primeiro momento, da Botânica entre as ciências que constituíram a primeira cadeira científica do currículo da instrução pública paraense. Posteriormente, notamos que, embora existisse pessoas com pensamento voltado para a inserção de tais conhecimentos na educação, propondo sua inserção, eles não se mantiveram por questões culturais alegadas nos discursos veiculados nos jornais da época, como sendo de desinteresse. No último período, o da República, há indicações de que estes conhecimentos possam ter sido introduzidos e consolidados na cultura e no sistema escolar local, tendo em vista que houve reformas no sentido de adequar a um novo regime em que as ciências passaram a ser mais valorizadas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Disputas pelo monopólio da prática odontológica e a criação da Escola Livre de Odontologia do Pará (1911-1914)(Universidade Federal do Pará, 2016-12) LIMA, Marcelino Carmo de; NASCIMENTO, Sulenir Candida da Silva; ALVES, Jose Jeronimo de AlencarO objetivo desta pesquisa é analisar os jornais publicados no Estado do Pará, no período que antecedeu a criação, em 1914, da Escola Livre de Odontologia do Pará, quando a odontologia ainda era praticada tanto por profissionais formados em escolas situadas fora do Estado como pelos era que não tinham escolaridade. Constatamos que os jornais, Estado do Pará e A Província do Pará, no período que antecedeu a criação da Escola, ou seja, de 1911 a 1914 publicaram várias notícias relacionadas à formação e a prática da odontologia. Quais foram essas notícias? Constatamos que elas manifestaram, sobretudo, as polêmicas entre os portadores de diplomas obtidos nas escolas de odontologia fora do Estado que pretendiam excluir os demais chamados pejorativamente de “sacamuelas”. As reivindicações sobre o monopólio da profissão, portanto, como mostra o noticiário, iniciaram antes mesmo da criação da Escola do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará: dos “sacamuelas” aos cientificistas (1911- 1920)(Universidade Federal do Pará, 2016-07-07) LIMA, Marcelino Carmo de; ALVES, José Jerônimo de Alencar; http://lattes.cnpq.br/9586790409626243A Escola Livre de Odontologia do Pará foi criada em 1914, com objetivo de disseminar o ensino odontológico moderno. Ela foi fundada por cirurgiões dentistas, médicos e farmacêuticos, que ocupavam cargos relevantes na estrutura política e institucional do Estado. O objetivo desta pesquisa é analisar as condições de institucionalização do ensino odontológico na Escola Livre de Odontologia do Pará. A pesquisa se situa entre 1911 e 1920, pois abrange um período em que mudanças foram introduzidas na regulamentação da prática odontológica, passando pela criação da Escola, até o momento em que ela se adéqua às normas nacionais previstas para as Faculdades, em que, a partir de então se tornou Faculdade Livre de Odontologia do Pará. Na pesquisa procuramos analisar: os antecedentes da criação da Escola; as relações na prática odontológica no Pará; as resistências no processo de introdução de novas práticas odontológicas. Para isso, foram analisados os currículos da escola, atas da Congregação e os discursos dos docentes e governantes, etc. A pesquisa mostrou que antes da criação da Escola havia cirurgiões dentistas e dentistas práticos, que atuavam no campo odontológico local. Esses grupos disputaram pelo monopólio da prática odontológica no Pará. Os cirurgiões dentistas buscavam ampliar os espaços da odontologia moderna em meio à sociedade. Defendiam que sua prática odontológica era científica. Utilizavam-se de discursos que desqualificavam aos dentistas práticos. Com a criação da Escola Livre de Odontologia promoveu-se o ensino odontológico na região, que visava expandir o número de profissionais da saúde formados na ordem do discurso moderno, ou seja, profissionais formados no discurso científico. A Escola buscou ampliar o espaço da odontologia moderna no meio da população local, criando a Clínica de assistência dentária, que se destinou a prestar serviços cirúrgicos dentários gratuitamente a soldados da Brigada Militar, desvalidos do Hospício de Alienados e alunos das escolas públicas de Belém.
