Navegando por Autor "LIMA, Michel de Melo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ribeira & a orla: espacialidades e territorialidades urbanas ribeirinhas em uma cidade amazônica em transformação(Universidade Federal do Pará, 2013) LIMA, Michel de Melo; ALVES, Glória da Anunciação; http://lattes.cnpq.br/2061386575093025; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Tendo por base a teoria do espaço socialmente produzido, as reflexões deste trabalho vão ao encontro do tema referente à relação cidade-rio na Amazônia, a partir de um estudo de caso: a orla fluvial da cidade de Marabá. O objetivo é analisar a produção social do espaço e os conflitos de territorialidade existentes em face da dinâmica recente da Amazônia, levando em conta as especificidades locais da relação/interação econômica, política e simbólica dos diferentes agentes com o rio. Para tanto, utilizou-se como instrumental teórico-metodológico o materialismo histórico e dialético, e os seguintes procedimentos metodológicos de pesquisa: a) revisão bibliográfica de temas pertinentes ao desenvolvimento do trabalho, relacionados à geografia urbana e à geografia da Amazônia, e assentados na teoria do espaço socialmente produzido; b) levantamento bibliográfico de caráter histórico-geográfico sobre a orla e a cidade de Marabá; c) levantamento de dados primários, secundários e de fontes documentais da área de estudo; d) observação sistemática de campo sobre a interação cidade-rio em Marabá, com inventário (identificação, comparação e análise de elementos) da paisagem urbana e de suas dinâmicas espaciais, temporais e territoriais; e) levantamentos através da aplicação de formulários com base na relação cidade-rio na orla; f) realização de entrevistas individuais gravadas com questões semiestruturadas com os principais agentes (representantes do poder público, moradores, grandes empresas, comerciantes etc.) existentes na orla fluvial da Marabá. A partir dos dados levantados e analisados, constatou-se, mesmo diante dos processos modernizantes pelos quais passa a cidade, a permanência, de forma residual, do modo de vida ribeirinho na orla fluvial de Marabá. Por outro lado, essa permanência se dá através de uma relação conflituosa com os agentes/grupos que têm na orla um referencial predominantemente econômico, como o Estado, os comerciantes locais e regionais, as grandes empresas, os proprietários fundiários e os promotores imobiliários. Tal contexto ratifica a importância de atentar para as especificidades de como se desenvolve a vida nas “ribeiras” amazônicas, o que significa entender, também, a forma complexa, diversificada e desigual com a qual se desenvolve as relações existentes entre a cidade, espaço complexo, contraditório, obra por excelência, e o rio, elemento que define ritmos, signos, saberes e dinâmicas sócioespaciais urbanas no contexto regional.Tese Acesso aberto (Open Access) Territórios de uso comum na Amazônia: relação sociedade-natureza e modernização do espaço regional(Universidade Federal do Pará, 2020-09-28) LIMA, Michel de Melo; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Tendo como referência empírica de estudo três cidades paraenses (Tucuruí, Altamira e Marabá) e seus respectivos entornos imediatos, impactados por projetos infraestruturais (hidrelétricos, logísticos e turísticos) e associados direta ou indiretamente ao aproveitamento hídrico, a tese aborda territórios de uso comum na Amazônia a partir dos espaços e de experiências de vida de seus sujeitos. O objetivo do trabalho é analisar, à luz do princípio dos comuns, a apropriação de territórios de uso coletivo em face do processo de modernização decorrente do aproveitamento do recurso hídrico para fins de projetos infraestruturais. Sustenta-se que o processo de modernização do espaço e o "cercamento" das águas dos rios e de suas margens,ocorridos nas três realidades em foco, acabaram por desencadear contradições, insurgências e conflitos que resultam em resistências entre grupos sociais locais e regionais de identidades diversas e que buscam defender os rios e os demais territórios de uso comum por eles estabelecidos ao longo de sua história. Para empreender o estudo foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos de pesquisa: a) revisão bibliográfica de teorias e abordagens críticas de natureza interdisciplinar que permitem entender o avanço do capitalismo de razão neoliberal e o espaço socialmente produzido no período contemporâneo na Amazônia; b) levantamento e análise bibliográfica de caráter histórico-geográfico das três realidades empíricas pesquisadas; c) levantamento e análise de dados primários e secundários em fontes documentais relacionadas ao tema de investigação; d) observação sistemática de campo, com inventário, comparação e análise de elementos da paisagem e de suas dinâmicas espaço-temporais; e) entrevistas semiestruturadas com sujeitos locais ligados ao uso comum dos territórios e com técnicos/representantes do poder político municipal. A partir dos dados coletados, sistematizados e analisados, constatou-se que os territórios de uso comum ligados às águas configuram importantes referenciais de vida e são constituintes de espacialidades de uma parcela significativa da população regional. Nesse sentido, o processo de modernização do espaço na Amazônia, por meio do aproveitamento capitalista dos rios e de suas margens, além das desterritorializações e re territorializações desencadeadas, culminaram com mobilizações e com o estabelecimento de solidariedades entre movimentos socioambientais e os diversos grupos populacionais impactados, que, coletivamente, buscam afirmar os seus protagonismos socioespaciais. Tal protagonismo leva em conta o reconhecimento dos valores de uso dos seus territórios, cuja proteção alça-se à condição de um princípio político representativo das lutas urbanas e rurais no contexto regional atual.
