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Navegando por Autor "LOPES, Wicken Klaywer Luz"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O Tratado de Cooperação Amazônica (TCA): pragmatismo responsável em integração regional no Governo Ernesto Geisel (1974-1979)
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-26) LOPES, Wicken Klaywer Luz; CHARLET, Eliane Cristina Soares; http://lattes.cnpq.br/6000275052016633; NASCIMENTO, Durbens Martins; http://lattes.cnpq.br/4086120226722277; https://orcid.org/0000-0002-8118-5152; MATHIS, Armin; ALMEIDA JÚNIOR, João Cauby de; http://lattes.cnpq.br/8365078023155571; http://lattes.cnpq.br/0153908046222480; https://orcid.org/0000-0002-7831-9391; https://orcid.org/0000-0001-7510-3141
    A pesquisa analisa de que modo o pragmatismo responsável, diretriz central da política externa brasileira durante o governo Ernesto Geisel (1974–1979), influenciou o processo de negociação e formulação do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), instrumento que posteriormente originou a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), demonstrando que o TCA não pode ser compreendido como produto circunstancial, mas como resultado de uma estratégia diplomática articulada. Nesse período, a Amazônia assumiu maior centralidade diante da intensificação do multilateralismo, das pressões internacionais pela sua “internacionalização” e da necessidade de reforçar a soberania brasileira sobre a região, que possibilita compreender o OTCA como um regime multilateral estruturado pela Teoria dos Regimes Internacionais das quais a fundamentação teórica apoia-se nos procedimentos voltados à coordenação entre os países membros. Assim, o estudo identifica que a formulação do TCA se insere em um duplo movimento: cooperação regional, voltada à integração física, científica e econômica entre países amazônicos; e defesa estratégica, fundamentada na preservação da autonomia nacional frente a agendas externas. Nessa perspectiva, argumenta-se que o TCA constitui manifestação concreta dos pilares do pragmatismo responsável — especialmente a busca por autonomia decisória, diversificação de parcerias e fortalecimento da presença estatal na Amazônia — no plano das relações internacionais. Conclui-se, portanto, que a OTCA representa não apenas um mecanismo diplomático, mas a institucionalização de um projeto estratégico de integração amazônica, ancorado nos interesses da política externa brasileiros e no desenvolvimentismo regional.
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