Navegando por Autor "MACEDO, Geraldo Mariano Moraes de"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Clinical, epidemiological and mycological report on 65 patients from the Eastern Amazon region with chromoblastomycosis(2012-08) PIRES, Carla Andréa Avelar; XAVIER, Marília Brasil; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; MACEDO, Geraldo Mariano Moraes de; SOUSA, Bruna Ranyelle de Marinho; BRITO, Arival Cardoso deFUNDAMENTOS: A cromoblastomicose é uma infecção fúngica crônica, causada por fungos da família Dematiaceae, sendo Fonsecaea pedrosoi a mais comum, segundo vários estudos. É mais frequente em países tropicais e o estado do Pará possui grande casuística mundial. A doença é de difícil tratamento e apresenta recorrência frequente. OBJETIVOS: Descrever os aspectos epidemiológicos, micológicos e formas clínicas dos casos de cromoblastomicose procedentes do estado do Pará - Brasil. MÉTODOS: Foram realizados exames micológicos (direto, cultura e microcultivo) e observação clinicoepidemiológica em 65 pacientes do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Pará, atendidos no período de 2000 a 2007. Empregou-se a classificação clínica proposta por Carrión em 1950. RESULTADOS: Os pacientes eram, em sua maioria, homens (93,8%), lavradores (89,2%), faixa etária entre 45-55 anos, com predominância de lesões verruciformes (55,4%), localizadas principalmente nos membros inferiores (81,5%). A maioria dos casos pesquisados (61,5%) apresentou um longo tempo de doença, com uma média de 11 anos. O exame micológico direto foi realizado em 86,2% (n=56) dos pacientes; destes, 96,4% (n=54) apresentaram resultado positivo. Foram realizados cultura e microcultivo in vitro de 47 pacientes com exame micológico positivo e os resultados mostraram o Fonsecaea pedrosoi como único agente etiológico identificado nesta amostra. CONCLUSÃO: Este estudo mostrou o quanto a cromoblastomicose ainda compromete a qualidade de vida da população local, principalmente a de indivíduos que trabalham em lavouras, cursando com evolução crônica e sem tratamento eficaz. Observa-se a importância de dar continuidade a este estudo, o que poderá proporcionar novas contribuições clínicas ou epidemiológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição espacial e evolução temporal da hanseníase em um município hiperendêmico no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2015) MACEDO, Geraldo Mariano Moraes de; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901A hanseníase é uma doença crônica, que representa um grave problema de saúde pública no Brasil. Manifesta-se por sinais e sintomas dermatoneurológicos. Tendo em vista, o contexto de hiperendemicidade da hanseníase encontrado no estado do Pará, é necessário utilizar ferramentas que permitam formular intervenções na cadeia de transmissão da doença de forma mais efetiva. O objetivo foi identificar o padrão de distribuição espacial e evolução temporal da hanseníase, levando em consideração aspectos clínicos, demográficos e territoriais, em um município hiperendêmico no estado do Pará, no período de 2003 a 2013. Estudo ecológico, coletivo, observacional e retrospectivo no Município de Igarapé-Açu, no estado do Pará. Os dados foram coletados a partir da detecção de casos novos disponíveis no SINAN e arquivos de serviço de saúde locais, que foram posteriormente georreferenciados para análises de geoestatística. Foram notificados 226 casos, com uma discreta tendência crescente do gênero masculino a partir de 2009, com a idade predominante entre 15 e 60 anos. O coeficiente de detecção geral de casos novos da hanseníase apresentou redução em escala nacional, regional, estadual e até municipal. A análise de tendência, com a estimativa para 2020, demonstrou o município de Igarapé-Açu irá superar a região Norte. Com relação às características clínicas evidenciou-se uma predominância da forma dimorfa. A forma multibacilar apontou uma chance de ocorrer de aproximadamente 2 vezes maior nos homens. A forma clínica inderterminada foi predominante nos menores de 15 anos. Houve predomínio do grau zero de incapacidade, porém o grau II de incapacidade ainda esteve além do preconizado pelo Ministério da Saúde, tendo-se o gênero masculino com uma chance de aproximadamente 3 vezes mais chance de evoluir com o grau II de incapacidade. Houve alta por cura na maioria dos casos, entretanto com uma tendência na sua redução e um aumento nos abandonos e transferência. O mapa de distribuição espacial dos casos apresentou um padrão de distribuição tipo mosaico, com diversos focos, e os multibacilares predominaram por toda a extensão da Vila. A análise de Kernel revelou “áreas quentes”, de maior concentração da doença. A influência dos casos multibacilares na distribuição dos casos nas microáreas mostrou uma correlação espacial positiva de forte intensidade. Concluiu-se que a utilização do geoprocessamento na pesquisa, foi importante para uma melhor compreensão acerca da epidemiologia da hanseníase na região, demonstrando uma constante mudança na distribuição espacial da hanseníase no município, em que foram identificadas áreas de maior concentração de casos, com maior risco de adoecimento, levando em considerações os fatores soóciodemográficos e clínicos, que gerou importantes indicadores epidemiológicos e operacionais para a hanseníase no município.
