Navegando por Autor "MAIA, Gilda Helena Gomes"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Helena Nobre: uma musicista paraense da primeira metade do século XX(Universidade Federal do Pará, 2011-03-01) MAIA, Gilda Helena Gomes; BARROS, Líliam Cristina da Silva; http://lattes.cnpq.br/0286644614789784Helena do Couto Nobre (1888-1965) faz parte da terceira geração da Família Nobre, que, assim como seus ancestrais e irmãos, seguiu a carreira musical, destacando-se na arte do canto lírico, interpretando, compondo, e também dando aulas particulares. Teve a oportunidade de subir ao palco com vários de seus parentes, em especial, com seu irmão Ulysses Nobre – dupla de cantores que até hoje é lembrada sob o título Irmãos Nobre. Com Ulysses, Helena dividiu não apenas sua carreira, mas também os estigmas da hanseníase: mesmo curados, ficaram as sequelas; mesmo cantando, foram enclausurados em seu domicílio na Travessa Campos Sales, batizado pela sociedade paraense de Gaiola Dourada, por guardar os Uirapurus Paraenses. Helena ficou conhecida como o Rouxinol Paraense em várias cidades brasileiras e na Europa, através dos programas musicais transmitidos pela Rádio Clube do Pará – PRC-5 – de que tomou parte. Ainda não se havia investigado a carreira dessa mulher que, mesmo com os estigmas da doença, teve a coragem de se expor e de assumir a profissão de cantora. A tendência atual do historiador é reconstruir seu objeto histórico a partir das representações sobre ele. Desta forma, a presente dissertação – Helena Nobre: uma musicista paraense da primeira metade do século XX – objetivou investigar a história de vida de Helena Nobre e sua atividade musical, construindo, a partir do método biográfico e das representações sociais, sua biografia intelecto-musical. Esta pesquisa pretendeu também abordar o repertório musical interpretativo e composicional de Helena Nobre e os principais eventos artísticos de que tomou parte, percebendo sua presença no cenário-musical de sua época. As representações sociais da sociedade de seu tempo foram colhidas nas fontes históricas – orais, documentais e bibliográficas – através de entrevistas com familiares e amigos da cantora e de revisão sistemática da literatura em acervos públicos e privados de Belém, em fontes tais como: fotos, jornais, revistas, correspondências, partituras, programas de concerto, álbuns de recortes, objetos pessoais, telas (pinturas), poesias, homenagens póstumas. Para fundamentar esta pesquisa, buscou-se a aproximação com os estudos teóricos sobre: musicologia histórica, relações de gênero, patrimônio cultural e memória viva. Pretende-se, assim, ampliar a historiografia musical paraense, tirando o silêncio que tem pairado sobre a história da vida, formação e atuação musicais de Helena Nobre.Tese Acesso aberto (Open Access) Uirapurus Paraenses: O legado histórico e a prática artístico-musical dos cantores líricos paraenses Helena Nobre (1888-1965) e Ulysses Nobre (1887-1953)(Universidade Federal do Pará, 2023-06-16) MAIA, Gilda Helena Gomes; COHEN, Líliam Cristina Barros; http://lattes.cnpq.br/0286644614789784A tese Uirapurus Paraenses: o legado histórico e a prática artístico-musical dos cantores líricos paraenses Helena Nobre (1888-1965) e Ulysses Nobre (1887-1953) propõe refletir sobre o legado histórico desses artistas, identificando sua prática artístico-musical a partir dos acervos públicos e privados de Belém. Tem-se como acervos públicos: Museu do Estado do Pará; Biblioteca Arthur Vianna (Seções de Obras Raras, de Microfilmes e Jornais); Museu da Universidade Federal do Pará (Coleção Vicente Salles); Theatro da Paz; Instituto Estadual Carlos Gomes; Cemitério de Santa Izabel; e Academia Paraense de Música. E, como acervos particulares, os de: Maria do Céo Nobre Gomes; Helena Maia; Maria Gilda Nobre; Maria Helena Nobre; Jorge Nobre de Brito; Vicente Salles; Gilda Maia; Lenora Brito; e Urubatam Castro. A tese propõe ainda: 1) verificar a situação em que esses acervos se encontram e a atual acessibilidade ao legado histórico e artístico de Helena Nobre e Ulysses Nobre; 2) investigar quem eram Helena e Ulysses, sua trajetória, atividade artístico-musical e espaços de atuação; 3) destacar as composições, o repertório interpretativo de Helena e Ulysses e a rede de relações ¿ sociedade de seu tempo ¿ que os manteve atuantes, ajudou na difusão de sua atividade artístico-musical e permitiu sua trajetória artística, apesar de suas desvantagens sociais e de saúde; 4) propor o mapeamento, a reunião virtual e a divulgação desse legado, contribuindo para a acessibilidade, a rememorização e a apropriação dessa história pela sociedade atual: por uma memória viva. A pesquisa referencia autores como: V. Borges (2006) e K. Oliveto (2007), no campo do gênero biográfico em música, através da coleta e da interpretação de fontes históricas documentais, bibliográficas e orais; S. Freitas (1983) e E. Bosi (1994), em História Oral; R. Laraia (2001), C. Geertz (1975) e J. Blacking (2006. 2021), no campo da Música como Cultura; P. Castagna (2004, 2006, 2008, 2016), L. Oliveira (2012) e L. Heymann (1997, 2012), no campo da Arquivologia Musical; E. Santos (2004), J. Santos (1996), J. Ferreira (1983), D. Silva (2009) e C. Batista (2005), no campo do Patrimônio Cultural, Memória e Identidade; P. Nora (1993), no campo do Lugar de Memória; M. Sant¿Anna (2006), L. Lévi-Strauss (2006) e F. Maia (2003), no campo da Memória Viva; P. Bourdieu (1974, 1996, 1998, 2007), no campo do Capital Cultural e Social. Conclui-se que dar acessibilidade ao que está guardado em um museu ou biblioteca ¿ lugar de memória ¿ é alcançar a sociedade atual, mostrando ¿ a partir da atividade artístico-musical de Helena Nobre e Ulysses Nobre ¿ parte da produção cultural da primeira metade do século XX em Belém, contribuindo para futuras investigações acadêmicas
