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Navegando por Autor "MEGUIS, Thiliane Regina Barbosa"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Rios (em) movimentos: mobilidades turísticas nas Ilhas do Combu e de Cotijuba - Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2024-01-10) MEGUIS, Thiliane Regina Barbosa; ALLIS, Thiago; http://lattes.cnpq.br/8352597486424889; https://orcid.org/0000-0002-9070-7928; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019
    Compreender que as cidades Amazônicas são formadas por características urbanas e ribeirinhas, as quais compõe a vida social móvel nas ilhas do Combu e de Cotijuba, são essenciais para entender os modos de vida, os valores e os hábitos que se configuram tendo o rio e a floresta, não apenas como um local para o escoamento de pessoas ou de passagem, mercadorias e sobrevivência, mas de ideias, de singularidades e de simbologias que fazem parte do modo de viver ribeirinho. Diante do exposto, o objetivo principal desta pesquisa foi analisar como se desenvolvem as mobilidades turísticas nas ilhas do Combu, e de Cotijuba, levando em consideração a dinâmica de deslocamentos e as potencialidades socioeconômicas das relações simbólicas e culturais dos diferentes grupos sociais e sua relação com os rios, e como objetivos específicos: identificar e analisar a importância da atividade turística e do lazer ligados à dimensão e/ou vivência com os rios na Amazônia; e por fim analisar o papel da paisagem para as ilhas do Combu e de Cotijuba na constituição da atividade turística, no sentido de que a experiência de trajeto pode proporcionar o contato com a paisagem do destino. De cunho qualitativo, a etnografia foi utilizada como o fio condutor capaz de me fazer compreender a realidade local a partir de um olhar de dentro e de fora. De dentro quando eu, com as minhas raízes ribeirinhas, deixo-me influenciar pela experiência proporcionada em campo. E de fora quando observo o fenômeno enquanto pesquisadora, tentando não me deixar influenciar pelas minhas raízes. Foi por meio da abordagem etnográfica, que eu, como pesquisadora, consegui alicerçar a prática de campo, facilitando a inter-relação entre mim e os agentes locais e suas vivências. A auto etnografia também é utilizada como técnica capaz de relacionar as minhas experiências, com as dos entrevistados, no campo de relações que se constroem e reconstroem durante a análise. A observação e os registros (diário de campo, fotografias, vídeos, entre outros), foram capazes de relacionarem-se em uma abordagem conjugada com as entrevistas, as conversas e as anotações. A investigação foi guiada também, pela utilização dos métodos móveis, para que eu pudesse estar junto com os participantes da pesquisa e assim compreender os fenômenos que se processam durante o movimento, fundamentais para interpretar as vivências ribeirinhas na Amazônia. Foi possível observar que apesar de o movimento e o mover-se junto ser crucial para a pesquisa e para cada momento escolhido por mim, como o yoga, a trilha do chocolate, visitas marcadas e momentos seguindo grupos ou pessoas individualmente, vale ressaltar que o não movimento também fez parte da pesquisa e ele fala muito sobre as pessoas e suas experiências individuais e coletivas. Quando você está com o corpo parado observando o rio, ele sim te faz estar em movimento, pois o rio continua a correr, levando histórias que se constroem e se reconstroem nessa dinâmica. Os barcos continuam a se mover, as ideias e os pensamentos continuam, paulatinamente, em constante movimento.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Transporte fluviomarítimo e turismo: a viagem à Soure e as perspectivas de desenvolvimento local
    (Universidade Federal do Pará, 2018) MEGUIS, Thiliane Regina Barbosa; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384
    O objetivo principal desta pesquisa foi analisar a importância do transporte fluviomarítimo no turismo e no desenvolvimento local de Soure-PA, e como objetivos específicos: analisar a visão dos agentes dinamizadores da atividade turística sobre o transporte fluviomarítimo; analisar a percepção dos usuários sobre o transporte fluviomarítimo para Soure; identificar as iniciativas do setor público, privado e da sociedade civil para a viabilização do turismo e do transporte fluviomarítimo; e por fim entender como ocorre a locomoção dentro de Soure, a partir de uma trajetória balizada nas relações entre os agentes que influenciam diretamente nas ações implementadas no serviço de transporte para a localidade. Como opção teórico-metodológica, foram seguidas as orientações propostas Castells, explorando seu referencial nas investigações e os conceitos da configuração de uma sociedade em redes, mas também se alicerça em teorias que tratam do transporte, do turismo, da interdependência entre o serviço de transporte e o turismo, do planejamento e da evolução do transporte fluviomarítimo na Amazônia e em Soure. De cunho qualitativo, esta pesquisa foi realizada com base em estudos exploratórios, por meio da combinação entre levantamento bibliográfico e pesquisa de campo, com observações sistemáticas e entrevistas semiestruturadas. Foi possível observar que o serviço de transporte é para o planejamento do turismo, um dos elementos fundamentais para que a atividade aconteça. Ele é o meio de locomoção e faz com que o visitante e o local visitado sejam colocados em contato, ligando diferentes lugares, contextos e culturas. Neste sentido, percebeu-se que parte dos problemas vivenciados pelos entrevistados em Soure é decorrente da falta de políticas e ações do poder público e da iniciativa privada ou até mesmo o descaso, com relação às dificuldades que afetam diretamente o usuário, e que refletem no turismo. Influenciando decisivamente no desenvolvimento de Soure, bem como na competitividade do destino, que só acontece com a prática da atividade turística. Portanto, a gestão de serviços públicos exige que ocorram articulações dos diversos atores sociais para a construção de políticas públicas e demandem uma nova perspectiva social, para que seja possível a ocorrência de direitos e não de necessidades, pois os atores envolvidos são sujeitos, que devem participar da construção da realidade social, prevalecendo, assim as relações entre iguais.
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