Navegando por Autor "MIRANDA, Livia Martins de"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.
