Navegando por Autor "MORAES, Viviane Dantas"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os abandonados de "Belém do Grão-Pará", de Dalcídio Jurandir: a vida nua anda descalça(Universidade Federal do Pará, 2018-06) MORAES, Viviane DantasO retrato da vida nua é a expressão do abandono. No romance Belém do Grão-Pará, de Dalcídio Jurandir, o quarto livro do Ciclo do Extremo Norte, acompanhamos a travessia do protagonista Alfredo entre o universo marajoara e o ambiente citadino decadente da capital, que amarga as mazelas da falência do projeto de desenvolvimento da era da Borracha na Amazônia. Nesse entremeio do vislumbre por uma promessa de felicidade que se desmorona no perambular de Alfredo pelas ruínas e desagregações sociais da cidade, o menino encontra-se e se depara com um ambiente de despojo de direitos, de abandono, de estado de Exceção, em que um entrelaçado de agregados vindos de todas as partes e sofrem à margem de uma sociedade idealizada pelos ares da belle époque. São os abandonados, os descalços, os que fazem parte do bando, os que estão desamparados pela lei, “o meio homem meio bicho”, segundo as denominações e reflexões que se encontram na teia de investigação do filósofo Giorgio Agamben, em seus estudos sobre o estado de exceção e a vida nua, e que, no âmbito literário, se repercutem nos infames personagens dalcidianos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O grotesco em Dalcídio Jurandir: Chove nos Campos de Cachoeira e Três casas e um rio(Universidade Federal do Pará, 2011-05-16) MORAES, Viviane Dantas; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592A obra literária do escritor Dalcídio Jurandir revela o universo desolador e assolador em que vivem os moradores da Vila de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. O romance dalcidiano, distanciando-se da abordagem da Amazônia de paisagens deslumbrantes, retrata, de modo bastante realista, o drama humano, social e existencial de almas castigadas pelo sofrimento e pela falta de perspectiva de vida. A técnica narrativa usada pelo autor nos faz mergulhar no íntimo dos personagens, proporcionando-nos uma abordagem psicológica aguçada. Além disso, as imagens fortes relacionadas à condição emocional dos personagens nos possibilitam enxergar um universo derruído que se traduz na fisionomia destes. É o que podemos ver em relação a Eutanázio, Felícia, Irene e Lucíola, personagens que procuram a sua maneira de encarar seu conflito existencial. Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo do grotesco no romance Chove nos Campos de Cachoeira e Três Casas e um Rio, de Dalcídio Jurandir, a partir das descrições disformes de estados de alma que se exteriorizam na aparência. De modo geral, entende-se como grotesco a categoria estética que demonstra por meio da deformidade, do baixo corporal ou espiritual o que há de mais angustiante e/ou malévolo na alma humana. Além dos capítulos dedicados à análise dos personagens, aproveitamos para levantar também uma discussão de cunho teórico, a partir dos principais estudos existentes sobre o grotesco nos quais este trabalho se inspirou, a saber, Mikhail Bakhtin e Wolfgang Kayser – autores que abordam pontos de vista diferentes e até se contrapõem. No entanto, na análise literária, ao avaliar as várias possibilidades de interpretação do grotesco, chamamos à reflexão para que, em princípio, não enxerguemos os estudos de Bakhtin e Kayser como propostas teóricas sobre o assunto, mas como possibilidades de interpretações do conceito.Tese Acesso aberto (Open Access) A vida nua em Dalcídio Jurandir: metamorfoses do estado de exceção(Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) MORAES, Viviane Dantas; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria PereiraO projeto estético e ético do escritor brasileiro Dalcídio Jurandir se dedica em construir uma imagem decadente e grotesca da Amazônia reveladora de uma crise da existência humana, sociocultural e política. Deste modo, o escritor oferece um panorama de problemas sociais e humanitários que transformam a Amazônia em um campo de sobrevivência. Em diálogo com a teoria do estado de Exceção e com o conceito de vida nua, do filósofo Giorgio Agamben, os romances de Dalcídio Jurandir fortalecem a ideia de que o estado de Exceção, ou seja, a ausência do Estado e da ordem jurídica é uma prática inerente à estrutura política do ocidente, inclusive dos governos democráticos. A narrativa literária dalcidiana, portanto, atravessando um questionamento sobre o progresso nos demonstra que a vida nua está presente para além dos regimes de Exceção, pois ela se encontra presente nas catástrofes e barbáries camufladas no cotidiano da sociedade contemporânea.
