Navegando por Autor "MOREIRA, Alex Santos"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A crítica literária aos romances “Chove nos Campos de cachoeira”, “Marajó” e “Três casas e um rio” na imprensa do Rio de Janeiro(Universidade Federal do Pará, 2015-03-11) MOREIRA, Alex Santos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Desprestigiada como modelo crítico, a crítica impressionista até a primeira metade do século XX dominou no Brasil o debate literário e sua atuação era hegemônica nos jornais, em revistas, semanários e suplementos literários. Sabe-se ainda que, durante muito tempo, ela foi a principal fonte de orientação dos leitores, revelando chaves de leitura, clareando enredos, interpretando personagens e além de tudo isso era também o ligamento vivo responsável pelo vínculo da obra com o leitor e da literatura com a vida cotidiana. Diante disso, este trabalho estuda as críticas literárias publicadas na imprensa da cidade do Rio de Janeiro acerca dos três primeiros romances do escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979). Mostraremos como as obras Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947) e Três Casas e um Rio (1958), no seu contexto imediato de publicação, foram lidas pela crítica considerada impressionista. Com isso, pretendemos reconhecer como foram consolidados os sentidos acerca desses livros, elucidar os procedimentos críticos dos primeiros avaliadores de Dalcídio Jurandir e levantar hipóteses novas que auxiliem as novas leituras desses romances a irem além do que está posto pelo atual sistema crítico.Tese Acesso aberto (Open Access) Narradores do extremo norte: o ciclo romanesco de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2021-04-18) MOREIRA, Alex Santos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592A presente tese tem como objetivo principal o estudo do narrador e do foco narrativo nos romances Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947), Passagem dos inocentes (1963), Primeira manhã (1967) e Ribanceira (1978). Essas obras integram a saga ficcional do Ciclo Extremo Norte criada pelo romancista paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979). O ciclo, integralmente, composto por dez livros, narra a vida de mulheres, homens, crianças e idosos no interior da Amazônia brasileira no início do século XX, apresentando como personagem principal o jovem Alfredo (exceto em Marajó), cuja trajetória de vida se conecta aos dramas sociais e pessoais dos demais personagens. Quanto à sua tessitura narrativa, a saga de Jurandir apresenta uma recorrente oscilação na focalização dos acontecimentos narrados manifestando, desse modo, níveis distintos do foco narrativo e da narração. No intuito de analisar a constituição dessa categoria nas obras acima mencionadas, recorreu-se as principais teorias pertinentes ao ponto de vista na ficção. Diante disso, optou-se pelo uso da tipologia narrativa proposta por Norman Friedman (1967 [2002]) correlacionando-a aos estudos de Pedro Maligo (1992), Marlí Tereza Furtado (2002 [2010]), Benedito Nunes (2004) e de outros pesquisadores da ficção de Dalcídio Jurandir. Além disso, para melhor compreender a(s) perspectiva(s) dotada(s) no processo narrativo de Jurandir, os romances que compõem o corpus desse estudo foram separados em três núcleos narrativos: o marajoara, os acontecimentos narrados ocorrem na ilha de Marajó; o belenense, a ação predominantemente se concentra na cidade de Belém e o amazônico-paraense, composto unicamente por Ribanceira, último livro do ciclo que mostra uma terceira fase da vida de Alfredo. A saga dalcidiana é urdida por um narrador global onisciente em terceira pessoa, que alterna sua postura entre a neutralidade, a intrusão e o uso de múltiplos ponto de vista, provocando o esfacelamento da narrativa. Quando esse recurso é exacerbadamente explorado, o narrador global distancia-se significativamente da matéria narrada, atribuindo a outros personagens o status de narrador, criando assim as categorias de personagens-narradoras. Essa categoria divide-se em dois tipos: o primeiro, tipo I, assume a condição de narrador dando progressão à matéria narrada, o segundo, tipo II, conta histórias encaixadas ao enredo principal, apresentado, ainda, uma subdivisão de narradores populares que contam, oralmente, narrativas permeadas por elementos do imaginário amazônico. Sendo assim, elimina-se a mediação entre o leitor e história narrada, pois, não apenas a focalização como a própria enunciação da narrativa torna-se responsabilidade dessas personagens-narradoras. Considera-se que ao dar voz a mulheres, pescadores, vaqueiros, lavradores e demais personagens, a ficção dalcidiana denuncia as trágicas formas de violência (social, política, econômica e mítico-regiliosa) perpetradas no extremo norte do Brasil.
