Navegando por Autor "MUTO, Reiko"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Japão na Amazônia: condicionantes para a fixação e mobilidade dos imigrantes japoneses (1929-2009)(Universidade Federal do Pará, 2010-04-09) MUTO, Reiko; ARAGÓN VACA, Luis Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2713210031909963; EMMI, Marília Ferreira; http://lattes.cnpq.br/4619867698790381Investiga a inserção dos imigrantes japoneses na Região Norte e as condicionantes que levaram a consolidação (fixação) das colônias agrícolas no estado do Pará e a dissolução (mobilidade) das colônias agrícolas de outros estados, tendo como foco da análise comparativa as colônias de Tomé-Açu (Pará) e do Amapá, a primeira considerada um caso de sucesso, enquanto que a segunda, o inverso. Para discussão foram abordadas as principais correntes teóricas das migrações, o panorama das migrações internacionais, a participação do Brasil e do Japão no contexto das grandes migrações internacionais e no contexto nacional. No âmbito local, discute algumas questões relacionadas às negociações entre o governo e as empresas promotoras das imigrações dirigidas que ocorreram nos estados do Amazonas, Pará e Amapá, as políticas públicas adotadas para fixação dos imigrantes antes e após a Segunda Guerra Mundial, os percalços das diferentes colônias japonesas que foram instaladas nos estados da Região Norte. A pesquisa fundamenta-se no referencial bibliográfico e nas entrevistas realizadas com os imigrantes. A partir da análise dos dados, conclui-se que o modelo de migração planejada, assentada em locais previamente selecionados pelos representantes japoneses no atual município de Tomé-Açu no início da migração (1929) e os sucessivos investimentos das empresas japonesas, e do governo japonês depois da Segunda Guerra Mundial, foram determinantes para a fixação desses imigrantes em Tomé-Açu. Enquanto que o modelo de migração dirigida (pós-Segunda Guerra Mundial) para as colônias do Amapá, sem o devido planejamento e pesquisa pelas autoridades competentes, dificultaram sobremaneira o plantio e o escoamento da produção, agravado pela incidência de doenças endêmicas que comprometeram a saúde e a vida dos imigrantes, fatores que contribuíram para a mobilização da maioria de imigrantes em busca de alternativas para a sua sobrevivência.Tese Acesso aberto (Open Access) Os Koutakusseis e os ideais do expansionismo japonês na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-11-30) MUTO, Reiko; ARAGÓN VACA, Luis Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2713210031909963Esta tese tem por objetivo geral analisar o processo migratório dos koutakusseis e sua relação com a política expansionista japonesa, assim como o perfil demográfico e socioeconômico do grupo koutaku que permaneceu na Amazônia brasileira e a contribuição socioeconômica e cultural desses imigrantes e de seus descendentes. Trata-se da história demográfica de um grupo de imigrantes japoneses, de mais de 500 pessoas, que se estabeleceu no município de Parintins, estado do Amazonas, na década de 1930. O estudo de caso visa dar uma explicação das motivações que engendraram a vinda desse grupo para a Amazônia e a ligação causal da intervenção política na vida desses imigrantes, que viveram um período cambiante e turbulento da geopolítica nacional e global marcado pela xenofobia e racismo institucional, bem como as razões pelas quais eles não conseguiram se estabelecer como colônia agrícola no estado do Amazonas, a exemplo do que aconteceu com a colônia de Tomé-Açu, no Pará. Adotou-se o método indutivo nas interpretações teóricas e empíricas do fato investigado, tendo como instrumental teórico-metodológico a abordagem interdisciplinar. Conclui-se que o idealismo de colonização conduzido pelo político Tsukasa Uyetsuka, o sonho da cultura da juta de Kotaro Tuji e a saga das famílias koutaku estão relacionados ao momento histórico de transição do Japão feudal para o expansionismo territorial e econômico. No entanto, a mobilidade desses imigrantes para a Amazônia nada tem a ver com o expansionismo militar japonês que aconteceu na Manchúria, China. Pode ser considerado um expansionismo comercial, pois se tratava de um empreendimento de colonização agrícola, em vista da concessão de terras devolutas oferecidas espontaneamente pelo governo amazonense, que procurava alternativas para superar o marasmo econômico após a crise da borracha.
