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Navegando por Autor "NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Fragilidade e condições de saúde de idosos ribeirinhos da Amazônia: indicadores epidemiológicos e aspectos subjetivos
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12-12) NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; PINTO, Denise da Silva; http://lattes.cnpq.br/9586650002626739; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051
    A presente tese teve como proposta compreender as interações entre os indicadores de fragilidade biológica e condições de saúde de idosos em contexto ribeirinho amazônico. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de caráter explicativo-correlacional com 108 idosos na região das ilhas do município de Cametá, Pará. Estruturalmente, a tese está organizada em quatro estudos empíricos. O primeiro estudo permitiu compreender as particularidades das rotinas e do modo de vida desses idosos, bem como as condições habitacionais do contexto ribeirinho. A despeito das condições de habitação e saneamento, a maioria das moradias utilizava geradores de energia particular, abastecimento de água misto e não estava conectado à rede de esgoto, além disso, tinha variados bens de consumo. Sobre o grau de satisfação em relação ao ambiente domiciliar, os mesmos denotaram percepções positivas para todos os domínios investigados. Somado a esses dados, percebeu-se que a maioria dos idosos enfaticamente manifestava apego ao contexto ribeirinho amazônico, apontando o desejo de permanência nesses locais. No segundo estudo, referente às características demográficas e socioeconômicas, viu-se que a maioria dos idosos era do sexo masculino, com idades entre 60 a 69 anos, com cor da pele parda, eram casados, com cinco ou mais filhos e com convivência predominante em seus domicílios com cônjuges e descendentes. A maioria era de indivíduos alfabetizados, com ensino fundamental incompleto, com renda pessoal até um salário mínimo e familiar entre um a dois salários mínimos, aposentados e sem trabalho formal, donos das próprias moradias e exercendo chefia no seio familiar. Ainda houve o predomínio entre aqueles que não recebiam auxílio de programas governamentais e de idosos com prática religiosa católica. O terceiro estudo apresenta e discute os aspectos multidimensionais de saúde. Em geral, os dados apontaram para o predomínio de idosos que avaliaram como regular a sua própria saúde e na comparação social lateral houve o predomínio dos que consideraram sua saúde melhor. A maioria relatou excelente nível de suporte social, não apresentava polipatologia, polifarmácia, nem internação recente. As principais comorbidades relatadas foram doenças reumáticas e problemas oftalmológicos e a maioria usava poucos medicamentos. Quanto ao acesso aos serviços de saúde, a maioria relatou que caso houvesse necessidade conseguiriam acessar. Houve o predomínio de idosos com história pregressa de tabagismo, sem o hábito etilista e com uma percepção positiva sobre a prática alimentar. Eram em maioria eutróficos, porém apresentavam fator de risco cardiovascular, não apresentavam indicativo de sarcopenia e eram em maioria normotensos. Além disso, não apresentavam comprometimento cognitivo, indicativo de sintomas depressivos nem histórico recente de quedas. Com relação à capacidade funcional, houve o predomínio daqueles com excelente desempenho para AIVD e ABVD. No quarto e último estudo, discutem-se a fragilidade biológica, operacionalizada pelo fenótipo proposto por Fried et al. (2001) e suas associações com os indicadores multidimensionais. Os resultados apontam para uma baixa prevalência desta síndrome (9,3%) sendo a maioria da amostra classificada como idosos não-frágeis (51,9%), confrontando o que outras pesquisas com idosos urbanos evidenciam. O domínio do fenótipo que mais contribuiu para a determinação da fragilidade foi a “exaustão” (30,6%) e os principais fatores associados foram: idade mais avançada, chefia familiar, trabalho, risco cardiovascular, declínio cognitivo, sintomas depressivos, comorbidades múltiplas. Dado o ineditismo desta tese, os resultados permitem notar que a ação conjunta entre os fatores de natureza biológica, psicológica, social, histórica, ecológica e cultural interagem e influenciam-se reciprocamente conferindo desenvolvimento e uma baixa condição de fragilidade biológica entre os idosos ribeirinhos investigados. Por fim, espera-se que estas evidências motivem a realização de novas pesquisas sobre desenvolvimento/envelhecimento nestes contextos.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Percepção de idosos ribeirinhos amazônicos sobre o processo de envelhecimento: o saber empírico que vem dos rios
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06) NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; CARDOSO, Ronald de Oliveira; SANTOS, Zeneide Nazaré Lima dos; PINTO, Denise da Silva; MAGALHÃES, Celina Maria Colino
    Objetivo: Conhecer e analisar a percepção de idosos ribeirinhos amazônicos acerca do processo de envelhecimento. Método: Estudo exploratório-descritivo de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio de entrevistas realizadas com 14 idosos ribeirinhos, moradores de sete ilhas fluviais do município de Cametá, Pará, Brasil. Utilizou-se roteiro constituído de dados de caracterização do idoso e entrevista com perguntas semiestruturadas, orientadas pelas seguintes questões norteadoras: “O que é o envelhecimento para o(a) senhor(a)?” e “Envelhecer é bom ou ruim?”. Foi utilizada também a técnica observação-participante por meio de diário de campo. Para o exame dos dados, optou-se pela análise de conteúdo temático-categorial. Resultados: De modo geral, o grupo pesquisado destacou-se pela percepção heterogênea em relação à compreensão do envelhecimento. No entanto, todos referiram ser um processo ancorado à naturalidade da vida, assim como a morte. Parte desses idosos associou sua velhice a uma fase da vida com repercussões negativas, devido ao aparecimento das doenças e limitações funcionais e, principalmente, à redução da disponibilidade para o trabalho. Pôde-se constatar que a maioria, mesmo apresentando alguma limitação nessa fase, detém estratégias de enfrentamentos claras e bem definidas, como por exemplo: o reconhecimento das suas limitações, o suporte familiar e religioso. Conclusão: Com o estudo, constatou-se que envelhecer é o resultado compartilhado de experiências e saberes próprios da interação dos idosos com o ambiente ribeirinho que os rodeia, e tal circunstância os tornam culturalmente diferenciados.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Perfil epidemiológico dos usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento no município de Belém, Pará com sorologia positiva para HIV
    (Universidade Federal do Pará, 2011) NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539
    A pandemia pelo HIV e aids representam um fenômeno global, dinâmico e instável. Uma das principais conquistas alcançadas no controle da epidemia foi a criação e a expansão dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) em várias regiões do país. Estes centros representam a porta de entrada do indivíduo infectado no sistema de saúde e constituem serviços especializados no diagnóstico, orientação sobre transmissão e prevenção do HIV. O objetivo geral da pesquisa foi descrever o perfil epidemiológico, assim como os comportamentos de risco dos usuários que foram atendidos no CTA-Belém, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2010 com sorologia positiva para HIV. Para tal finalidade foi realizada uma busca ativa e sigilosa nos prontuários arquivados respeitando o anonimato dos usuários e todos os preceitos éticos que envolvem a manipulação das informações. Foram analisados os dados de 547 usuários soropositivos para HIV do CTA-Belém durante o período de estudo (prevalência de 6,09%). Os resultados da pesquisa esclareceram o perfil dos usuários soropositivos, que eram em maioria da população geral e não faziam parte de nenhum grupo mais vulnerável à infecção viral e procuraram o serviço por terem sido expostos à alguma situação de risco e encaminhados por outros serviços/profissionais de saúde. No que tange ao comportamento de risco, 98,5% relataram exposição sexual e os resultados alertam para o não uso de preservativos em relações sexuais fixas e eventuais, sendo os principais motivos para este comportamento a confiança no parceiro, a não disponibilidade de preservativo no momento da relação sexual e outros. Conclui-se que embora haja similaridades em relação à outros estudos desenvolvidos no país e com a atual tendência da epidemia de HIV/AIDS, existem peculiaridades em nossa região que merecem melhor direcionamento da intervenção preventiva por parte da saúde pública tais como disponibilização gratuita de preservativos e campanhas de orientação para o uso dos mesmos em relações estáveis, inclusive na população com maior escolaridade e situação profissional estável.
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