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Navegando por Autor "OLIVEIRA, Camila Vilar de"

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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Ambiente flúvio-deltáico influenciado por maré e tempestade da Formação Rio Maria, leste da Província Carajás (SE) do Cráton Amazônico
    (2012-12) NASCIMENTO, Marivaldo dos Santos; OLIVEIRA, Camila Vilar de; ALTHOFF, Fernando Jacques
    A Formação Rio Maria compreende uma sucessão sedimentar progradante depositada em mar epicontinental desenvolvido ao longo da borda leste da Província Carajás – a mais antiga província do Cráton Amazônico – tendo sido intrudida por granitos em torno de 1.88 Ga. Quatro associações de fácies foram reconhecidas: prodelta-barras distais, frente deltaica-shoreface, planície deltaica-distributários e canais fluviais. Estratificações cruzadas hummocky e swaley de grande porte (> 1 m) atestam influência de ondas de tempestade nos depósitos de shoreface (tempestitos) e estratificações bipolares com recobrimento argiloso indicam atuação de processos de maré. As composições modais dos componentes detríticos do quartzarenito, sublitarenito e arcóseo indicam fontes de blocos continentais (Cráton interior, segundo a classificação de Dickinson). Os minerais pesados (por exemplo, zircão, turmalina, estaurolita, epidoto, etc.) sugerem contribuições de rochas plutônicas félsicas e metamórfica. Grãos de zircão muito bem arredondados podem ser relacionados a sedimentos reciclados ou intensamente retrabalhados, ou fontes metamórficas. Esses litotipos podem ser atribuídos às rochas que constituem o Bloco Rio Maria, que inclui granitos e rochas metamórficas do terreno granito-greenstone de Rio Maria (3.0 – 2.86 Ga).
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Geocronologia U-Pb em zircão detrítico aplicada ao estudo de proveniência dos arenitos do Grupo Canindé, borda leste da bacia do Parnaíba
    (Universidade Federal do Pará, 2015-10-13) OLIVEIRA, Camila Vilar de; MOURA, Candido Augusto Veloso; http://lattes.cnpq.br/1035254156384979
    A datação U-Pb via LA-ICPMS de zircão detrítico do Grupo Canindé permitiu estabelecer uma relação direta entre as idades destes minerais nos arenitos da borda leste da Bacia do Parnaíba e as diversificadas rochas remanescentes em terrenos-fonte longínquos e/ou proximais, revelando-se uma ferramenta investigativa indispensável em proveniência sedimentar. As rochas estudadas representam uma sucessão siliciclástica composta por diamictitos, brechas intraformacionais, arenitos finos a grossos e arenitos finos a muito finos, interdigitando-se com pelitos e argilitos. Sete associações de fácies foram definidas: a) A unidade basal corresponde aos depósitos de offshore-shoreface inferior (Af1) da Formação Pimenteiras; b) gradativamente em direção a oeste, afloram rochas da Formação Cabeças, com depósitos subglaciais (Af2) intercalados, e em caráter erosivo, ao depósito de frente deltaica distal (Af3). A norte exibem características mais proximais destacada pelas amplas espessuras dos lobos sigmoidais (Af4); c) A faixa de exposição da Formação Longá é mais restrita, caracterizado por depósitos de shoreface inferior (Af5); e d) A unidade de topo, representada pela Formação Poti, apresenta a noroeste depósitos com características marinhas shoreface-offshore (Af6) e mais continentais a sudoeste, com depósitos de barras de canais (Af7). A identificação dos parâmetros internos por imageamento CL de 318 (n) grãos desta sequência revelaram quatro populações principais: a) grãos com zoneamento concêntrico (Zr1); b) grãos homogêneos (Zr2); c) grãos com zoneamento convoluto ou com bordas recristalizadas (Zr3); e d) grãos metamíticos, fraturados ou com bordas exsolvidas (Zr4). Sendo estes, agrupados em 3 tipologias: a) Grupo 1- grãos magmáticos; b) Grupo 2- grãos metamórficos; e c) Grupo 3- grãos metamíticos. As idades U-Pb foram reproduzidas em diagramas de distribuição de densidade (probabilidade relativa e cumulativa) e as porcentagens discriminadas em gráficos de setores, demonstraram clara distribuição heterogênea, com fontes Paleoproterozóicas (sobretudo Orosirianas), predominantes sobre as fontes Mesoarqueanas e Mesoproterozóicas, diferenciando-se quanto aos contingentes Neoproterozóicos (principalmente Tonianos) e Cambrianos. A partir do teste K-S obteve-se uma pronunciada similaridade entre fontes das Formações Cabeças e Longá (p=0.385) e total diferenciação (p=0) dos padrões específicos de proveniência das formações Pimenteiras e Poti. As medidas de paleocorrentes identificadas sob a área pesquisada, tanto em arenitos fluvias quanto em sigmoides unimodais deltaicos, demonstram que durante a deposição do Grupo Canindé, as áreas-fontes situavam-se na borda sul-sudeste, referentes tanto a Província Borborema (PB) quanto ao Cráton São Francisco (CSF) e suas faixas brasilianas circunvizinhas (Brasília e Rio Preto), destacando-se a atuação como aporte sedimentar da porção leste da Bacia do Parnaíba, principalmente provindos da porção Norte do CSF, respectivo ao bloco Sobradinho, e as subprovíncias Central e Sul da PB, relativos ao terreno Alto Pajeú (Cariris Velhos stritu sensu) e a faixa Riacho do Pontal, com a oferta de suprimento inerente as essas regiões totalmente controlada pelas incursões marinhas (transgressões e regressões) do mesodevoniano ao eocarbonifero.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Proveniência dos arenitos dos grupos Canindé, bacia cratônica do Parnaíba, por termocronologia e geocronologia em zircão detrítico.
    (Universidade Federal do Pará, 2023-11-27) OLIVEIRA, Camila Vilar de; MOURA, Candido Augusto Veloso; http://lattes.cnpq.br/1035254156384979
    Antes da mais severa Idade do Gelo do Paleozóico Superior, o supercontinente Gondwana foi afetado por glaciações de curta duração registradas em várias bacias intracratô- nicas do norte da América do Sul. As sucessões marinhas costeiras Fameniano-Tournaisianas expostas na plataforma Sul-americana, representam uma janela de oportunidade para desven dar as diferentes áreas-fontes usando idades U-Pb de grãos de zircão detríticos, durante as variações climáticas (greenhouse-icehouse). A Formação Cabeças do Fameniano Tournaisiana da bacia intraplaca do Parnaíba, Norte do Brasil, representa um sistema glacio marinho do delta de contato de gelo, desenvolvido sobre a Margem Ocidental do Gondwana. Os depósitos deltaicos pré-glaciais indicam duas faixas de pico de idade U-Pb significativas de 768-448 Ma e 1175-937 Ma, sugerindo drenagem a leste do Gondwana Ocidental. Em con traste, as idades U-Pb com pico de 1998-1731 Ma e 1079-894 Ma mostram fontes a Sul que abastecem o avanço glacial de noroeste para as configurações costeiras-marinhas. Durante a fase inicial de aquecimento (greenhouse), o sistema deltaico de degelo forneceu idades U-Pb de zircão de 1093-817 Ma, indicando a retomada das áreas-fontes pré-glaciais. A amostragem para aquisição de idade combinada com interpretação paleoambiental precisa, oferece, pela primeira vez, informações de alta resolução que apoiaram uma reconstrução paleogeográfica mais robusta do Gondwana Ocidental durante o Paleozóico Superior. Além disso, o uso de multiproxys de isótopos Hf e traços de fissão, ligados a uma descrição sistemática da morfo logia, estrutura interna e da razão Th/U aplicada aos principais espectros de idade dos zircões detríticos Mesoproterozóicos-Tonianos dos depósitos glaciais, permitiu discriminar as regiões de origem sedimentar concorrente e reconhecer contribuições detríticas da dinâmica de pro veniência de antigos ambientes orogênicos, associados aos orógenos Gondwana Ocidental e Araçuai-Oeste Congo.
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