Navegando por Autor "OLIVEIRA, Marcelo do Vale"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Ação pública socioambiental em questão: desafios da cogestão de uma Resex Marinha na Amazônia brasileira(Universidade Federal da Bahia, 2022) OLIVEIRA, Marcelo do Vale; RIBEIRO, Tânia Guimarães; TEISSERENC, Maria José da Silva AquinoO objeto em questão é a participação na construção de um Plano de Manejo, dispositivo exigido pela implemen tação de um instrumento de política pública ambiental como a Resex. A referência territorial envolve a Resex Marinha Caeté-Taperaçu, situada no município de Bragança, Estado do Pará. O objetivo é compreender como se coproduziu o Plano de Manejo, relacionando-o a um contexto de ambientalização e participação para demonstrar as relações entre os atores envolvidos, seus conhecimentos, práticas e interesses em confronto. A partir de uma abordagem sociológica da ação pública, traz-se uma perspectiva das políticas públicas onde o Estado tem sua cen tralidade contestada e onde a participação de diferentes atores nas discussões e gerenciamento de seu território, se não tem sido evidente, não deixou também de se constituir enquanto horizonte de governança a ser buscado em dinâmicas e mobilizações locais, expressas na capacidade dos atores e de sua atuação em ações coletivas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Desafios na inclusão de saberes e práticas socioambientais locais no Plano de Manejo da Resex marinha Caeté-Taperaçu(Universidade Federal do Pará, 2021-06) OLIVEIRA, Marcelo do ValeO objetivo geral é de compreender os desafios da inclusão dos saberes e práticas socioambientais locais na coprodução do Plano de Manejo da Resex Caeté-Taperaçu. A questão central é quais os desafios da inclusão das práticas socioambientais locais na coprodução do Plano de Manejo da Resex marinha Caeté-Taperaçu? A partir de uma abordagem da Sociologia da Ação Pública (LASCOUMES e LE GALÈS, 2012; TEISSERENC e TEISSERENC, 2014) vinculamos uma nova perspectiva de olhar interdisciplinar sobre as políticas públicas, na qual o Estado tem sua centralidade contestada, com maior participação de diferentes atores nas discussões com implementações e gerenciamentos, a partir de novas dinâmicas e mobilizações locais. A base de dados analisados foi constituída a partir de informações documentais e entrevistas de vinte pessoas envolvidas na coprodução. E o resultado principal evidencia que em um processo tão rico em aprendizados e em conquistas socioambientais ainda não se conseguiu romper com a hegemonia de interesses outros vinculados à uma racionalidade que não ambiental e nem das populações locais. Mas não se pode deixar de reconhecer a capacidade de resistir, de inventar, de aprender, de segmentos sociais como as populações tradicionais, em parceria com outros segmentos de atores (Instituições de ensino e pesquisa, organismos do Estado), vem conseguindo se impor, enfrentar forças políticas e econômicas que as negam, via adoção das referências da conservação ambiental.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Saberes e práticas socioambientais na pesca artesanal do caranguejo-uçá na Amazônia Bragantina (Pontinha do Bacuriteua-PA)(Universidade Federal do Pará, 2021-03) OLIVEIRA, Marcelo do Vale; ALVES, Alexandre de BritoNosso objetivo foi evidenciar os saberes relacionados com as práticas socioambientais dos tiradores de caranguejo da comunidade Pontinha de Bacuriteua em Bragança-PA. Para a compreensão desse modo de vida foi necessária uma abordagem qualitativa interdisciplinar sobre pesca artesanal e comunidades pesqueiras, englobando áreas do conhecimento como antropologia, sociologia e história. A metodologia aplicada foi composta de entrevistas semiestruturadas, auxiliada por observação direta. Os principais resultados foram a identificação de que os conhecimentos dos ciclos biológicos do caranguejo, dos movimentos das marés, das fases da lua, da composição físico-química do solo são instrumentos essenciais na captura do crustáceo em foco. Tais compõem-se de um conjunto de saberes que os tiradores aprenderam com e pelas gerações anteriores e que são colocados em práticas ao movimentarem-se em seus locais de trabalho, diariamente.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Territórios e territorialidades no extrativismo de caranguejos em Pontinha de Bacuriteua, Bragança, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-04) OLIVEIRA, Marcelo do Vale; MANESCHY, Maria Cristina AlvesNos manguezais da costa paraense, o extrativismo de caranguejos tem grande relevância econômica e cultural. Embora sejam áreas de domínio público, na prática, as comunidades do entorno instituem formas de apropriação que controlam o acesso, em resposta à crescente procura de caranguejos nos mercados urbanos, na região e fora dela. O artigo analisa tais formas de apropriação e os conflitos decorrentes, enfocando a localidade Pontinha de Bacuriteua (município de Bragança). Baseia-se em pesquisa qualitativa com dez experientes profissionais. A partir de observações e entrevistas realizadas entre 2011 e 2012, identificou-se que há territórios temporários de trabalho, paralelamente à visão social do manguezal como local de livre acesso. Sugerem-se estudos e discussões públicas, com a participação ativa dos trabalhadores do ramo, sobre a relação entre territorialidades locais e o extrativismo sustentável dos caranguejos. Esse é um aspecto crucial, sobretudo porque a área situa-se em uma unidade de conservação, a Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu.
