Navegando por Autor "PEIXOTO, Lanna Beatriz Lima"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dentre plantas e mulheres: a porta de entrada do universo místico e poético que envolve mulheres em Salvaterra(Universidade Federal do Pará, 2016) PEIXOTO, Lanna Beatriz Lima; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu daNeste trabalho apresentamos reflexões preliminares de um estudo sobre o universo mítico que envolve as mulheres e o feminino na região do Marajó. Apresentamos dados das primeiras duas viagens a campo, onde destacam-se duas mulheres em específico: dona Marta, no distrito de Joanes, e dona Joana, em uma comunidade quilombola, ambas localizadas no município de Salvaterra. Aqui, expomos alguns apontamentos suscitados pelo encontro com essas duas mulheres, de forma a pensarmos as suas experiências a partir do diálogo com uma bibliografia específica. A princípio a existência de um mote em comum auxiliou-nos a adentrarmos no universo de seus cotidianos e, mais diretamente de seus quintais, desde onde os saberes relacionados às plantas medicinais emergiram como a ponta de um novelo, que compreende memórias e os saberes em torno de práticas de cura, do xamanismo e do misticismo local, envolvendo, principalmente, a figura feminina que pretendemos abordar ao longo da discussão presente neste artigo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Gentes peixes e aves(Universidade Federal do Pará, 2016) PEIXOTO, Lanna Beatriz Lima; ISABELLE, VéroniqueO vídeo em questão resulta de uma Oficina de Vídeo Etnográfico realizada pelos integrantes do Grupo de Pesquisa Antropologia das Paisagens: memórias e imaginários na Amazônia, cuja intenção era a de captar imagens e, a partir daí produzir uma narrativa etnográfica por imagens, a fim de refletirmos sobre as interações entre humanos e não-humanos no contexto da Pedra do Peixe, situada no Ver-o-Peso, na cidade de Belém (PA). O vídeo é parte da pesquisa no âmbito da Antropologia Urbana, realizada pelo Dr. Flávio Silveira, figurando como um dos resultados de uma pesquisa em andamento ligada à bolsa de produtividade, financiada pelo CNPq. Para a captação das imagens foram utilizadas Câmeras Canon 5d e 60d.Tese Acesso aberto (Open Access) “Toda planta tem Alguém com ela” – sobre mulheres, plantas e imagens nos quintais de mangueiras(Universidade Federal do Pará, 2020-04-24) PEIXOTO, Lanna Beatriz Lima; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101Neste trabalho apresento um estudo sobre a relação de mulheres e quintais, com ênfase no cultivo de plantas. A pesquisa foi desenvolvida na Comunidade Quilombola de Mangueiras, município de Salvaterra, Arquipélago do Marajó, região Norte do Brasil. A partir da vivência junto a quatro mulheres e suas narrativas, objetivo compreender como se dá a habitação do espaço, como constroem suas paisagens. Entendo os quintais como um microcosmos, estudar as relações nele/com ele estabelecidas envolve questões relacionadas a vários aspectos da vida social como família, política, cura e xamanismo, e deixa transparecer formas e perspectivas de ver e viver o mundo marajoara. Em Mangueiras, como na maioria das comunidades quilombolas de Salvaterra que lutam até hoje pelo reconhecimento de suas terras, as mulheres tiveram papel decisivo no processo político e identitário. Papel de protagonistas elas também têm em outros âmbitos, entre eles está o cuidado com quintais e hortas domésticas, implicando a esfera de interações entre não-humanos e humanos; às preocupações com seus filhos, às sutis relações com o sagrado e o si-mesmo. São conhecimentos repassados através de uma trama de transmissão e troca, muitas vezes herdadas das relações de mães, filhas e avós. Neste caso também estão em jogo segredos, táticas de resistência de uma cultura, das mulheres de um povo. São conhecimentos e práticas que resistem e se reinventam frente os processos de dominação desde o período colonial aos mais recentes processos de colonialismo interno e externo. Quintais e mulheres cultivam-se mutuamente ao longo do tempo em direção ao cuidar de si e dos seus, reflexo do modelo patriarcal dominante. Mas que apresenta uma faceta política fundamental, que mantêm até hoje vivas, pulsantes, essas culturas.
