Navegando por Autor "PINHEIRO, Adelson Marcos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ensino de História, Territorialidade e Educação Escolar Quilombola: o protagonismo da “Griô Antonina” na luta por direitos da Comunidade Remanescente de Quilombo Nossa Senhora das Graças - Vila do Cravo, Concórdia/Pa(Universidade Federal do Pará, 2026-01-07) PINHEIRO, Adelson Marcos; DINIZ, Raimundo Erundino Santos; http://lattes.cnpq.br/6822592071943769; https://orcid.org/0009-0001-4761-8057; NUNES, Francivaldo Alves; CAVALCANTI, Erinaldo Vicente; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140; http://lattes.cnpq.br/1521193440788494; https://orcid.org/0000-0002-2750-0625; https://orcid.org/0000-0002-9912-5713A presente pesquisa, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal do Pará – UFPA, analisa a importância da história local e do protagonismo negro no Ensino de História, tendo como foco a trajetória de vida da Griô Antonina Borges Santana, liderança do Movimento Negro da Comunidade Quilombola Nossa Senhora das Graças – Vila do Cravo, situada no município de Concórdia do Pará. O objetivo principal foi problematizar o Ensino de História e a resistência quilombola a partir dos processos de territorialidade e memória da referida liderança. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa possui caráter qualitativo e utilizou a pesquisa-ação como método, promovendo a participação ativa entre pesquisador e sujeitos participantes, notadamente os discentes e a Griô Antonina. Essa abordagem viabilizou uma construção coletiva de conhecimento e a reflexão crítica sobre a identidade quilombola na escola. A fundamentação teórica articulou conceitos de Ensino de História, Educação Escolar Quilombola, Identidade, Negritude, Consciência Negra, dentre outros, à luz de Bittencourt (2009), Delgado (2010), Munanga (2011), Gonçalves e Silva (2007), Pacheco (2014), Gomes (2002), Diniz e Marte (2022), Malcher (2011), Castro (2003) e Pinheiro (2016). Os resultados demonstram que a inserção da trajetória de vida de Antonina como conteúdo escolar, articulando sua trajetória de resistência aos conteúdos estruturantes do currículo de História, potencializou o sentimento de pertencimento e a autoidentificação racial de parte dos estudantes participantes da pesquisa, rompendo, assim, com silenciamentos históricos. Como Produto Educacional, desenvolveu-se um e-book paradidático destinado a subsidiar práticas docentes antirracistas e contextualizadas em territórios quilombolas.
