Navegando por Autor "PINTO, Joliene Kate do Nascimento"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Web-série Sampleados: a musicalidade da Amazônia Paraense e a cultura digital em diálogo(Universidade Federal do Pará, 2026-01-05) PINTO, Joliene Kate do Nascimento; CHADA, Sonia Maria Moraes; http://lattes.cnpq.br/1004865944722134; https://orcid.org/0000-0002-4593-6561; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; SAGICA, Frank de Lima; https://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://lattes.cnpq.br/8004834965526037Esta pesquisa propõe uma escuta sensível das expressões culturais e da musicalidade da Amazônia Paraense nas dinâmicas do mundo digital, a partir da web-série Sampleados. O objetivo é descrever como a produção contribui para o fortalecimento de uma identidade cultural amazônida. A web-série é compreendida como território de criação estética, onde o sampleamento – técnica que combina fragmentos sonoros – transforma-se em metáfora metodológica, evocando memórias, afetos e pertencimentos. Reflete-se sobre a digitalização das tradições musicais e a ressignificação da herança paraense em rede. A metodologia intitulada “samplear”, de abordagem qualitativa, articula a etnografia virtual (Christine Hine) e a etnomusicologia (Anthony Seeger). Mais do que um procedimento metodológico, assume-se como gesto político de cuidado: um modo de escuta sensível. A análise dos comentários do público opera como escuta etnográfica, revelando sentidos identitários e afetivos no ciberespaço. O referencial teórico mobiliza Stuart Hall, Ailton Krenak, João de Jesus Paes Loureiro, Michel de Certeau, Clifford Geertz, Henry Jenkins, Suely Ronilk, Sonia Chada, entre outros, para pensar cultura, musicalidades paraenses, convergência midiática e reexistência. Ao refletir sobre a presença da Amazônia na cultura digital, a pesquisa celebra a potência criadora da Amazônia paraense e a música como linguagem de reexistência. O sample, nesse contexto, é memória em movimento, gesto de reinvenção. O que se ouve nas batidas não é apenas festa, mas também disputa simbólica. Assim, a Amazônia se (re)inscreve no mundo como centro criativo, sonoro e vivo.
