Navegando por Autor "RABELO, Jhonatan Allan de Andrade"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Aprendizagem autônoma de línguas adicionais e formação docente em um centro de autoacesso no ensino superior(Universidade Federal do Pará, 2021-03-19) RABELO, Jhonatan Allan de Andrade; MAGNO E SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Centros de Autoacesso podem ser entendidos como ambientes de fomento à autonomia e costumam dispor de amplo acervo de materiais para a aprendizagem autodirigida (GARDNER; MILLER, 1999; COTTERAL; REINDERS, 2000; DOFS, HOBBS, 2011). Na Universidade Federal do Pará, esse espaço é a Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA³), que desde 2004 oferece diferentes formas de apoio aos graduandos da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM). Os efeitos positivos que a BA³ exerceu sobre a aprendizagem de línguas desses graduandos podem ser encontrados em publicações da área (MAGNO E SILVA, 2017; RABELO; MORHY, 2019 entre outros). Todavia, observa-se uma lacuna no que tange o potencial que os centros de autoacesso pode ter para a formação docente. A literatura em Linguística Aplicada evidencia que a autonomia, apesar de estudada há mais de cinco décadas, ainda é pouco presente nos currículos de Letras das universidades brasileiras. Formar professores capazes de fomentá-la entre seus alunos demanda experiências práticas fundamentadas em uma base teórica sólida, especialmente quando se considera o caráter complexo e dinâmico do processo de autonomização (PAIVA, 2006; LARSEN-FREEMAN; CAMERON, 2008). Por essa razão, justifica-se a ampliação do debate sobre a formação docente com foco na autonomia e as contribuições que podem emergir da existência de centros de autoacesso nas universidades. Esta tese tem por objetivo geral compreender o papel dos centros de autoacesso na formação de professores. Os objetivos específicos incluem identificar como o trabalho na BA³ trouxe benefícios para dez graduandos de Letras que atuavam como bolsistas ou voluntários nesse espaço. Ademais, verificou-se como a percepção desses participantes sobre ensino e aprendizagem foi ressignificada a partir das experiências lá vivenciadas. Por fim, avaliou-se a competência desses bolsistas e voluntários em desenvolver atividades de fomento à autonomia, bem como os papeis que o pesquisador exerceu como mediador nesse processo. O referencial teórico incluiu algumas das diferentes temáticas que compõem o rol de saberes de uma formação docente com foco na autonomia e motivação (USHIODA, 2008; DÖRNYEI; USHIODA, 2011), crenças (BARCELOS, 2006), estratégias de aprendizagem (OXFORD, 1990; SANTOS, 2011), avaliação (ALVES, 2005; CUNHA, 2006), entre outros. No que tange metodologia, optou-se pela pesquisa de cunho etnográfico, conduzida no grupo de estudo em autonomia e autoacesso, formado pelo pesquisador e pelos participantes. Os instrumentos de constituição dos dados foram diários de observação, gravações das reuniões e entrevistas. Os resultados demonstraram que os centros de autoacesso são espaços com grande potencial para a formação docente, pois são livres de restrições e oportunizam a vivência dos graduandos em ambientes autonomizadores, tanto como aprendentes quanto como professores em formação. Nesse processo, o coordenador pode atuar como um conselheiro para o trabalho docente, construindo pontes entre teoria e prática e estimulando a exercício profissional precoce por meio da criação de uma atmosfera de experimentação e colaboração mútua.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fomento da autonomia na aprendizagem de inglês por meio do aconselhamento linguageiro: um estudo de caso sob a perspectiva ecológica(Universidade Federal do Pará, 2016-02-16) RABELO, Jhonatan Allan de Andrade; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Este trabalho visa investigar as contribuições do aconselhamento linguageiro para o processo de autonomização à luz da Abordagem Ecológica. Para tanto, reviso os conceitos principais destes três pressupostos teóricos. As práticas do aconselhamento, que é um suporte oferecido ao aprendente visando sua autonomização, são discutidas sob a ótica da Abordagem Ecológica – um novo paradigma da ciência pós-moderna que busca analisar os objetos tendo em vista seu caráter complexo (GIBSON, 1986; CUTTING, 1993; VAN LIER, 2004). Ela dedica-se à investigação da percepção dos atores sobre os elementos que compõem o ambiente, determinando propiciamentos e restrições. As noções introduzidas por esta abordagem oferecem uma nova maneira de estudar a autonomia e o seu fomento por meio dos processos de aconselhamento. A metodologia de que lanço mão para conduzir esta pesquisa é o Estudo de Caso, com o qual busco descrever a trajetória de aprendizagem de uma aprendente de inglês. Os instrumentos utilizados foram a ficha de metas, um dos documentos da pesquisa; as gravações das sessões de aconselhamento; a narrativa e os diários de aprendizagem escritos pela participante. Os resultados apresentados evidenciam que a percepção, interpretação e ação sobre os propiciamentos do ambiente podem ser importantes parâmetros para avaliação e fomento da autonomia; e que os próprios conselheiros linguageiros podem ser uma rica fonte de oportunidades de aprendizagem para seus aconselhados.
