Navegando por Autor "RAMOS, Gilfran dos Anjos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identificação, trocas e usos de variedades de cacau (Theobroma Cacao) associados aos conhecimentos tradicionais de agricultores familiares nos municípios de Tomé-Açu e Irituia, Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-07-09) RAMOS, Gilfran dos Anjos; FOPPA, Carina Catiana; http://lattes.cnpq.br/0150061207696674; MOURA, Gustavo Goulart Moreira; http://lattes.cnpq.br/4226146956798142; ROCHA, Carla Giovana Souza; GUERRERO, Natalia Ribas; http://lattes.cnpq.br/6995325935325969; http://lattes.cnpq.br/2929109944619542; https://orcid.org/0000-0002-7066-0480; https://orcid.org/0000-0003-3349-4273Esta pesquisa se dedica a compreender a origem, os usos e a circulação das variedades do cacau (Theobroma cacao) em Sistemas Agroflorestais (SAFs) de Tomé-Açu (PA) e Irituia (PA) associados aos conhecimentos tradicionais dos agricultores familiares. O sistema produtivo adotado pelas comunidades tradicionais está em um processo de transição produtiva em que muitos agricultores familiares migram para sistemas orientados por pacotes tecnológicos, com a introdução de variedades híbridas, clonais e defensivos agrícolas. Deste modo, a pesquisa buscou compreender a inter-relação dos conhecimentos tradicionais associados à identificação da origem, uso e troca do cacau e de que maneira estas práticas fortalecem a manutenção de SAFs na região estudada. Foram realizadas entrevistas com agricultores dos municípios de Tomé-Açu e Irituia que cultivam cacau em sistemas agroflorestais com diferentes arranjos produtivos para identificar a presença de cacau clonal, híbrido e variedades nativas. As formas de circulação das variedades envolvem arranjos diferenciados, em múltiplas escalas, no nível local, municipal e estadual. A identificação do cacau, orientada pelos conhecimentos tradicionais dos agricultores familiares, decorre de características como pigmentação do fruto, forma da casca, sementes e sabor. Os núcleos familiares têm uma predominância de origem migratória da região nordeste do país e outras regiões da Amazônia paraense. A mão de obra é familiar e o cultivo de cacau está prioritariamente associado a outros cultivares presentes no SAFs que contribuem para a sustentabilidade amazônica.
