Navegando por Autor "RIBEIRO, Nilsa Brito"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Entrecruzamento de gêneros discursivos na universidade: esferas do político, do científico e do ensino(Universidade Estadual de Campinas, 2005) RIBEIRO, Nilsa Brito; GERALDI, João Wanderley; http://lattes.cnpq.br/0942600232344834Este trabalho tem como propósito analisar o funcionamento discursivo de alguns gêneros em circulação na Instituição Universitária, orientado pela compreensão de que, na medida em que a universidade amplia as suas atividades para atender a demandas que lhe são endereçadas multiplicam-se também os gêneros discursivos que funcionam como a contraparte das atividades sócio-históricas desta instituição. Para compreendermos o funcionamento de discursos que a universidade coloca em movimento e que a colocam em movimento partiremos de análises de alguns gêneros produzidos por três esferas discursivas identificadas como esferas político-administrativas, científica e de ensino. No interior da esfera político-administrativa, optamos pela análise dos gêneros debate político e reunião; na esfera científica, o gênero comunicação em eventos; na esfera de ensino, a aula. Sentidos depreendidos nos discursos em circulação nessas três esferas sugerem que é na imbricação dos gêneros discursivos que se pode depreender o que há de comum entre eles. A análise do entrecruzamento de gêneros nos revela que os diferentes gêneros com suas especificidades se deixam perpassar pelo gênero complexo que é a aula; no imbricamento de gêneros identificaram-se marcas lingüísticas e discursivas que nos permitiram destacar a forte presença do tom professoral próprio do discurso de sala de aula, o que possibilita dizer que ecos do discurso de sala de aula se espraiam pelos demais gêneros discursivos. Essa constatação nos leva a admitir que: i) o ensino ainda é a atividade que caracteriza a instituição universitária; ii) as relações assimétricas marcadas nas distintas situações de interação, na universidade, possuem uma forte relação com a detenção do conhecimento, daí porque qualquer atividade que a universidade se propõe a desenvolver é marcada pela relação hierárquica vinculada a um tipo de saber.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Memória de leitura de educadoras e educadores do campo(Universidade Federal do Pará, 2009-06) RIBEIRO, Nilsa BritoAssuminos, nesta reflexão, uma concepção de linguagem assentada no príncipio do dialogismo e da alteridade, conforme postura Bakhtin (1988), compreendendo que a linguagem não se origina nem no sujeito nem na sistematicidade da línguagem, mas na interação orientada pela história e pela ideologia. Desta concepção, resulta a compreensão de que a leitura também não corresponde a uma prática solitária e individual, pois é produzida no entrecruzamento de discursos em circulação e em relação à posição que o sujeito leitor ocupa na esfera social. Centrando suas bases nesta concepção de linguagem, este trabalho objetiva analisar sentidos de leitura que educadores e educadoras do campo constroem sobre o seu próprio percurso formativo, considerando o ato de rememorar experiências como espaço possível de (re)criação e construção de novos saberes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A paráfrase: uma atividade argumentativa(Universidade Estadual de Campinas, 2001-12-05) RIBEIRO, Nilsa Brito; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; http://lattes.cnpq.br/9851642920435372O presente trabalho, ocupando-se de textos orais produzidos no interior da universidade, estabelece como objeto de estudo os mecanismos parafrásticos, considerados como atividades de reformulação textual que atuam decisivamente como estratégias argumentativas no fazer textual. Compreendendo que a ação argumentativa é resultado de um trabalho da interação entre os interlocutores, defende-se a posição de que os mecanismos parafrásticos, ao retomarem um jádito, não cumprem apenas a função de fixar sentidos. Nesse movimento, abrem-se sentidos, permitindo que o texto avance para uma dada direção, movido pela orientação argumentativa. Por essa via de compreensão, prevalece a defesa de que o processo de formulação textual não decorre da simples justaposição de enunciados. Os propósitos que movem os interlocutores é que determinam as escolhas de formulação e reformulação. É porque o locutor espera uma contrapalavra do outro, como defende Bakhtin, que ele decide reformular enunciados de um jeito e não de outro, orientando o interlocutor para as conclusões desejadas. Assim sendo, a organização textual não é gratuita, mas motivada por um querer-dizer, na visão bakhtiniana do termo. O falante tem um propósito a atingir, e seu discurso é planejado na interlocução, de maneira que os recursos expressivos se organizam coesivamente em direção a esse propósito. Assim defendemos que a paráfrase é uma atividade argumentativa.
