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Navegando por Autor "SALES, Maria Domingas Ferreira de"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Loucura, a escrita de si no espaço do fora: uma análise de Viagem a Andara, o livro invisível de Vicente Cecim
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-22) SALES, Maria Domingas Ferreira de; CASTILO, Luís Heleno Montoril Del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125
    A questão da Amazônia como reduto de exploração estrangeira tem sido motivo plausível para o empreendimento de pesquisas na área das Humanidades, na medida em se volta a uma ética das relações sociais. Tal preocupação assume dimensões plurais, abrindo margem para discussões que ultrapassam o nicho da ecologia ambiental e da geografia política, transformando-se em tema de ordem planetária. Mais especificamente na área dos estudos literários, evidencia-se a pertinência dessa preocupação ocidental no espaço do dizer poético, transposta em tipos, modos e gêneros discursivos diversos. E, se por vezes, devido à opacidade na superfície do texto poético, mostra-se imperceptível, esta mesma estratégia literária, paradoxalmente, é quem torna possível esse dizer. Baseada nessa ideia, a presente tese se destina a apresentar uma leitura da obra Viagem a Andara, o livro invisível, do escritor paraense Vicente Franz Cecim, filho da Amazônia contemporânea, enfatizando a presença da loucura como acontecimento de resistência ao explorador/dominador, tanto no contexto interno das fábulas, quanto no efeito de estranhamento suscitado pelas rupturas formais presentes na obra. Esse duplo traçado desviante permitirá investigar como se constroem as relações de poder entre o sujeito louco e o dominador e/ou como são produzidas as verdades do homem-texto. O corpus selecionado para esse enfoque é constituído dos sete livros que compõem a edição publicada pela Editora Iluminuras (1988), intitulados na mesma ordem cronológica em que aparecem nesse volume: A asa e a serpente, Os animais da terra, Os jardins e a noite, Terra da sombra e do não, Diante de ti só verás o Atlântico, O sereno e As armas submersas. A partir da leitura comparativa entre as obras do conjunto, será possível perceber tanto a presença transversal da loucura enquanto tema explícito das narrativas e elemento de resistência, como o caráter transgressor do processo literário, elaborado a partir de construções não convencionais. Esses dois eixos formarão a base para a construção de um terceiro eixo, cujos tópicos se coadunam para a defesa de que a obra literária é essencialmente o espaço do fora ou a loucura da linguagem. Esse tripé deve oferecer elementos bastantes para responder às questões fundamentais deste estudo: a) De que forma a loucura ou os loucos citados nos textos de Cecim – analisados à luz dos estudos de Michel Foucault quanto às relações de poder e as formas históricas de subjetivação – representam modos de resistência aos mecanismos de controle e coerção social identificados no conjunto Andara?; b) De que maneira as práticas de repressão dos sujeitos pelo domínios do explorador e seus desdobramentos se veem suplantadas pelo caráter desviante dos acontecimentos, tomados como resistência, tanto no tempo da fábula como no construto linguístico-formal do texto, revelando-se como práticas de si ou de liberdade?; Ou ainda: c) Como tais ações de resistência correspondem ao “espaço do fora” –10 pensamento tomado de Blanchot – também concebido na dupla face do texto poético? Os resultados desse empreendimento acadêmico nos levaram, portanto, à defesa de que a loucura, como resistência e prática de liberdade dos sujeitos no contexto das narrativas, também pode constituir-se enquanto forma de subjetivação ou escrita de si do próprio fazer literário – uma resposta motivada pelo clamor do texto ceciniano, rebelado e insurrecto frente aos ditames do processo civilizatório a que está submetido o homem amazônico.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Murilo Mendes: pânico, amor e poesia: uma leitura de A Poesia em Pânico à luz do surrealismo
    (Universidade Federal do Pará, 2006-09-19) SALES, Maria Domingas Ferreira de; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778
    Esta pesquisa privilegia, a priori, cinco aspectos importantes concernentes à influência do Surrealismo na produção literária de Murilo Mendes, especialmente em A Poesia em Pânico, tais como: a poética da construção por vias da negação; a conciliação de objetos e idéias divergentes que acena para a busca da totalidade; o duplo, indiretamente ligado aos temores da repressão; a mulher e o amor, como confluências necessárias para o estabelecimento do projeto de construção surrealista; e a poesia como espaço da palavra salvadora. Tais aspectos estão em consonância com os estudos propostos por André Breton, Ferdinand Alquié, Chénieux-Gendron, Walter Benjamin e outros. Relacionada à produção de poetas simbolistas e surrealistas, a obra em foco deixa-se ilustrar por alguns trabalhos artísticos do pintor paraense Ismael Nery ¾ com quem Murilo Mendes estabelece grande amizade ¾ e fragmentos de textos de poetas tais como Artur Rimbaud, Charles Baudelaire, Lautréamont, Stéphane Mallarmé, André Breton. Murilo Mendes, para quem as idéias não tem fronteiras, foi um dos autores mais representativos da escrita surrealista no Brasil que, embora notificada aqui em apenas uma de suas obras, constitui traço permanente em toda a sua trajetória poética.
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