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Navegando por Autor "SANTOS, Gercilene Vale dos"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fios de metáfora em labirintos de memórias literárias: a metáfora na escrita de 8º ano do Ensino Fundamental, em uma escola pública de Tracuateua-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12-14) SANTOS, Gercilene Vale dos; MENDES, Leila Said Assef; http://lattes.cnpq.br/6659267771631495
    Neste trabalho, apresentamos os resultados da aplicação de uma Sequência Didática, desenvolvida em 12 oficinas. Tínhamos como objetivo geral desenvolver em alunos do 8º ano do ensino fundamental de uma escola pública de Tracuateua –PA o conhecimento da metáfora como um recurso para a produção de efeitos de literariedade em textos do gênero memórias literárias. Os sujeitos da pesquisa compunham uma turma de 30 alunos. Os textos foram analisados a partir da concepção interacionista de linguagem (BAKHTIN e VOLOCHINOV, 2004); da noção de gênero como instrumento (DOLZ e SCHNEUWLY, 2004); da categorização de metáforas conceptuais: estruturais, ontológicas, orientacionais e imagéticas (LAKOFF E JOHNSON, 2002); da classificação de metáforas literárias: totalmente inusitadas, parcialmente inusitadas e cristalizadas (ANDRADE, 2008; LAKOFF E TURNER, 1989). As razões da abordagem adotada foram a possibilidade de transformar uma preocupação de ensino e aprendizagem em pesquisa; a visibilidade que se pretende dar à metáfora como recurso cognitivo, linguístico e criativo. Analisamos, aleatoriamente, 6 (seis) produções textuais iniciais e 6 (seis) produções textuais finais, cujos resultados demonstraram ampliação da competência discursiva dos alunos: os textos compuseram um memorial intitulado Nos tempos da Maria Fumaça; a maioria apresentou metáforas literárias parcialmente inusitadas e cristalizadas, resultantes de criações de metáforas imagéticas, de extensão e elaboração de conceitos metafóricos estruturais, ontológicos e orientacionais. Esse resultado impactou positivamente no rendimento dos alunos. Concluímos que a hipótese foi confirmada parcialmente: o ensino da metáfora, conduzido em abordagem reflexiva, pode contribuir para que o aluno produza textos de memórias literárias com efeitos de literariedade.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Vozes docentes em diálogo : a prática de análise linguística a partir do ladrão de Marabaixo na formação continuada de professores do Ensino Fundamental na Amazônia amapaense
    (Universidade Federal do Pará, 2025-09-24) SANTOS, Gercilene Vale dos; OHUSCHI, Márcia Cristina Greco; http://lattes.cnpq.br/3038449011739174; https://orcid.org/0000-0001-8292-9806; FAIRCHILD, Thomas Massao; CAMPOS, Jailma do Socorro Uchôa Bulhões; POLATO, Adriana Delmira Mendes; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039; http://lattes.cnpq.br/9062353513535112; http://lattes.cnpq.br/0099891414348765; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-4236-9661
    Esta Tese consiste em um estudo teórico-prático sobre a Prática de Análise Linguística – PAL – em perspectiva dialógica a partir do ladrão de marabaixo – composição poética entoada na manifestação religiosa e cultural afroamapaense denominada Marabaixo –, desenvolvido com professoras das séries finais do Ensino Fundamental, da rede pública do Amapá, em contexto de formação continuada, para o trabalho com a produção ética e valorada de enunciados. Parte da pergunta norteadora: como professores das séries finais do Ensino Fundamental, da rede pública do Amapá, em contexto de formação continuada, desenvolvem conhecimentos acerca da PAL em perspectiva dialógica a partir do ladrão de marabaixo para o trabalho com a produção ética e valorada de enunciados? Tem como objetivo geral compreender como professores das séries finais do Ensino Fundamental, da rede pública do Amapá, em contexto de formação continuada, desenvolvem conhecimentos acerca da PAL em perspectiva dialógica a partir do ladrão de marabaixo para o trabalho com a produção ética e valorada de enunciados. À luz da Linguística Aplicada, trata-se de uma pesquisa qualitativo-interpretativa, de cunho etnográfico, desenvolvida via pesquisa-ação de viés colaborativo, em Macapá-AP, pautada na perspectiva dialógica da linguagem, a partir de pressupostos teóricos do Círculo de Bakhtin e de pesquisadores que seguem esta vertente. O percurso metodológico consistiu em duas fases: diagnóstico da PAL na prática docente e realização de curso teórico-prático, desenvolvido em três partes: a) introdução teórica; b) implementação de uma Sequência de Análise Linguística – SAL – em perspectiva dialógica elaborada a partir do ladrão Aonde tu vai rapaz; c) produção de nova SAL a partir de outro ladrão. Na análise, reflete-se sobre como as professoras se apropriam do discurso formativo e elaboram conhecimentos acerca do ladrão de marabaixo e da PAL à luz de princípios orientadores como concepções de linguagem, axiologias sociais, autoria e estilo. Os resultados apontam, na primeira fase, a coexistência de concepções de linguagem como instrumento de comunicação, quando relacionada à gramática e como interação, quando relacionada à leitura. Na segunda fase, o estudo do ladrão de marabaixo despertou nas docentes, na primeira parte do curso, senso de pertença, identidade, responsabilidade e ética a favorecer o engajamento na pesquisa; na segunda parte, o estudo teórico-prático a partir da SAL ampliou reflexões sobre o ladrão de marabaixo: tia Zezé realçou vulnerabilidades sociais dos sujeitos, ao enfatizar o viés sociocultural; tia Gertrudes, os embates sociais, ao percebê-los pelo viés socioideológico. Sobre a PAL, as duas demonstraram compreensões acerca do contexto cultural e sócio-histórico e das axiologias sociais. Na terceira parte do curso, a análise deteve-se na produção de tia Zezé, que evidenciou: estilo autoral, com internalização em grau de criatividade e personalidade na análise dialógica do ladrão Foi na boca do Cajari. Na produção de atividades de PAL, houve internalização: em grau de apropriação, compreensão, criatividade e personalização expressada em estilo pictórico didático-reflexivo, nas atividades linguísticas; em grau de compreensão e criatividade, marcada por estilo pictórico didático-pedagógico nas atividades epilinguísticas; em grau de transição, nas atividades metalinguísticas, estilo didático-orientado. A mediação demonstrou processos de reelaboração e reacentuação das atividades de PAL em grau de relevância, configurados em estilo didático-pedagógico.
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