Navegando por Autor "SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Aspectos resistentes e performáticos nas tragédias medeia, Electra e as Troianas de Eurípedes(Universidade Federal do Pará, 2015-12) PINTO, Rosane Castro; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoEste artigo propõe um estudo das tragédias Medeia, Electra e as Troianas, de Eurípides, nas quais discutiremos como se dá a performance e a resistência. Deternos-emos em analisar as personagens femininas, os elementos do trágico e de que maneira a narrativa é importante para a compreensão das categorias violência, memória e esquecimento. Para compreendermos as teorias relacionadas à performance, resistência e trauma utilizaremos os textos de autores como Jorge Glusberg (1980) que assegura à performance um relacionamento com o delírio, manifestado através do desejo inconsciente do performer, pois “o discurso resultante é próximo do delírio e, também, da verdade que é sempre delirante” (GLUSBERG, 1980, p.124). Assim como Sarmento-Pantoja o qual afirma que a performance também pode ser considerada como um desempenho construído pelas personagens, “para nós este desempenho pode ser fundamental para compreendermos o que chamamos de performance do sofrimento” (SARMENTOPANTOJA, 2002 p.23). Alfredo Bosi observa que resistir é “opor a força própria à força alheia” (BOSI, 2002, p. 118) no qual compreendemos como oposição de forças que conflitam entre si.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) De Carlos Eugênio à “Codinome Clemente”, entrevista com Isa Albuquerque(Universidade Federal do Pará, 2021-06) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria PereiraEntrevista realiza no dia 15 de outubro de 2020, como atividade do VII Seminário Internacional Literatura e Cinema de Resistência (SELCIR). A entrevista foi conduzida pelo Prof. Dr. Augusto Sarmento-Pantoja e contou com a colaboração da Profa. Dra. Tânia Sarmento-Pantoja e a participação da Cineasta Isa Albuquerque e pesquisadora e viúva de Carlos Eugênio, Dra. Maria Cláudia Badan Ribeiro. A seguir transcrevemos algumas passagens da entrevista de Isa Albuquerque. A entrevista na íntegra encontra-se disponível em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=O9LQuU0pKsQ.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Espetacularização da violência e a resistência na contística de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu(Universidade Federal do Pará, 2021-06) FERREIRA, Rennan Willian Vasconcelos; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoEste artigo analisa a espetacularização da violência e resistência encontrados na contística brasileira produzida pós-64, em dois contos A língua do “P”, (1974) de Clarice Lispector, e Terça-feira gorda (1982), de Caio Fernando Abreu,. Essas produções, se aproximam por servirem como um importante mecanismo de contestação, de forma direta e/ou indireta, ao regime ditatorial instaurado no país. Tomaremos como fundamentação teórica os estudos de Alfredo Bosi (2002), Augusto Sarmento-Pantoja (2013) e Sandra Pesavento (2006), na tentativa de assimilar como os contos de tais décadas estão atrelados intrinsicamente a uma vontade de resistir, concebendo as vozes aos silenciados pela opressão e proporcionando reflexões a respeito das práticas coercivas que levaram o indivíduo a repensar sua condição humana.Resenha Acesso aberto (Open Access) As memórias e a montagem nas "120 historias del cine" de Alexander Kluge(Universidade Federal do Pará, 2014-01) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoEm 120 historias del cine pode ser entendida como uma obra imprescindível aos estudiosos do cinema, que, no entanto, carece de tradução em língua portuguesa, o que me leva a analisar este texto em uma língua prima, o espanhol. Neste livro, Alexander Kluge, cineasta, novelista, contista, “rumiante empedernido”, nas palavras de Susan Sontag diante de sua criação vigorosa, devemos colocá-lo na condição de uma figura gigante da cultura alemã e um dos mais originais artistas intelectuais que desponta na segunda metade do século XX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Olhares caleidoscópicos do teatro de Qorpo-Santo(Universidade Federal do Pará, 2006-10-20) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778O Teatro de Joaquim José de Campos Leão ou, simplesmente, Qorpo-Santo é marcadamente um texto lacunar, como o próprio autor ressaltaria em vários momentos de "Ensiqlopédia ou Seis Mezes de Uma Enfermidade", publicação por ele realizada e única fonte filológica de seus textos. Nossa proposta de análise se vale da necessidade nos debruçarmos sobre a dramaturgia de Qorpo-Santo. Nosso objetivo é, sempre que possível, conferir um sentido ou, em outros termos, criar possibilidades representativas ao hermético texto teatral deste autor. Na tentativa de desvendá-lo, fomos ao encontro dos elementos interpretativos necessários para completar as lacunas deixadas no texto do autor. Seus textos constituem-se de verdadeiras "colchas calidoscópicas", já que neles encontramos várias possibilidades interpretativas ao tentarmos preencher os vagos dos recortes encontrados na sua obra. Inicialmente nos basta deixar os seus textos mais nítidos, quando possível, para que se possamos desconsiderar opiniões de que "os textos de Qorpo-Santo são para ser lido e não para ser encenados", para nós, isso é apenas mais uma das ilusões que permeiam a história do Duque do Triunfo, que devem ser superadas a partir do momento que dermos o devido sentido a esses textos, a partir do ponto que observamos a loucura como um discurso e uma proposição dentro da obra e da vida do autor.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Revisitando o teatro de Paes Loureiro: um caleidoscópio mítico de "Ilhas da ira"(Universidade Federal do Pará, 2009-06) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoO teatro de João Paes Loureiro, tão pouco estudado, é objeto de reflexões no presente trabalho, dedicado aos aspectos místicos e mitológicos presentes na peça A Ilha da Ira, em suas variações e intertextualidades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O testemunho em "O Sobrevivente": memória de um infante que escapou de Auschwitz(Universidade Federal do Pará, 2018-06) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; PINTO, Rosane CastroApresentamos neste texto uma análise da obra O Sobrevivente: memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz, publicado em 2000, numa parceria entre Aleksander Laks e Tova Sender. Trata do testemunho de Laks enquanto menino judeupolonês, que experimentou na adolescência os traumas do cotidiano do campo de concentração de Auschwitz. A sobrevivência e sua relação de gratidão com o Brasil e sua identificação como brasileiro. Sua narrativa testemunha uma das maiores barbaridades sofridas por seu povo, durante a Shoah, na Segunda Guerra Mundial. Procuramos verificar de que forma a exceção e a vida nua se apresentam e dialogam na narrativa reverberando sua sobrevivência. O nazismo sem dúvida nos lembra a tortura e o sofrimento de um povo que foi penalizado, pois Auschwitz, não era apenas um campo de concentração, era também um campo de trabalho forçado, de humilhação, de sofrimento e de extermínio. Nessa perspectiva utilizaremos como chave de leitura as ideias de Giorgio Agamben baseado no estado de Exceção e na vida nua, conceitos estes considerados importantes para a compreensão e reflexão de um período em que os direitos fundamentais foram suspensos e a sua memória será sempre um desafio, principalmente quando se trata dos infantes.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Violência, censura e loucura: a semente de Gianfracesco Guarnieri(Universidade Federal do Pará, 2015-12) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoO presente estudo analisa a peça de teatro A Semente (1961), do dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. A peça foi censurada em 26/04/1961 e liberada dois dias depois após uma comissão de intelectuais considerarem que a peça não poderia ser acusada de subversiva, pois ela era “reveladora de um problema tremendamente humano na sua grandiosidade” (ÚLTIMA HORA, 27/04/1961). Vemos neste texto que o ambiente de violência, embargo e loucura circundam os anos 60, por conta dos antagonismos promovidos pela guerra fria e a luta contra a “subversão”. No espetáculo, Guarnieri consegue colocar o operariado no palco e discutir questões fundamentais sobre a resistência e a necessidade de lutar pelos direitos humanos.
