Navegando por Autor "SILVA, Alan Victor Flor da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Marques de Carvalho na imprensa periódica belenenses oitocentistas (1800-1900)(Universidade Federal do Pará, 2014-02-13) SILVA, Alan Victor Flor da; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840O escritor, político, jornalista e diplomata paraense João Marques de Carvalho nasceu em Belém, capital do estado do Pará, no dia 6 de novembro de 1866, e faleceu em Nice, no sul da França, no dia 11 de abril de 1910, aos 43 anos. Além de parte de sua prosa de ficção publicada em livro, alguns de seus textos, entre contos, romances, lendas e ensaios críticos, encontram-se dispersos em páginas de determinadas folhas periódicas que circularam por Belém nas duas últimas décadas do século XIX (1880-1900), como o Diário de Belém, A Província do Pará, A República e A Arena. Considerando, portanto, esse universo de escritos divulgados em jornais locais, objetiva-se, com este trabalho, avaliar não apenas como Marques de Carvalho compreendeu a doutrina naturalista, a função da crítica e a produção literária no estado do Pará, como também analisar a representação do espaço ficcional lusitano e amazônico em seus contos e romances publicados na imprensa periódica belenense oitocentista.Tese Acesso aberto (Open Access) Vida literária na Belém oitocentista: a contribuição do Diário de Belém para o desenvolvimento das Letras na capital paraense (1882-1889)(Universidade Federal do Pará, 2018-11-08) SILVA, Alan Victor Flor da; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840A partir da pesquisa que realizamos em diversas histórias literárias, verificamos que os únicos escritores de prosa de ficção nascidos na província do Pará durante o século XIX mencionados nessas obras são Inglês de Sousa, Marques de Carvalho e José Veríssimo. O estudo desempenhado em dicionários, enciclopédias e antologias, no entanto, revelou que Inglês de Sousa saiu da região onde nasceu aos onze anos de idade e nunca mais retornou para a terra natalícia, assim como a pesquisa em histórias literárias evidenciou José Veríssimo mais como crítico e historiador da literatura e Marques de Carvalho, por sua vez, como um escritor naturalista sem importância nem para o desenvolvimento da produção literária paraense nem tampouco para a evolução da literatura brasileira. A catalogação que realizamos também em dicionários, enciclopédias e antologias, em contrapartida, demonstrou um número um pouco mais expressivo de autores radicados na província do Pará durante o Oitocentos que se dedicaram à imprensa periódica e à produção literária. Esses escritores, porém, não obtiveram visibilidade nacional nem alcançaram um lugar no cânone da literatura brasileira. Do mesmo modo, a pesquisa na imprensa periódica belenense oitocentista realizada por membros do Grupo de Estudos em História da Literatura (GEHIL), coordenado pela Profa. Dra. Germana Maria Araújo Sales, também tem demonstrado um considerável número de escritores colaborando com produções escritas tanto em verso quanto em prosa de ficção para periódicos que circularam pela capital paraense durante as últimas décadas do século XIX. Não estamos nos referindo, portanto, a publicações traduzidas nem extraídas de periódicos provenientes de outras províncias do Brasil, mas sim a publicações originais elaboradas para serem lançadas primeiramente em jornais que circularam por Belém. As dissertações provenientes da pesquisa realizada por membros do GEHIL em periódicos belenenses oitocentistas, no entanto, têm procurado estudar a circulação de versões traduzidas da prosa de ficção assinada por escritores estrangeiros ou de produções extraídas de periódicos de outras províncias do país assinadas por escritores brasileiros. Em razão dos poucos estudos sobre escritores que se firmaram a partir de publicações originais para a imprensa periódica belenense, procuramos promover um trabalho que se dedicasse a percorrer um caminho sobre a circulação e a produção de prosa de ficção assinada por escritores que se estabeleceram na capital paraense durante o século XIX e contribuíram para a imprensa periódica belenense oitocentista. O nosso intento, portanto, não é colocar em evidência autores cujas produções foram traduzidas ou extraídas de outros periódicos que circularam por lugares distintos do território brasileiro, mas sim escritores que se localizaram na capital paraense e escreveram narrativas ficcionais originais para a imprensa periódica belenense oitocentista. Para desenvolvermos a pesquisa, selecionamos como principal periódico a ser estudado o Diário de Belém (1868-1892), pois esse jornal circulou diariamente na capital paraense, perdurou por mais de uma década em circulação e foi o primeiro a oferecer oportunidade e espaço para que escritores radicados em Belém se aventurassem pela atividade da produção literária. A partir das considerações que tecemos, pretendemos, com esta tese, demonstrar como escritores e jornalistas envolvidos na imprensa periódica belenense oitocentista interpretaram alguns temas, por exemplo, associados à (in)existência de uma literatura na Amazônia ou na província do Pará, à publicação de obras assinadas por escritores fixados em Belém, às escolas literárias do século XIX, assim como o Romantismo, o Realismo e o Naturalismo, entre outros. Além disso, objetivamos traçar um perfil da prosa de ficção publicada no Diário de Belém assinada por escritores radicados na capital paraense.
